| Defini��es:
( Aur�lio )
rel�mpago:
luz intensa e r�pida produzida pela descarga el�trica
entre duas nuvens.
raio:
descarga el�trica entre uma nuvem e o solo, com rel�mpago e
trov�o.
trov�o:
estrondo causado por descarga de eletricidade atmosf�rica. |
Visite
o museu de eletricidade
Bibliografia:
Fundamentos de F�sica 3, Halliday e Resnick, 4a. Edi��o
Lista
de exerc�cios: Baseada no link:
Exerc�cios
do Halliday resolvidos
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William Gilbert

De Magnete
Otto
Von Guericke

Garrafa de Leyden
Descarga a partir da Garrafa de Leyden
Benjamin Franklin
Charles Augustin de Coulomb
Balan�a de tor��o de Coulomb
Alessandro Volta
George Simon Ohm
Michael
Faraday
Mais
sobre Faraday
|
�Quando se pode medir
e exprimir em n�meros aquilo que se est� falando, ent�o se sabe
alguma coisa sobre ele�, disse Lorde Kelvin, �mas quando n�o
for poss�vel medi-lo, enquanto n�o se puder exprimi-lo numericamente,
o conhecimento � escasso e insatisfat�rio".
Introdu��o ao Eletromagnetismo
Hoje em dia n�o � mist�rio para ningu�m que os efeitos el�tricos
e magn�ticos est�o diretamente relacionados entre si, por�m nem sempre
foi assim.
O magnetismo era conhecido desde as civiliza��es antigas. Tales de Mileto, na Gr�cia j� conhecia os efeitos de atra��o e repuls�o
de uma pedra de um tipo de �xido de ferro. Esta pedra conhecida
atualmente por im�, recebeu o nome na �poca, de magnetita, porque
existia um pastor grego chamado Magnes que percebeu que as pedras grudavam
em seu cajado de ferro. Tamb�m existem registros de que a civiliza��o
chinesa j� utilizava a b�ssola desde o s�culo III A.C., e que os
chineses j� sabiam magnetizar o a�o atrav�s de im�s naturais, mas n�o
existia teoria que explicasse o fen�meno. Na Gr�cia Antiga era
conhecido o fato de que ao se atritar um peda�o de �mbar
com o p�lo de
algum animal esse adquiria a propriedade de atrair pequenas part�culas de
p� ou pequenos peda�os de plumas.
| O
nome el�trico deriva da palavra grega Elektron, que significa �mbar,
e que deu origem a palavra eletricidade. |
Na
idade m�dia, Petrus Peregrinus, tamb�m conhecido como Pierre de
Maricourt, produziu uma obra intitulada Ep�stola de
Magnete, datada de 1269, onde relatava experi�ncias com o magnetismo. Provavelmente tenha
sido o primeiro trabalho, de que temos not�cias, que buscava explicar os
fen�menos el�tricos e magn�ticos. Trata-se de um monumento da pesquisa
experimental da Idade M�dia. Sobre Petrus por�m, sabe-se muito pouco,
acredita-se que tenha sido uma esp�cie de engenheiro militar do ex�rcito
da Sic�lia, que lutava nas cruzadas que atacavam Lucera, uma cidade do
Sul da It�lia. Em seu trabalho, Petrus fala pela
primeira vez em p�los magn�ticos e mostra conhecer o fato de que
um im� dividido em duas partes conserva os dois p�los, reconhecendo que
� imposs�vel separar os p�los de um im�. Peregrinus n�o fazia, por�m,
distin��o entre os diferentes tipos de atra��o: a magn�tica e a el�trica.
