AMOR VIRTUAL

 

Nesse mundinho virtual tão fechado,

Onde tantos procuram alento ou alegria,

Encontram sem vir buscar, um lindo sonho.

Sonho do qual devem e não querem acordar.

 

São contaminados pelo vírus implacável.

Mas por ser virtual é uma epidemia.  

Entrar nessa louca virtualidade,

Com a epidemia da loucura.

Vivendo uma alucinante aventura,

Sofrendo e fazendo sofrer.

 

Do virtual ao real, o precipício é imenso.

Pode-se se dizer que é sem fim.

Não se chega nunca ao final.

Um mundo sem eira nem beira.

Um mundo sem boca, sem fundo.

 

Mas incrível é que apesar dos pesares,

Todos se relutam na mudança.  

Preferem

 permanecer dessa forma.

Mesmo com sofrimento ou alegria

Sem se preocupar com a realidade

Que sob controle, evitando dissabores,

Dirigirem os próprios caminhos.

 

Sonhar é bom!

Mas os sonhos virtuais

 Constituem armas mortais.

È necessário que todos se cuidem

Para não machucarem aos outros.

E não saírem magoados.

 

Aprender a retirar do ambiente,

O lado bom que oferece,

É antes de tudo um compromisso.

Não deixar que a ilusão de um fantasma

Empurre a todos pra um abismo insondável,

É, sobretudo, uma determinação.

Vale sempre lembrar que:

“A posse É o túmulo do desejo”.

Maria do Carmo

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