Crescimento de Precipitados

Voltar

 

6 - Crescimento

A cinética de crescimento de precipitados (por difusão), também chamada Oswald Ripening, pode ser definida pela equação de Wagner(6,1),

 

(r)3 – (r0)3 = [8rDtC0(Vm)2]/9RT

                                               

onde     C0 =Fração de mols em excesso do soluto por (volume de) 100g do precipitado (mols/m3)

            D  = Coeficiente de difusão do soluto (m2/s)     

            r   = raio da partícula no tempo t (m)

            r0  = raio inicial da partícula (m)

            R  = 8,314,J/mol/K

            t   = tempo ( s)

            T  = temperatura, (K)

            Vm = volume molar da partícula (m3)

            s  = energia superficial partícula/matriz (J/m2)

                     = 0,8, J/m2 para TiN, NbN, NbC

 

O crescimento volumétrico de precipitados a uma determinada temperatura, em função do tempo, depende da forma geométrica do precipitado(6,1).

            1) Esférico

                        tamanho do precipitado µ t3/2

            2) Cilíndrico:

                        tamanho do precipitado µ t2

            3) Disco:

                        tamanho do precipitado µ t5/2

Observe-se que o crescimento de precipitados esféricos são mais lentos

 

Ref. Bibliográficas

6,1. Referência cruzada. Joachim Kunze et al, steel research 68,(1997) No. 10

6,2. A H. Cottrell, Theoretical Structural Metallurgy, Edward Arnold (Publishers) Ltd

 

Voltar

 

7 - Tamanho de grão Austenítico

(a) - Na presença de partículas de segunda fase:

A uma determinada temperatura, o tamanho de grão austenítico cresce com o tempo de permanência até atingir um diâmetro limite (R mm) dado pela equação seguinte(7,1):

 

R = (4/3).(r/f)

Onde

                                                                 r = diâmetro médio das partículas (mm)

                                                                 f = fração volumétrica das partículas

 

Observe-se que quanto maior a fração volumétrica de precipitados, menor será o tamanho do grão austenítico. Isto porque, com o aumento de Vf , a distância entre precipitados (l) tende a diminuir, conforme a equação:

l = 1/Ö(f.r)

                                               

(b) - Na ausência de partículas de segunda fase:

 Neste caso, o tamanho do grão austenítico seria maior que o obtido com a presença de partículas. No entanto, o crescimento do grão é retardado pelo efeito de “Solute Drag”, que resulta em um tamanho limite a uma determinada temperatura.

 

Ref. Bibliográfica.

7,1 Referência cruzada. M. Hillert, Acta Metall. Vol. 36, No. 12, 1988. pp 3177-3181

 

Voltar

8 - Endurecimento por Precipitação

O endurecimento por precipitação sp (MPa) esta relacionado ao tamanho do precipitado x e a fração volumétrica de precipitados (f) pela equação:

 

rp (MPa) = (5,9/x).Öf .Ln[(x/(5.10-4)]

                                   

onde                             x = Diâmetro médio planar do precipitado (mm)

                                    x = D(2/3)1/2

                                                D = Diâmetro médio observado na lâmina fina (mm)

                                    f = fração volumétrica das partículas

 

Voltar

 

9 - Sequência de Precipitação

Em aços acalmados ao Al - Si e microligados com Nb, V, e Ti, a sequência de precipitação, possivelmente, ocorre na seguinte ordem(9,1).

 

TiN         NbCN    AlN     NbC    TiC    VC   Fe3C

 

Ref. Bibliográficas.

9,1. C. O. I. Emenike and J. C. Billington, Materials Science and Technology, June 1989, Vol. 5.

 

Voltar

 

10 - Propriedades físicas de Precipitados

 

Precipitado

Estrutura Cristalina

Densidade

(g/cm3)

Ponto de Fusão (ºC)

Modulo de

Young (MPax104)

Microdureza

(HV)

Ref.

TiC

-

4,91

3067

27-46

3200

 

TiN

CFC

5,22

2949

-

-

 

NbC

CCC

8,00

3600

34

2400-2800

 

NbN

-

-

2204

-

-

 

VC

CFC

5,40

2648

43

2500-2800

 

VN

-

-

2177

-

-

 

AlN

CFC

3,26

-

-

-

 

Fe3C

Ortorômbico

7,40

-

-

-

 

MnS

-

4,00

1600

-

-

 

BN

CFC

3,470

-

-

-

10,2

Mn.SiO3

 

3,7

 

 

 

10,3

Al2O3

 

3,97

 

 

 

10,3

Ti2O3

 

4,60

 

 

 

10,3

ZrO2

 

6,10

 

 

 

10,3

 

Ref. Bibliográficas.

10,1. Masahika Yamamoto, NSC Techn. Rep. No.15, June 1980

10,2 Thewlis

10,3. Shozo Mizoguchi, Proceedings Int. Conf. I & S Congress, ISIJ, 1990, Nagoya

 

Voltar

 

 

Hosted by www.Geocities.ws

1