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| Caracter�sticas Gerais da Ra�a Assim como muitas ra�as antigas, tamb�m o Maltes tem suas origens incertas. Muitos acreditam que os Malteses foram desenvolvidos na Ilha de Malta, no Mar Mediterr�neo, no entanto j� existem v�rias teorias que defendem a origem da ra�a como sendo asi�tica. Na verdade foram encontradas evid�ncias de c�es similares aos Malteses de hoje, em desenhos que datam de 5.000 a 2.000 anos antes de Cristo. Ainda segundo a teoria de que os Malteses s�o origin�rios da �sia, ele teriam sido introduzidos no continente europeu pela migra��o de tribos n�mades. A Ilha de Malta (na �poca chamada Melita) era um ponto geogr�fico central e importante na rota dos exploradores daquela �poca e estes pequenos c�es teriam sido usados como "moeda" na troca por mercadorias. Uma coisa � fato: Esta ra�a � bastante antiga e j� apareciam nos escritos da Gr�cia antiga, bem como nas pinturas dos santu�rios eg�pcios. Os Malteses foram importados para a Inglaterra pela primeira vez durante o reinado do rei Henrique VIII. Com certeza eles eram os favoritos da Rainha Elizabeth I e eram especialmente populares entre as mulheres ricas da �poca que os carregavam nas mangas dos vestidos. Em meados do s�culo 19 a ra�a j� era bem conhecida e querida como um c�o de companhia e quando os primeiros shows de beleza e conforma��o foram organizados, os Malteses j� estavam l�. Ali�s, poucos c�es s�o t�o elegantes e numa pista de apresenta��o, sem falar que a cor maravilhosamente branca e o brilho sedoso do p�lo dos Malteses se beneficiam das luzes artificiais, t�picas dos shows. Nas pistas eles s�o soberbos. Tem todas as qualidades necess�rias para participar destes eventos com sucesso. Malteses s�o naturalmente alegres e se movem quase que como deslizando. Aceitam ser escovados e preparados com disciplina. N�o ficam assustados atoa, nem t�m medo de estranhos o que facilita na hora do exame por parte dos ju�zes. Claro que nem todos os Malteses t�m as qualidades f�sicas para ser um campe�o, e nem todo dono de Malt�s est� disposto a gastar horas com os cuidados necess�rios para manter o p�lo de seu animal limpo, desembara�ado e longo como deve ter um cachorro de show, mas para aqueles que desejam investir nesta �rea o orgulho de ver seu cachorro desfilando numa pista �, sem d�vida nenhuma, um momento inesquec�vel. Mesmo que o seu cachorrinho n�o v� participar de competi��es, � muito importante que desde filhotinho ele tenha uma alimenta��o balanceada, cuidados veterin�rios peri�dicos, banhos frequentes e que ele seja escovado, no m�nimo, dia sim e dia n�o. Durante a escova��o converse com o seu filhote, fa�a pequenos elogios, deixando-o mais relaxado. Elimine qualquer n�zinho para manter o p�lo livre de embra�os, mas cuidado para n�o quebrar o p�lo. Com estes cuidados b�sicos seu cachorrinho ficar� muito mais saud�vel e confort�vel na hora que ele tiver que ser cuidado por um profissional de banho e tosa. Perfil da Ra�a Se voc� pensa que um Maltes � apenas um cachorrinho bonito, branquinho e pequeno, pense outra vez! Estes cachorrinhos s�o amigos, leais e muito devotados aos seus donos. Nem sempre s�o um po�o de simpatia com estranhos, na verdade a maioria � educadamente distante de pessoas que eles n�o conhecem. Apesar do seu tamanho reduzido e apar�ncia fr�gil, os Malteses t�m um grande capacidade de adapta��o a diferentes condi��es clim�ticas. S�o facilmente mantidos num apartamento e exigem pouca quantidade exerc�cios. Mas n�o pense que ele vai ficar o dia todo deitado num sof�. A menos que o dono esteja por perto, o Malt�s adora ficar andando de um lado para o outro atr�s das pessoas da casa. Como todo cachorro pequeno, eles latem demais, n�o toleram abuso de crian�as e ficam agitados facilmente. Basta um toque na campainha e eles est�o prontos para dar o alarme. Ainda assim, s�o muito mais f�ceis de lidar do