A obra de Petrus permaneceu ignorada at� fins do s�culo XVI,
quando William Gilbert (1544-1603), resgatou-a, e iniciou o estudo
sistem�tico da eletricidade, conseguindo provar que n�o � apenas o
�mbar que adquire essa estranha propriedade. Descobriu tamb�m que ao se
friccionar outras subst�ncias, como o vidro por exemplo, este adquiria
propriedade semelhante, com algumas caracter�sticas diferentes, e deu
nomes diferentes para distinguir os dois efeitos, chamando-os de
eletricidade resinosa, para a do �mbar, e eletricidade v�trea para a do
vidro. Gilbert foi o primeiro a dar uma explica��o ao fen�meno. Ele
dizia que existia um fluido nos materiais, e que esse fluido era retirado
ao se atritar com a pele de um animal, e ao se retirar esse fluido restava
uma emana��o, a qual causava a for�a que atraia as part�culas de p�.
Al�m disso, Detectou que algumas subst�ncias, tais como os metais,
eram imposs�veis de eletrizar. Gilbert era um m�dico famoso em Londres,
um dos m�dicos da Rainha Elizabeth. Seu interesse pelos fen�menos
el�tricos e magn�ticos pode ser atribu�do ao fato de que, desde que
foram descobertos, estes fen�menos sempre despertaram a curiosidade das
pessoas em geral, pelo seus efeitos aparentemente m�gicos, e por isso,
leva muitas pessoas a acreditar que possam ter efeitos terap�uticos.
Publicou em Latim o tratado �De Magnete�, onde discorria sobre as
propriedades de atra��o do im� e do �mbar, al�m de sugerir que a
Terra era um grande im�. Suas reflex�es sobre o assunto levaram a
distin��o entre a eletricidade e o magnetismo. A
obra de Gilbert pode ser considerada como a primeira investida na
tentativa de se teorizar os fen�menos da eletricidade e do magnetismo. Gilbert
pode ser considerado um dos precursores do atual m�todo cient�fico., de
acordo com o qual, somente os conhecimentos verificados pela
experi�ncia podem ser considerados verdadeiros. Isto s� pode ser
alcan�ado devido � sua postura c�tica diante dos escritos dos quais
dispunha. Gilbert n�o gostava de meras opini�es pessoais, mas somente
das id�ias baseadas na experimenta��o.
At�
esse momento, no entanto, os fen�menos el�tricos e magn�ticos eram
apenas observados. A �nica maneira de obter eletricidade era atrav�s da
fric��o de subst�ncias com outros materiais. N�o havia outra forma de
gerar e armazenar a eletricidade. Por�m, apos as descobertas de Gilbert
houve uma grande quantidade de pessoas tentando construir m�quinas
capazes de gerar cargas el�tricas est�ticas, as chamadas m�quinas
eletrost�ticas. O pioneiro dessas pessoas foi Otto Von Guericke
(1602-1686) que construiu uma m�quina de fric��o utilizando uma bola de
enxofre moldada num globo de vidro que gerava cargas el�tricas ao se
girar a bola. A sua constru��o consistia inicialmente em um glopo de
vidro que era enchido com enxofre fundido, ap�s ter sido triturado em um
pil�o. Depois de esfriar partia-se o vidro e furava-se o globo com
uma haste de ferro que era montado sobre uma base de madeira. A esfera de
enxofre tinha seu eixo ligado a uma manivela, e quando esta fosse girada,
a esfera friccionava um pano de l� e produzia eletricidade, obtendo-se
uma eficiente eletriza��o por atrito. Guericke ainda fez experi�ncias
com penas de ave e verificou que estas eram atra�das para o globo,
verificando tamb�m pequenas fa�scas quando o globo eletrizado era
descarregado. Guericke interpretou
adequadamente o fen�meno e o associou com a mesma natureza dos trov�es e
rel�mpagos.
