LOCALIZAÇÃO

Parnaíba Portal de entrada do Delta do Rio Parnaíba, localiza-se no extremo norte do Piauí,  com 66 Km de Litoral.

               

CLIMA E TEMPERATURA

Clima Tropical semi-árido, quente com temperatura máxima de 32º C, mínimo 20º C e médio 26º C.

COMO CHEGAR DE CARRO

O acesso por Teresina é feito pela BR - 343, Rota: Campo Maior, Piripiri, Piracuruca, Buriti dos Lopes e Parnaíba.

O acesso por Fortaleza pode ser feito pelo entroncamento da BR-222 com a BR-343. O acesso por São Luís é feito pela BR-402 até encontrar a BR-343.

COMO CHEGAR DE AVIÃO

Aeroporto na cidade de Parnaíba, ficando à 18km (ilha Grande de Sta Isabel / Pedra do Sal até o pontal (propriedades Família Trindade Silva)).

 

1. CARACTERÍSTICAS DA PLANÍCIE DELTAICA DO RIO PARNAÍBA

 

Em primeiro lugar queremos dizer que o delta do rio Parnaíba envolve a parte costeira do Piauí e parte do Estado do Maranhão (2.750 km² e 90 km² de extensão) e teve um crescimento populacional entre 1991-1993 significativo apenas em Tutóia/MA, apresentando a maior densidade e taxa de urbanização em Parnaíba/PI (respectivamente 230 hab./ km² e 80%).

 

A maior parte da população se concentra nos centros urbanos, especialmente na cidade de Parnaíba e principais comunidades pesqueiras e o restante vive no meio rural, em propriedades que fazem rizicultura, fruticultura, pecuária de leite e extrativismo vegetal. As atividades predominantes são turismo, pecuária, pesca, agricultura de subsistência, artesanato e comércio.

 

A parte que compreende o Maranhão é essencialmente agrícola, com médias e pequenas propriedades, com rizicultura próximo a rios e lagoas e pecuária no sertão. As atividades predominantes são agricultura irrigada e de sequeiro, pecuária, apicultura e pesca de subsistência.

 

Em se tratando do posicionamento geográfico do delta do rio Parnaíba, podemos dizer que o mesmo sofre influência de três sistemas. O sistema de correntes de norte, representadas pela zona de convergência intertropical; o sistema de correntes de oeste, trazidas pelas linhas de instabilidade tropical, que raramente alcançam o Estado do Piauí e as correntes de alísios de nordeste. Estes sistemas provocam algumas variações no comportamento temporal da área, como por exemplo: variações de ordem pluviométrica, de acordo com as estações do ano.

 

O clima do litoral piauiense é quente e úmido, com chuvas de verão e temperaturas médias anuais em torno de 26 oC e os totais pluviométricos estão por volta dos 1.200 mm, caracterizado assim como tropical úmido.

 

O período chuvoso na região vai de fevereiro a maio, com média de 270,04 mm e totalizando 1.350,2 mm no período. Já o período que se estende de junho a janeiro é o mais seco, com precipitação média de 21,7 mm e total de 151,0 mm.

 

Com relação às suas principais atividades econômicas podemos citar: a pesca artesanal e industrial, agricultura, pecuária, avicultura, extrativismo, artesanato, construção civil, indústrias petroquímicas, salinas, curtume e turismo. Em se tratando da ocupação do solo por setores econômicos, podemos estruturá-los da seguinte maneira:

 

SETOR PRIMÁRIO – predomina a atividade agropecuária e o extrativismo, destacando-se na área animal, a pecuária bovina e a pesca; na área vegetal a exploração da carnaúba e da castanha do caju e na área mineral a exploração de salinas, jazidas de areia, argila e rocha para o mercado da construção civil e cerâmica.

SETOR SECUNDÁRIO – há uma infra-estrutura regular capaz de receber matérias primas e escoar a produção, dispõe de mão-de-obra, malha rodoviária. Possui um distrito industrial concentrando a maioria das atividades industriais. O setor de produtos alimentares é o único constante em todos os municípios litorâneos e o município de Parnaíba é o único que possui uma estrutura industrial mais diversificada e completa.