que os terriers (um outro grupo de cachorro que � normalmente tem um porte pequeno). Outra boa caracter�stica do Malt�s, � que n�o costumam ser as verdadeiras m�quinas destruidoras como se espera de ra�as pequenas. Malteses s�o f�ceis de treinar e s�o obedientes se voc� conseguir convenc�-los que ser�o bem recompensados. As recompensas no entanto n�o s�o necessariamente comida, j� que tal como sua apar�ncia, eles costuma ter um paladar refinado e exigente. A maior parte dos problemas comportamentais destes pequenos s�o originados quando eles ainda s�o muito pequenos. N�o � dif�cil para os donos mimarem em exagero estes c�ezinho. Depois de adultos fica dif�cil tira-los da cama, dos sof�s ou convenc�-los a comerem suas ra��es. De um modo em geral os Malteses s�o bastante amig�veis com outros c�es, animais dom�sticos, ou pessoas que costumam freq�entar a casa da fam�lia. Adoram aten��o e companhia e por isso mesmo devem ser incentivados a brincarem sozinhos e a se tornar mais independente, principalmente se os donos trabalham o dia todo fora. Tamb�m devem ser treinados desde cedo a controlar suas tend�ncias a latir em demasia. Com os donos s�o perfeitos companheiros. D�ceis e atentos aceitam bem disciplina e s�o relativamente f�ceis de treinar para fazer xixi e coc� no lugar correto. Quando filhotes adoram brincar, s�o inteligentes e cheios de vida. Ao atingir a idade adulta adoram ficar no colo ou passando horas deitados perto do dono, com o maior prazer. |
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| PADR�O OFICIAL Maltes CBKC n�; 065a, de 2/5/94 FCI n� ; 65, de 27/10/89 Pa�s de origem: Bacia Mediterr�nea Central Nome no pa�s de origem: Maltese Nome no Brasil: Malt�s APAR�NCIA GERAL: c�o pequeno, tronco alongado, com uma pelagem branca e bem longa, muito elegante, de cabe�a erguida, com confian�a e impon�ncia. PROPOR��ES IMPORTANTES: o comprimento do tronco ultrapassa, em torno de 38% a altura na cernelha. O comprimento da cabe�a � igual a 65% da altura na cernelha. TEMPERAMENTO:: esperto, afetuoso, muito d�cil e inteligente. CABE�A: de comprimento igual a 65% da altura na cernelha. Tendendo a larga, um pouco maior que a metade do comprimento. Cr�nio: de comprimento ligeiramente maior que o do focinho; a largura, entre as arcadas zigom�ticas, � igual ao comprimento, consequentemente, um pouco maior que a metade do comprimento total. No sentido do comprimento, a linha superior do cr�nio � pouqu�ssimo arqueada; o topo do cr�nio, entre as orelhas, � chato, com occipital pouco marcado; arcadas superciliares juntamente com seios frontais, s�o muito pronunciadas, sulco sagital ausente ou pouqu�ssimo marcado; as faces laterais do cr�nio s�o sutilmente arqueadas. Stop: muito marcado, fazendo um �ngulo de 90 graus. Trufa: vista de perfil, fica no alinhamento da cana nasal. A linha anterior do focinho � vertical. Volumosa, arredondada e com as narinas abertas. �, rigorosamente pigmentada de preto. Focinho: comprimento � igual a 65% do comprimento total da cabe�a, portanto, menor que a metade. As regi�es sub-orbitais s�o bem cinzeladas. A altura � um pouco menor que 20% do comprimento. As faces laterais s�o paralelas, mas vista de frente, n�o parecem quadradas, enquanto que a face anterior se harmoniza, atrav�s das curvas, com as laterais. A linha superior do focinho � reta, com a cana nasal bem marcada no segmento central. L�bios: vistos de frente, a oclus�o dos l�bios forma um semic�rculo bem aberto. Desenvolve-se na mesma profundidade da comissura. Os l�bios superiores tocam, perfeitamente ajustados, os inferiores, em toda sua extens�o, de modo que a linha inferior fica delineado pela mand�bula. A rima labial �, tamb�m rigorosamente pigmentada de preto. Maxilares: moderadamente desenvolvidos, de apar�ncia leve e perfeitamente articulados. A mand�bula forma a linha inferior, reta, com a ponta do queixo em articula��o normognata. Dentes: as arcadas