Tuas palavras são pedras e as pedras nada questionam
figuram no acostamento, na polidez da poeira
à beira de um abandono
Tuas certezas são regras e as regras foram banidas
incendiárias feridas na amplitude do jogo
no fogo de um recomeço
Meu endereço é distante,
mas caso queira pintar
desça como a neblina, com a frieza do mar,
venha com a purpurina que te enfeitou no altar.
Mas tenha ao menos cuidado,
no toque do interfone
porque o vizinho ao lado parece com o Stalone
E tenha ao menos bom senso de aparecer em silêncio
e assim que eu despertar
me traga um bom cafezinho e o jornal com carinho
pra que eu consiga entender em meio a tal burburinho
porque fui selecionado a ir jogar do outro lado,
se ainda não fui à França, ainda não fiz herança
se ainda não sou doutor e nem ao menos fiz filho.
Dona morte me poupe, seja compreensiva
não quero gastar saliva, nem assinar promissória
me tira deste convite, me exclui já desta história
Morrer não é fazer compras, nem caminhar na Paulista...
me tira já desta lista, me afasta então deste mal.
E eu juro virar turista da Igreja Universal.