| A
produ��o dessas m�quinas trouxe grandes mudan�as para o estudo
dos fen�menos eletrost�ticos, pois, passou-se da simples observa��o
para a experimenta��o. |
�
bom salientar que essas m�quinas n�o eram constru�das para fins pr�ticos
e sim por admira��o e fasc�nio, pois muitas pessoas acreditavam
que elas poderiam apresentar aplica��es terap�uticas. Atrav�s de
muitas destas m�quinas v�rias descobertas foram feitas:
 | A
descoberta de que objetos carregados eletricamente se repeliam ou atra�am. |
 | Tamb�m
foi descoberto que existem dois tipo de materiais, os que conduzem
eletricidade (condutores) e os que n�o conduzem (isolantes). |
 | Verificou-se
tamb�m que era poss�vel armazenar a eletricidade. |
Em
1745 Peter von Musschenbroek (1692-1761) registrou a inven��o chamada de
garrafa de Leyden por meio da qual poderia acumular consider�veis
quantidades de eletricidade e depois descarrega-la facilmente atrav�s de
um grande choque. A garrafa de Leyden foi precursora dos modernos
capacitores, e recebeu este nome por causa da cidade em que foi
constru�da, na Holanda. Rapidamente a not�cia desta experi�ncia
espalhou-se por toda a Europa. Seguindo-se a esta descoberta, o padre
Jean-Antonie Nollet (1700-1770) construi uma m�quina que gerava
eletricidade est�tica e a acumulou atrav�s de uma garrafa de Leyden. Na
hora de descarregar deu um choque em centenas de frades alinhados
segurando em um condutor fazendo-os saltar simultaneamente.
Conseguindo
produzir e armazenar a eletricidade, surgiram outras possibilidades
interessantes. William Watson(1715-1787) conseguiu transmitir a
eletricidade por mais de 3km e admitiu que a transmiss�o era
instant�nea.
Benjamin
Franklin (1706-1790) fez algumas pipas voarem numa tempestade e conseguiu
atrav�s disso acumular cargas el�tricas num objeto de ferro pendurado na
outra ponta do fio, provando assim que o rel�mpago � um fen�meno el�trico.
Atrav�s
dessa observa��o ele criou o p�ra-raios, que se difundiu rapidamente, e
que constitui uma das primeiras inven��es pr�ticas que utilizava as
propriedades el�tricas.
Veja
mais sobre aterramento e para-raios
Foi
Franklin que criou a terminologia de cargas positivas e negativas e
observou que cargas de mesmo sinal se repelem e cargas de sinais opostos
se atraem.
Em
1785 um franc�s chamado Charles Augustin de Coulomb (1735-1806),
utilizando uma balan�a de tor��o conseguiu quantificar a for�a el�trica
e descobriu a espantosa lei que hoje recebe seu nome, a lei de Coulomb,
que diz que a for�a el�trica tem intensidade proporcional �s cargas e
inversamente proporcional ao quadrado da dist�ncia.
Essa
nova teoria marcou um grande passo que levou o estudo da eletricidade do
qualitativo para o quantitativo.
Posteriormente,
Henry Cavendish (1731-1810) desenvolveu v�rias id�ias quantitativas
sobre a eletricidade, das quais, grande parte de sua obra s� foi
publicada 100 anos depois por James Clerk Maxwell (1831-1879), que tamb�m
alicer�ou o lado quantitativo dos fen�menos el�tricos. Cavendish
descobriu, isoladamente, de forma semelhante, a lei de Coulomb, e
demonstrou que a capacidade de um condensador, um dispositivo que armazena
energia el�trica, dependia da subst�ncia inserida entre as placas. Al�m
disso, estabeleceu o grau de eletrifica��o de um corpo em rela��o
ao �ngulo formado entre duas folhas de ouro, que se repeliam, quando
submetidas ao contato com a eletricidade. Trabalhou com a id�ia de
distribui��o de cargas el�tricas nas superf�cies de condutores e com a
id�ia de potencial el�trico, cabendo a ele, tamb�m, afirmar que todos
os pontos de uma superf�cie de um condutor tinham o mesmo potencial el�trico.