dent�rias articulam-se perfeitamente e os incisivos fazem a oclus�o em tesoura. Os dentes s�o brancos, bem desenvolvidos e numericamente completos. Olhos: de tamanho maior do que seria normal, abertos, de contorno tendendo ao redondo, p�lpebras bem ajustadas, de inser��o frontal, aflorante, um tanto ressaltados, jamais profunda. De cor ocre carregado e a orla das p�lpebras preta. Vistos de frente, a escler�tica deve permanecer oculta. Orelhas: de formato tendendo ao tri�ngulo e largura, em torno de 33% do comprimento. Inser��o alta, acima das arcadas zigom�ticas, portadas pendentes, ca�das rente �s faces. Pouca mobilidade. PESCO�O: n�o obstante seja fartamente revestido de p�los longos, a nuca permanece bem delineada. A linha superior � arqueada, com o comprimento cerca da metade da altura na cernelha, portanto erguido, em acrescentar barbela. TRONCO: o comprimento, medido da ponta do ombro � ponta da n�dega, � 38% maior que a altura na cernelha. LINHA SUPERIOR: reta, at� a inser��o da cauda. Cernelha: ligeiramente acima da linha superior. Dorso: de comprimento, em torno de 65% da altura na cernelha - t�rax amplo de profundidade abaixo do n�vel dos cotovelos, com as costelas, moderadamente, arqueadas. O per�metro tor�cico � 66% maior, que a altura na cernelha. Peito: esterno muito longo. Garupa: o contorno continua o da linha superior, sendo muito larga e longa, angulada, em torno de 10 graus com a horizontal. CAUDA: inser��o no alinhamento da garupa, � grossa na raiz, terminando em ponta. Comprimento em torno de 60% da altura na cernelha, formando uma grande curva, cuja ponta recai sobre a linha central da anca, tocando a garupa. A garupa fazendo uma curva lateral para um dos lados do tronco, � tolerada. ANTERIORES: vistos no conjunto s�o bem articulados ao t�rax e bem aprumados. Patas: redondas, d�gitos compactos e arqueados, com a sola das almofadas plantares e digitais, pigmentadas de preto. Unhas escuras, preferencialmente pretas. POSTERIORES: vistos em conjunto, ossatura robusta e paralelos. Vistos por tr�s, aprumados desde a garupa. MOVIMENTA��O: uniforme, rasante, fluente, com passadas curtas e muito r�pidas no trote. PELE: bem ajustada e toda bem amoldada ao corpo, pigmentada com manchas escuras e vermelho vinho, especialmente no dorso. A orla das p�lpebras, a terceira p�lpebra, rima labial e as mucosas s�o pretas. PELAGEM: simples, sem subp�lo, densa, de textura sedosa, brilhante, caindo pesadamente e bem longa em todo o corpo, permanecendo lisa ao longo da linha superior, sem ind�cio de ondula��o ou encaracolamento .. No tronco, o comprimento do p�lo ultrapassa o da altura na cernelha e cai, pesadamente, no solo como um manto bem assentado sobre o tronco, o qual deve modelar, sem dividir-se nem formar tufos ou mechas. Os tufos ou mechas s�o admitidos nos membros anteriores, desde o cotovelo e, nos posteriores, desde o joelho abaixo at� as patas. Na cabe�a, a pelagem � bem longa, tanto na cana nasal, onde se confunde com a barba, quanto no topo do cr�nio, de onde cai, at� mesclar-se com a das orelhas. Na cauda, os p�los caem de um s� lado do tronco, quer dizer, sobre um dos flancos e sobre a coxa, o comprimento alcan�a os jarretes . COR: branco puro, admitindo-se o marfim p�lido. Tra�os de laranja p�lido, sob a condi��o que pare�am p�los sedosos, s�o admitidos, mas indesej�veis, constituindo, portanto, uma imperfei��o, dando a impress�o de p�los sujos. N�o s�o admitidas as manchas definidas, ainda que pequen�ssimas. TALHE: altura para os machos 21 a 25cm na cernelha. Para as f�meas de 20 a 23cm. Peso - de 3 a 4 quilos. FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padr�o deve ser considerado como falta e penalizado na exata propor��o de sua gravidade, valendo, inclusive, para o estrabismo bilateral e para o comprimento do tronco que ultrapasse os 43% da altura na cernelha |
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