CAPÍTULO 15


Nesse instante entra o professor acompanhado do investigador.

Professor: Boa noite, sei que estamos todos ainda muito abalados mas, temos que ser fortes e colaborar com o investigador policial para que assim ajude a desvendar quem fez aquilo com o Leandro.

Investigador: Podem ficar tranqüilos pois essa é apenas uma conversa, vocês não estão dando um depoimento. Mas antes de mais nada eu gostaria de dizer em primeira mão, pra vocês que eram amigos do Leandro, o resultado da perícia e da autópsia.

Os alunos começam a comentar e o professor pede silêncio, depois da turma se acalmar o investigador continua.

Investigador: A autópsia revelou que a vitima teve relações sexuais antes de ser assassinado e que foi morto em virtudes de oito facadas ,ou objeto pontiagudo similar, os quais perfuraram seus rins, pulmões e coração levando a óbito; Foi confirmado também que a vítima não teve a menor chance de reação visto que foi asfixiado com formol o que lhe fez desmaiar.

Fabiana: (impressionada) Você quer dizer que ele transou antes de morrer? Aquele cachorro não valia nada mesmo e eu ainda estou aqui chorando por ele.

Cleide: Deu pra saber alguma informação sobre quem fez aquilo?

Investigador: O assassino ou assassina deve ser profissional, pois não foi encontrado nem um vestígio de impressões digitais.

Brenno: A polícia ainda não sabe se foi um homem ou uma mulher?

Bola: Só pode ter sido uma mulher, pois o senhor não disse que ele transou antes de ser morto?

Investigador: Teoricamente sim mas, até agora não podemos afirmar nada pois não sabemos quantas pessoas estavam naquele banheiro, pode ter sido mais de uma pessoa que praticou o crime.

Sérgio: Não foi encontrado nenhum fio de cabelo, ou algo que leve ao assassino?

Investigador: Como já disse, quem fez aquilo deve ser um profissional afinal, o criminoso tomou todos os cuidados para limpar o local do crime. O local ficou tão limpo que parecia que apenas o Leandro esteve ali.

Fabiana: O senhor disse que ele transou antes de morrer e não tem certeza se foi um homem ou uma mulher? O senhor está querendo dizer que o safado podia estar com putaria com outro homem dentro do banheiro.

Bola: A coisa está ficando feia, será que o Leandro era bicha?

Investigador: Calma gente, nós da polícia trabalhamos com fatos e neste caso temos alguns fatos; Primeiro: a autópsia indicou que ele teve relações antes da morte, Segundo: que não foi encontrado nada que identifique o assassino, Terceiro: que não se sabe até agora quem é o assassino nem se é homem ou mulher. Quanto ao fato de não termos provas que ele transou com uma mulher não significa que foi com um homem.

Fabiana: (nervosa) Mas já está provado que o cachorro estava na maior safadeza dentro do banheiro antes de morrer, eu não acredito que ainda choro por aquele cretino.

Investigador: Eu não estou aqui pra criar nenhum tipo de intriga, muito menos denegrir a imagem da vítima. Lembre-se que acima de tudo o Leandro é a vítima e que o culpado está a solto e por isso vim aqui pra pedir a ajuda de vocês. Afinal o Leandro estudava nesta sala e acredito que vocês como amigos dele podem nos dar informações importantes que nos leve ao assassino.

Brenno: O senhor acha que alguém aqui tem alguma coisa com a morte do Leandro.

Investigador: Nós até agora sabemos que as entradas do Colégio Adelaide Silva são vulneráveis e com isso o assassino pode muito bem não ser alguém daqui, ter apenas entrado e depois saído sem que alguém tenha visto. Mas claro que a hipótese ter sido alguém daqui não foi descartada.
Para o momento gostaria de saber se alguém notou alguma coisa estranha no dia em que Leandro foi assassinado, se ele tinha algum inimigo ou ainda se ele comentou alguma coisa sobre estar sendo ameaçado.

Depois de um breve silêncio.

Luiz Eduardo: Eu era muito amigo do Leandro nunca soube de ninguém que tivesse raiva dele .

Sérgio: O Leandro era um cara muito boa praça, nunca se envolveu com brigas.

Brenno: Sempre estávamos juntos e ele nunca me disse nada sobre alguém que pudesse ter raiva dele.

Cleide: Não consegui achar uma lógica pra tanta brutalidade, tudo está tão estranho.

Bola: O cara era sangue bom, nunca se meteu em encrenca.

Zé Roberto: Eu quase não falava com o Leandro pois ele tinha uma namorada muito ciumenta e que estava sempre no pé dele, não é mesmo Fabiana!

Rafaela: (nervosa) O que você quer dizer com isso? Está querendo insinuar que a Fabiana tem alguma coisa com o que aconteceu.

Fabiana: (furiosa) O Zé Roberto tem razão, eu sou ciumenta sim, mas não fui eu que fez aquilo com o Leandro afinal, eu estava na sala na hora do crime. Agora eu posso garantir que naquele dia teve gente que chegou bem atrasada na sala e que pode muito bem ter feito o que vez e depois entrado na sala com a maior cara de pau afinal, a vagabunda estava dando em cima dele desde o dia que chegou aqui.

Investigador: Você tem alguma suspeita que gostaria de me dizer.

Cleide: (preocupada) Fabiana, cuidado com o que vai dizer, afinal estamos muito nervosos e aqui ninguém tem prova de nada e eu sei que você está muito nervosa. Seria melhor esfriar a cabeça antes de levantar alguma suspeita sem ter provas.

Investigador: (tranqüilizando) Gente podem ficar sem medo de dizer nada afinal isso aqui não é um depoimento, estamos apenas conversando.

Fabiana: (nervosa) Pode perguntar pra quem quiser, que todos vão confirmar que a única vagabunda que chegou atrasada aquele dia foi a Amanda e tem mais, desde o dia que essa zinha entrou aqui no Adelaide Silva vinha dando em cima dele, foi por causa dela que estávamos brigados.

Cenas dos próximos capítulos:

Será que Amanda foi encurralada?
Onde Zé Roberto queria chegar dizendo ao investigador que Fabiana era ciumenta?
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