Em seu trabalho de 1771 ele estabeleceu a diferen�a entre carga el�trica
armazenada em um corpo e tens�o.
| Estes
fatos selaram a afirma��o de que, pelos fins do s�culo XVIII,
todos os princ�pios b�sicos da eletrost�tica e da magnetost�tica
estavam completamente estabelecidos. |
Por�m,
um fato de grande relev�ncia hist�rica ainda estava por vir. Em 28 de
junho de 1800 o naturalista ingl�s Joseph Bank (1743-1820) fazia a
leitura para a �Royal Society� de uma carta de Alessandro Volta
(1745-1827), a qual relatava a produ��o de corrente el�trica
cont�nua utilizando a sua c�lebre inven��o, a pilha el�trica. De
fato, Volta teria constru�do a sua pilha em 1796 e foi o primeiro a
conseguir retirar energia el�trica de uma outra fonte que n�o fosse a
mec�nica, uma vez que, as rea��es qu�micas que ocorrem entre dois
metais d�o origem � energia el�trica resultante da pilha. O fluxo de
el�trons que sai de um material e vai para o outro produz uma corrente
que � praticamente constante, pelo menos enquanto durarem os materiais,
atrav�s do processo conhecido como �xido-redu��o.
Ap�s
a inven��o da pilha, diversos experimentos utilizando correntes cont�nuas
puderam ser realizadas e grandes descobertas foram feitas. Duas delas do
ilustre cientista ingl�s Humphrey Davy (1778-1829),
 |
Na
primeira, conseguiu
decompor a �gua em oxig�nio e hidrog�nio passando por ela uma
enorme corrente obtida atrav�s de uma montagem de uma enorme pilha
com mais de duzentas placas de zinco e cobre. Atrav�s
da mesma montagem tamb�m foi poss�vel obter na forma pura diversos
outros elementos tais como s�dio e pot�ssio e alguns outros
elementos desconhecidos na �poca, tais como: c�lcio, estr�ncio, b�rio
e magn�sio. O processo foi
batizado de eletr�lise. |
 |
A
outra descoberta importante foi o arco el�trico. Davy percebeu que
uma grande fagulha se formava quando interrompia o circuito formado
pelas pilhas. Esse fen�meno trouxe a inaugura��o de uma nova forma
de ilumina��o: o arco
voltaico. |
O
casamento da eletricidade com o magnetismo somente foi realizado com a
observa��o de um novo fen�meno at� ent�o desconhecido. Em 1820, o
f�sico dinamarqu�s Hans Christian Oersted (1777-1825) observou por
acaso, durante uma de suas aulas sobre o efeito t�rmico das
correntes nos fios condutores, que ao passar uma corrente el�trica
pelo fio condutor que usava, uma agulha magn�tica pr�xima ao fio sofria
uma influ�ncia. Investigando melhor o fen�meno, concluiu que ao se
passar uma corrente el�trica por um fio um campo magn�tico � gerado ao
seu redor. A not�cia se espalhou rapidamente e muitas outras experi�ncias
foram realizadas.
Andr�
Marie Amp�re (1775-1836), um matem�tico franc�s logo descobriu o efeito
das correntes de um fio nas correntes de outro fio pr�ximo e estabeleceu
a primeira teoria matem�tica desse novo fen�meno.
 |
Observou
que correntes em fios paralelos com o mesmo sentido repeliam os fios e
correntes no sentido oposto os atraiam e estabeleceu as equa��es
matem�ticas, e |
 |
Construiu
em 1822 um solen�ide para criar campos magn�ticos. |
Os
passos iniciais da eletricidade foram ainda mais solidificados, quando o f�sico
alem�o George Simon Ohm(1789-1854) anunciou em 1827 a lei que hoje recebe
seu nome. A Lei de Ohm � uma rela��o matem�tica entre corrente,
resist�ncia e tens�o.
Michael
Faraday, nasceu em 22 de setembro de 1791, nos arredores de Londres. Seu
pai era um ferreiro que n�o teve condi��es de manter seu filho na
escola, e por isso Faraday come�ou a trabalhar logo cedo. Em
princ�pio, ficou muito triste por ter de deixar os estudos aos treze anos
para trabalhar, mas com o tempo passou a adorar seu trabalho.
