Circuito Minas-Rio

Carangola, Faria Lemos, Natividade, Porciúncula, Tombos e Varre-Sai. Cidades vizinhas em estados diferentes - Minas Gerais e Rio de Janeiro -, mas que integram um mesmo circuito. São pequenas diferenças e muitos pontos em comum: a tranqüilidade nas ruas, as festas nas praças e a hospitalidade do povo. O Circuito Minas-Rio é feito, assim, de coisas de Minas e coisas do Rio. Uma beleza que seduz. Essa região começou a ser ocupada efetivamente no princípio do século XIX. Anteriormente, aconteceram tentativas, mas não foram bem sucedidas. Primeiro, porque a ocupação dessa região era proibida pela colônia portuguesa na tentativa de impedir o extravio do ouro e depois devido aos conflitos com os índios puris. A partir da década de 30, vão surgindo as primeiras fazendas. Banhadas pelo Rio Carangola e com clima excelente, as terras eram férteis e favoreciam a criação de gado e o cultivo de milho, cana, arroz, chá, fumo e café. Assim, essas fazendas logo prosperaram.Além da atividade rural, os tropeiros que passavam em direção a Campo dos Goitacazes também contribuíram para o desenvolvimento da região. Depois, foi a chegada da estrada de ferro Leopoldina, no final do século XIX, que, além de melhorar o contato com o Rio de Janeiro, garantia o escoamento da produção cafeeira. A mão-de-obra estrangeira também contribuiu muito para a formação dessas cidades. Juiz de Fora era, então, o principal centro de distribuição dessa mão-de-obra, cuja maioria era de origem italiana. Mais tarde, surge em Carangola o núcleo de imigrantes “Pedro de Toledo”. E só no início do século XX é que chegam a Carangola imigrantes de procedência sírio-libanesa. Hoje, essa região mineira da Zona da Mata, que faz parte da bacia hidrográfica do Paraíba do Sul, tem o forte da sua economia na agricultura, sendo seus principais produtos: café, laranja, mandioca e milho. Mas a natureza generosa e valores culturais apontam novas alternativas com o Turismo. Assim, o Circuito Minas-Rio está repleto de atrativos naturais. Veja as melhores opções:Em Carangola, destacam-se a Cachoeira do Boi e o Morro da Torre, de onde se avistam a Pedra Elefantina, o Pico da Bandeira e a Pedra Dourada.Em Faria Lemos, um lugar ideal é a Cachoeira da Surpresa, com 30 metros de queda livre, mas aproveite também as cachoeiras do Chicão, da Bela e Cachoeirinhas, ideais para trekking, rapel e canyoning.A fantástica e impressionante Cachoeira de Tombos, com 60 metros de altura, que deu nome à cidade, é uma queda d’água composta por três “tombos” ou quedas. Vale a visita.O patrimônio histórico também tem bons exemplares nas cidades desse circuito, presentes nas antigas estações da estrada ferroviária Leopoldina, em casas, escolas, cinemas e nas fazendas do período do ciclo do café. No Distrito de Ponte Alta, em Carangola, está um sítio arqueológico que guarda um cemitério indígena do século XVIII.Já em terras fluminenses, a cidade de Porciúncula oferece um local para a prática de do vôo livre e escalada. Chegar ao topo da Pedra da Elefantina é um passeio legal para quem gosta de atividades esportivas mais radicais.O espírito e as tradições religiosas são fortes. Natividade, no Rio de Janeiro, recebe centenas e centenas de romeiros devido a três aparições de Nossa Senhora, em 1967, durante as quais a Virgem teria deixado uma mensagem em uma pedra que fica exposta no Sítio dos Milagres. O dia comemorativo da aparição de Nossa Senhora é 12 de julho, cujo ponto alto é o banho de rio dado na pedra misteriosa. As tradições populares estão muito vivas também em Varre-Sai. A cidade possui vários grupos de danças e se orgulha da banda “Lira Santa Cecília”, fundada em 1917. Mas a cidade fica mesmo animada é com o Festival do Vinho, vinho de jabuticaba, que atrai centenas de visitantes todos os anos para degustarem a deliciosa bebida.O Circuito Turístico Minas-Rio foi certificado pela Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais em 24 de maio de 2005.

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