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Saudade
Nos
dias em que bate a saudade de alguém,
Penetramos
em nossas lembranças, tristes ou alegres.
Aí
vem uma dor na alma que não se pode mudar,
Como
as lembranças dolorosas por outras prazerosas.
E
no momento não dá para explicar onde e porque dói.
Na
maioria das vezes preferimos fechar no nosso mundo
De
tristeza e solidão e com isso ficamos deprimidos.
Muitos
saem em silêncio da nossa vida e em sigilo permanecem
pelo resto dela, sem calar sua voz,
Que
fica dissimulada dentro de nós em saudade.
E
aparece quando mais precisando de carinho.
Será
que a saudade é a forma encontrada
Pelo
outro ausente, de nos dar carinho?
Os
ventos que às vezes tiram alguém que amamos são os
mesmos que nos trazem alguém que aprendemos a amar...
Por
isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado,
E
sim, aprender a amar o que nos será dado...
Tudo
que é realmente nosso nunca se vai para sempre.
Mais
que às vezes dá uma saudade doída, isso dá.

Aproveitemos
então o sol nos proporcionando
O
calor da alma e do corpo, sua luz iluminando
A
vida e seus raios dando força para a nossa jornada.
E
que o que passou seja realmente pretérito
E
novas esperanças um futuro brilhante com a fé
Que
nos ajudará a sermos firmes, alegres e seguros.
Esperando
que o rio que passa vai levando consigo
Todas
nossas amarguras, todo o nosso sofrimento,
Nossas
perdas irreparáveis, nossos amores
Perdidos
no horizonte, nossas amargas e sentidas dores.
Que
ele só não leve nossas alegrias
Que
são o alento para vivermos nossas esperanças.
Maria do Carmo
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