Ele era aprendiz de
encaderna��o na livraria de Mr. Riebau, e o que era melhor, seu
patr�o n�o se importava se ele lesse os livros que encadernava e
vendia. Um dia, Faraday, ainda garoto, ganhou as entradas para
assistir �s quatro �ltimas palestras de Sir Humphry Davy. Todo o
contato que Faraday tinha com os cientistas da �poca era atrav�s de
livros que ele mesmo encadernou. De todos os livros que leu durante seu
trabalho, os que mais lhe interessaram foram os de Qu�mica e
Eletricidade. Faraday ficou t�o fascinado com as palestras que, com
suas notas, elaborou um texto ilustrado, encadernou e o enviou a Davy na
esperan�a de conquistar uma vaga para trabalhar na �Royal Institution�.
Apesar de lisonjeado pela admira��o daquele jovem, Davy lhe respondeu
que n�o havia vagas para assistentes. Somente um ano depois, em 1813,
Faraday conseguiu ser contratado como assistente de Davy, auxiliando-o
em suas trabalhos. Em pouco tempo, ele passou a elaborar seus pr�prios
estudos e muitas foram as suas contribui��es, tanto para a Qu�mica
quanto para F�sica.
Dentre estes trabalhos
podemos destacar :
 | a
elabora��o das leis da eletr�lise, |
 | o estudo da
descarga el�trica nos gases, |
 | a distribui��o de
cargas em uma superf�cie, desenvolvendo o que hoje � conhecido
como �gaiola de Faraday�, |
 | o estudo do
diamagnetismo, |
 | da polariza��o da
luz, entre muitos outros. |
Faraday
descobriu o inverso do verificado por Oersted, ou seja, como
gerar eletricidade a partir do magnetismo. Em 1831, Faraday realizou
uma s�rie de experi�ncias sobre o fen�meno da indu��o
magn�tica e, em outubro desse ano, realizou a sua mais famosa
experi�ncia. Construiu uma bobina utilizando um cilindro oco,
enrolando nele um longo fio de cobre e ligando as extremidades desse
fio a um galvan�metro, a
fim de medir a corrente que passaria por este fio. Ao redor dessa
bobina, ele colocou outra, sem que ela tocasse a primeira, e ligada
a uma bateria. No momento em que a bateria era ligada ou desligada,
a agulha do galvan�metro
dava um �salto� e, em seguida, parava, indicando que a indu��o
de corrente ocorria quando havia varia��o do campo magn�tico
(gerado pela corrente da bobina ligada � bateria). Faraday percebeu
ent�o que para obter uma corrente cont�nua na bobina, bastava
ficar variando constantemente o campo magn�tico.
Outra forma de variar o campo magn�tico dentro da bobina era
inserindo e retirando um �m� dentro dela. Ao fazer isso, Faraday
percebeu que a agulha do galvan�metro
tamb�m se movia. Com isso, ele enunciou as leis da indu��o
magn�tica, introduzindo a id�ia de linhas de campo, que mais tarde
seriam comprovadas matematicamente por Maxwell. Essa inova��o foi
rapidamente explorada pela ind�stria de motores el�tricos.
Em 1837, Faraday descobriu que num sistema composto por duas placas
met�licas separadas por um isolante (capacitor), este poderia
receber mais ou menos cargas dependendo do material utilizado como
isolante, quando ligado a uma fonte de tens�o constante. Faraday
chamou de �capacidade el�trica� a propor��o de cargas que o
capacitor � capaz de receber e, em sua homenagem, esta grandeza
recebeu seu nome para a unidade: �farad�.
Mas
Faraday n�o foi o �nico a fazer esta descoberta.
