Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não
tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta
sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa tênue
e esvaecida,
E que o destino amargo, triste
e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém
vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...
Sou talvez a visão que Alguém
sonhou,
Alguém que veio ao mundo
pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!