NARRADOR): - NO CAPÍTULO ANTERIOR, MEUS CARÍSSIMOS, UM PERSONAGEM DEU O FORA DA TRAMA. BRINCADEIRA! MARCOS SUMIU E TODOS FORAM PROCURÁ-LO. MAS SABEMOS QUE NINGUÉM SE INTERESSOU PELO MOLEQUE, COITADO. APÓS UMA FALTA DE LUZ NO SHOPPING, TODOS SE REENCONTRARAM E ESTAVAM A UM PASSO DE DESCOBRIR O QUE HAVIA ACONTECIDO COM O MARCOS, MAS... (Marcelo): - Não me diga que te... (dá uma risada cínica) (Anderson) (olhando para Marcelo): - Fica sacaneando o Marcos que quem vai levar um murro na cara vai ser você. (Marcos) (revoltado): - É muita infantilidade pra um dia só. Marcos vai embora revoltado. (Rafael): - Que mancada, hein, Marcelo. (Rodolfo): - O cara ficou nervoso. Infantil... não tinha um adjetivo mais propício para te chamar não, Marcelo? (Anderson): - Mas o Marcelo também esculachou o Marcos. Pra que foi perguntar se haviam estuprado ele? (Marcelo): - É, eu vacilei. Bem, vamos embora? Acho que não temos mais nada para fazer aqui. TOMADA GERAL DO RIO DE JANEIRO (NOITE / DIA) PESSOAS CHEGANDO A PRAIA. SOL FORTE TOMADA AÉREA DA RUA ONDE MORAM OS PERSONAGENS RODOLFO E ANDERSON NA RUA, DEBAIXO DE UMA ÁRVORE SENTADOS (Rodolfo) (com cubos de gelo na cabeça): - Que forno está fazendo hoje! (Anderson) (bebendo refrigerante): - É mesmo. Viu o Marcos hoje? (Rodolfo) (tirando os cubos da cabeça): - Deve estar enfurnado na casa dele. Se aparecer aqui na rua hoje é porque já está de bom humor. (Anderson): - É. Sabe, Rodolfo, ontem ele e Marcelo não paravam de conversar. Ficavam juntos toda hora. (Rodolfo): - Eu sei. Deviam estar falando do Marquinho. (Anderson): - Será que eles realmente... têm uma amizade, digamos assim... é... (Rodolfo) (completando): - Colorida? Amizade colorida? Não sei, Anderson. Deixa isso pra lá. Tá muito quente pra eu ficar pensando nessas coisas. Rodolfo coloca os cubos de gelo na testa novamente. Anderson fica pensativo. CASA DE MARCELO TELEFONE TOCANDO NO QUARTO DE MARCELO (Marcelo) (atendendo): - Fala. (Marcos) (sério): - É o Marcos. Tô bolado contigo, hein. (Marcelo) (deitando na cama com o telefone): - Eu sei, eu sei. Foi vacilação minha. Desculpa. (Marcos) (nervoso): - Agora pede desculpas? Primeiro fala aquela besteira e agora pede desculpas? Não te reconheço, Marcelo. (Marcelo) (sentando-se na cama): - O que mais quer que eu peça? Perdão de joelhos? Um tapete vermelho aqui na rua pra você passar em cima? Marcos bate o telefone. (Marcelo) (colocando o telefone no gancho): - Êta cabeça dura, meu. NA ÁRVORE RODOLFO E ANDERSON SENTADOS. MARCELO CHEGA (Rodolfo): - Fala, Marcelo. (Anderson): - Novidades? (Marcelo): - Marcos acabou de telefonar. Está parecendo um touro na tourada. (Rodolfo): - E pelo jeito você é o toureiro que faz ele ficar nervoso. (Anderson) (rindo): - E o que ele disse? (Marcelo): - Está raivoso o cara. Bateu o telefone na minha cara e tudo. E olha que eu pedi desculpas pra ele. (Rodolfo): - Daqui a pouco ele aparece aí na rua. MARQUINHO ESTÁ SAINDO DE CASA E VÊ OS TRÊS NA ÁRVORE ELE VAI ATÉ A BANCA DE JORNAL E SE ESCONDE PRA NÃO O VEREM. (Marquinho): - O que será que os três estão falando? NA ÁRVORE (Anderson): - Você também pegou pesado, Marcelo. (Rodolfo): - Concordo com ele, Marcelo. (Anderson): - Pra que você disse que o Marcos foi estuprado? NISSO... (Marquinho) (pensando): - Marcos foi estuprado? Que notícia!! (NARRADOR): - CARAMBA! NEGÓCIO VAI PEGAR FOGO AGORA. LOGO NA BOCA DE QUEM FOI PARAR ESSA NOTÍCIA FALSA? SERÁ QUE ISSO VAI FICAR “ENTRE AMIGOS”? NÃO DEIXEM DE LER O PRÓXIMO CAPÍTULO. A COISA VAI FEDER!!!! |
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