Quase
concomitantemente, Joseph Henry (1797-1878), professor americano,
descobriu a for�a eletro-motriz de auto-indu��o. Como Henry anunciou
formalmente antes, foi ele o homenageado por esta descoberta. Mas
Henry, conhecido pelos seus trabalhos em eletromagnetismo, foi pioneiro em
muitos outros dom�nios da eletricidade: entre 1830 e 1831 inventou o que
parece ter sido o primeiro tel�grafo eletromagn�tico pr�tico.
| �
interessante observar que, a partir do s�culo XIX, a teoria
andou praticamente de m�os dadas com as utilidades pr�ticas. |
Poucos
anos separaram os conhecimentos te�ricos sobre eletricidade dos usos poss�veis
de tais conhecimentos. Pode-se dizer que em muitos casos o desenvolvimento
comercial da eletricidade foi resultado de pesquisas cient�ficas.
Alguns
descobrimentos no campo cient�fico foram de extrema import�ncia para os
avan�os gerais da eletricidade e do magnetismo. Gustav Robert Kirchhoff
(1824-1887) formulou em 1847 duas leis, chamadas ''leis de Kirchhoff''
sobre correntes e tens�es el�tricas, que permitiam a resolu��o,
juntamente com a lei de Ohm, dos mais variados circuitos, facilitando,
principalmente, em muito o trabalho com a eletricidade. Embora em outros
campos at� o s�culo XIX, grande parte dos avan�os tecnol�gicos tivesse
sido conseq��ncia de descobrimentos emp�ricos levados a cabo por homens
eminentemente pr�ticos, no campo do conhecimento el�trico, o
desenvolvimento tecnol�gico foi derivado mais das pesquisas cient�ficas.
�
poss�vel estabelecer uma divis�o n�tida entre a ci�ncia da
eletricidade e a utilidade industrial dos conhecimentos cient�ficos.
Logo
ap�s o descobrimento de Faraday, ao cabo de pouco tempo j� se vendia
gerador eletro-magn�tico para o p�blico. Se pessoas como Faraday n�o
tinham tino de transformar os conhecimentos eletromagn�ticos nos seus
usos pr�ticos, n�o foi dif�cil para outros absorveram seus ensinamentos
e construir equipamentos �teis � sociedade da �poca.
Uma
das inven��es que mais ajudou o eletromagnetismo a se desenvolver foi o
tel�grafo. Muitos cientistas trabalharam com o tel�grafo, entre eles:
Wilhelm Weber, Karl Friedrich Gauss, Werner von Siemens, Charles
Wheatstone e Samuel Finley Breese Morse.
O
tel�grafo foi muito importante porque forneceu muita ajuda aos usos
posteriores da eletricidade. Alimentou de materiais importantes,
requeridos pelos laborat�rios de experimenta��o el�trica, tais como:
baterias, terminais, isolantes, condutores de diversos tipos e outros
materiais, facilitando as pesquisas tecnol�gicas.
O
tel�grafo ajudou at� a constru��o de medidores mais baratos. � bom
lembrar, que Faraday tinha usado, arames de guarda chuvas para realizar
seus experimentos. Paralelamente ao caminhar do tel�grafo, a eletrot�cnica
se desenvolveu muito rapidamente tamb�m.
Apenas
um ano depois da descoberta de Faraday, Nicolas Constant Pixii
(1776-1861), fabricante franc�s de instrumentos de precis�o constr�i um
gerador de corrente alternada muito rudimentar, fazendo rodar um im�
permanente em forma de ferradura, em torno de bobinas fixas, utilizando as
descobertas de Faraday e Henry. Muitos outros constru�ram diversas outras
m�quinas eletromagn�ticas, em Londres, em 1834 j� se fabricava com
destino ao com�rcio, geradores de bobinas girat�rias. Os primeiros
geradores produziam correntes alternadas, o que era considerado uma
desvantagem pois todos estavam acostumados � corrente cont�nua das
pilhas. Uma pessoa que colaborou muito para mostrar que a corrente
alternada possu�a muitas vantagens sobre a cont�nua, principalmente em
grande escala, foi Nicola Tesla (1856-1943) com as suas inven��es: o
sistema polif�sico, o motor de indu��o, a bobina Tesla e as l�mpadas
fluorescentes.A abund�ncia da energia el�trica come�ava a tornar-se
realidade.
