MÃE GUERREIRA.

 

 

 

 

 

 

Criar um filho é complicado, nos dias de hoje,

Em que falta tudo, especialmente educação e trabalho.

Onde impera a violência, a miséria, o desamor,

E o mais triste: a crença em Deus.  

 

 

 

 

Pai e mãe se unem e trabalham para oferecer aos filhos

Uma vida digna e honrada, para que nada lhes falte.

Mas se para ambos já é difícil, imagina para u’a mãe solteira,

Que a sociedade tanto recrimina.

E muitas vezes, até a própria família a rejeita.

 

 

 

 

Porém ela com garra e amor segue em frente,

Quando seria tão mais fácil cometer um aborto.

Mas ela não quer isso, já ama essa criaturinha em si.

Vai lutar para ter e para criar esse filho com dignidade.

Inicia então sua longa batalha, que será pela vida afora.

 

 

 

 

Quanta renúncia, quanto sacrifício, quanto sofrimento!

Tudo sente ao ver que pode faltar algo a seu filho.

Pior ainda, ela não pode dar a ele um pai.

Pois todo filho carece da presença e do carinho dele.

 

 

 

 

Esse pai que não teve a coragem de assumir o filho.

Fruto de um momento de amor, de um momento de prazer, de um momento de loucura, não importa qual seja.

Importa o fruto, uma inocente criança, tão linda e tão doce.

 

 

 

Uma criança que quer apenas ter o direito de SER,

Como o primeiro deles: o direito de NASCER.

Que não tem culpa do que acontece no mundo,

No coração das pessoas, e que desde agora.

Já traz em si a marca registrada da sociedade.

 

 

 

 

Então eu tiro o chapéu para você,

Mãe Solteira, Mãe Sozinha e Mãe Separada.

Que com tanto sacrifico, amor e carinho, cria seus filhos. Muitas vezes um, dois, três, até mais.

 

 

 

 

Também tiro o chapéu para você,

Pela sua coragem, pela sua força, pela sua garra.  

Deus em sua infinita bondade prepara o seu caminho.

Guardando um lugar de honra pra você no Reino Eterno.

 

 

Mais uma vez eu tiro o chapéu para você,

MÃE GUERREIRA!

Você vale todo o ouro do mundo.

Você é toda a riqueza da vida.

 

 

Maria do Carmo

 

 

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