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O que leva a ser Primeiro Ministro.
O que leva a ser 1º ministro?
O que leva uma pessoa a abdicar da sua vida pessoal, possuir um horário terrível, suportar os media e a exposição pública? Não é concerteza pelo incipiente salário de 800 mil escudos (que para muitos não seria incipiente). A partir daqui consigo apenas prever 3 cenários possíveis para que alguém se torne 1º ministro.
A 1ª hipótese é a de que o indivíduo é realmente aquilo que todos os políticos aparentam ser: um bom samaritano interessado realmente em ajudar o país. Contudo julgo ir eliminar esta hipótese pois devo ter sido subitamente atacado por esperancitis mundialis. Depois da ter relido me pareceu tão infelizmente ridícula que a teria eliminado à partida. Como escrevo como penso deixo estar.
A 2ª e 3ª s hipóteses são de certa maneira complementares.A 2ª hipótese é a incompetência, nunca aplicada na generalidade das faculdades do indivíduo. Felizmente são ainda necessários debates que mesmo estupidificantes e pouco vistos continuam a ajudar a esclarecer a personalidade de cada candidato. Portanto o indivíduo para ganhar eleições necessita de deter uma forte retórica capaz de enganar muitos A partir desse debates os discursos são escritos por membros do staff e as outras faculdades ou a falta delas vêem necessariamente ao de cima .
A incompetência não é necessariamente uma razão para levar alguém a ser 1º ministro, mas uma pessoa deste género com um elevado nível linguístico ilude-se pensando que é realmente bom . E o seu staff não lhe diz o contrário pois a estes interessa o controlo sobre um 1º ministro balelas que é suficientemente confiante para ir a votos mas tb suficientemente inseguro para comer tudo o que o staff lhe designa. O staff mantêm-no na corda bamba numa existência terrível. Aqui entra a 3ª hipótese, as segundas intenções (neste caso por parte do staff) . Com um 1º ministro controlado tudo é possível no país. O dinheiro jorra direitinho da fonte do estado para os bolsos dos pseudo Pavlovs e de outros, grande capitalistas( já pareço um vermelho a falar) que fazem tb pela vida.
Mas a 3ª hipótese pode aplicar-se tb directamente sobre o indivíduo que quer ser 1º ministro. Este pode estar a rebentar de segundas intenções. Para ele o cargo que quer ocupar não é um fim é um meio: para dinheiro, poder, protagonismo, sexo( é verdade cada um com a sua tara) ou então mais altos voos, isto é, outros cargos mais elevados na hierarquia do poder até que cheguem ao topo e se apercebam da merda que são.
Mas esta minha teoria está toda errada porque para se assumir como tal um qualquer 1º ministro teria que se enquadrar numa categoria e nunca em várias. Mas o nosso primeiro deita-me a teoria ao chão, pisa-la e queima-la.
O nosso primeiro quis ser primeiro ministro. Queria mudar o mundo, sabia falar o coitado e pensava que isso era tudo. Pensou melhor e decidiu tirar um curso com 19 valores engenharia electrotécnica e com isto na mão pensava mudar o mundo. Coitado era um bom samaritano. Com a ilusão de chegar ao mais alto nível foi pensando na maneira de lá chegar e não do que iria lá fazer. Quando de repente se viu primeiro ministro com o poder atirado pela janela pelo último primeiro já o seu staff se tinha apercebido que este não sabia o que ali estava a fazer. Era aproveitar enquanto podiam! E quando tentou trabalhar já o seu staff e os grandes grupos económicos tinha minado e adulterado o poder em Portugal com as suas segundas e terceiras intenções sobejamente conhecidas. Farto e desiludido deixa correr as coisas até que consiga um trabalho melhor noutro sítio que não o velho e podre Portugal.