SETOR TERCIÁRIO – amplo em atrativos naturais, pois além das praias, da culinária de frutos do mar e do artesanato, apresenta cursos e reservatórios de água, o delta do rio Parnaíba e outras atrações históricas e culturais como o porto das barcas.

 

2. UNIDADES PAISAGÍSTICAS

Em primeiro lugar queremos dizer que as unidades de paisagem que compõem a área, representam um sistema físico-biológico, complexas e dinâmicas, originado por elementos naturais e humanos interrelacionados, que estão em constantes modificações, devido as interferências antrópicas, resultando assim em impactos ambientais.

 

Essas unidades de paisagem foram individualizadas de acordo com suas características naturais (aspectos geológicos / geomorfológicos), associações de solos e rede de drenagem, vegetação e impactos ambientais. A seguir iremos caracterizar cada uma dessas unidades.

 

2.1. PLANÍCIE FLUVIAL

A planície fluvial nos seus aspectos geomorfológicos caracteriza-se por uma área de sedimentação, principalmente no fundo do canal e nas margens que, por sua vez, são compostos por solos arenosos, argilosos, areno-argilosos e argilo-arenosos.

 

A vegetação é composta por mata ciliar ou formação ribeirinha, predominantemente arbustiva e trata-se de uma mata secundária. Essa, por sua vez, impede que o mangue se recupere por serem muito resistentes e se caracterizam como sendo uma espécie invasora, pois não é típica do local e resulta da intensa atividade antrópica na área.

 

Quanto ao clima da planície fluvial podemos dizer que este é similar ao clima dos tabuleiros costeiros, e se caracterizam por três tipos de clima:

 

Macroclima: relacionado as mudanças climáticas globais e com os movimentos atmosféricos em larga escala;

Mesoclima: relacionado a áreas relativamente pequenas;

Microclima: clima próximo a superfície ou de áreas muito pequenas com menos de 100 m de extensão.

Sua hidrografia é de caráter perene, compreendendo o encontro das águas de vários tributários. Os impactos ambientais presentes nesta planície são decorrentes das atuais formas de uso e ocupação, relacionados principalmente ao extrativismo vegetal, que provocam desmatamentos das margens dos cursos de água.

 

2.2. PLANÍCIE FLÚVIO-MARINHA

Esta planície é compreendida pelos rios Parnaíba e Igaraçu, tendo um relevo plano sujeito a inundações freqüentes de água salgada. A mesma é de origem quaternária e é uma área de sedimentação que atua da bioestabilidade do relevo ajudando a proteger a zona costeira contra as inundações e contribui para a diminuição das áreas de erosão.

 

É representada pela vegetação perenifólia de mangue que é descontínua devido os vários cursos de água que incidem a continuidade e que sofre impactos ambientais no que diz respeito a redução de sua superfície, através do desmatamento, queimadas, pesca e caça predatória e atividades agropecuárias.

 

2.3. CAMPO DE DUNAS

Com relação a esta unidade podemos dizer que as dunas são formadas à partir da deflação eólica, que transporta os sedimentos arenosos de origem marinha e continental, depositando-os ao longo da zona costeira piauiense. Essas dunas são classificadas de acordo com a exigência ou ausência da vegetação, em que se destacam os seguintes estágios:

1º ESTÁGIO: dunas móveis ou primárias

2º ESTÁGIO: dunas semi-fixas

3º ESTÁGIO: dunas fixas ou estabilizadas

4º ESTÁGIO: paleodunas ou dunas fósseis.

 

No aspecto geomorfológico constitui-se de relevo ondulado, desenvolvidos em áreas de acumulação sedimentar principalmente arenosas.

 

Os principais danos sofridos pelas dunas são os desmatamentos que são causados para a utilização do local pela agricultura ou para a extração de madeira como fonte de energia.

 

2.4. TABULEIROS COSTEIROS

 

Os tabuleiros costeiros, marcam o início da planície costeira do Estado. A geologia desta unidade de paisagem, está caracterizada pela formação Barreiras, pertencente a era Cenozóica do período Terciário.

 

Os cursos e reservatórios de água desta unidade são na maioria intermitentes, porém tendem a se tornarem perenes, à medida em que se aproximam da zona costeira devido ao encontro das águas de vários tributários.

 

A vegetação dos tabuleiros é composta por espécies arbóreas-arbustivas com caatinga e algumas espécies do cerrado.

 

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