De
um momento para o outro, tornara-se evidente que a eletricidade,
transportando por fios a sua energia, era uma fonte de trabalho com que se
podia contar, substituindo com enormes vantagens outras formas at� ent�o
utilizadas.
Foi
uma revolu��o logo centenas de c�rebros se puseram a procurar as v�rias
possibilidades de utiliza��o desta descoberta. A energia el�trica fazia
a sua apresenta��o na sociedade, em larga escala.
Para
um uso compat�vel com a �poca, era necess�rio resolver o problema da
comuta��o, pois se requeria corrente cont�nua (principalmente na
eletroqu�mica). A comuta��o era fonte de muitos problemas de desgastes
da m�quina e, alem de tudo, perigosa.
Mas
pela d�cada de 1880 j� se percebia a vantagem de corrente alternada,
pois para grandes dist�ncias era importante a transmiss�o a altas
voltagens e construir geradores de corrente cont�nua de altas voltagens
era mais complicado. Com a corrente alternada podia ser usado o
transformador, para altera��o dos valores da tens�o, pois j� se sabia
que o transporte de energia a tens�o mais elevada diminu�a as perdas nas
linhas de transmiss�o.
Embora
os princ�pios do transformador fossem conhecidos desde 1831, com Faraday,
ningu�m havia se aventurado a us�-lo da maneira proposta nos fins do s�culo
XIX. Marcel Deprez (1853-1918) fez a primeira transmiss�o de energia por
alta tens�o em 1882, baseando-se nos princ�pios da indu��o e no uso do
transformador. Galileo Ferraris (1847-1897) e Nikola Tesla (1856-1943),
este croata americano, inventaram o motor ass�ncrono, um motor que
tipicamente usa a corrente alternada e de bem simples constru��o. Quando
Tesla chegou aos Estados Unidos em 1884, no ambiente dos engenheiros el�tricos
havia uma ''batalha de correntes'' entre Thomas A. Edison a favor da
corrente cont�-nua, e George Westinghouse, pela corrente alternada.
Tesla, atrav�s de suas extraordin�rias inven��es definiu a discuss�o
em favor da corrente alternada.
Com
a atua��o de Tesla, na Exposi��o de Frankfurt de 1891, se consagrou a
vit�ria da corrente alternada sobre a corrente cont�nua. Em 1893 houve
uma mudan�a radical quando George Westinghouse (1846-1914), engenheiro e
metal�rgico americano, adotou os primeiros geradores hidroel�tricos
instalados nas cataratas de Ni�gara. Ainda assim se instalaram v�rias
centrais de corrente cont�nua. Mas o seu fim como geradora de grandes
energias el�tricas estava contado.
Outro
marco decisivo, na implanta��o da ind�stria el�trica, foi a l�mpada
de incandesc�ncia, inventada pelo esfor�o persistente de Thomas A.
Edison (1847-1931) e de Joseph Swan (1828-1914) por volta de 1880. Embora
as baterias tivessem sido, e ainda s�o uma fonte de eletricidade �til
para grandes quantidades de fins, n�o fornecia quantidade suficiente para
levar a cabo a ilumina��o em larga escala. O uso de luz dependia dos
progressos efetuados na busca de m�todos que gerassem energia em grande
quantidade que suprissem as necessidades de ilumina��o.
Os
geradores de fins do s�culo XIX j� atendiam perfeitamente as exig�ncias
do momento. At� a utiliza��o pr�tica do d�namo, na segunda metade do
s�culo XIX, a pilha voltaica permaneceu como �nica fonte de
eletricidade, de resto limitada e dispendiosa. Para ilumina��o era
necess�ria a constru��o de grandes geradores. A ilumina��o era mais
necess�ria que a pr�pria comunica��o.
O
conhecimento da possibilidade de produzir ilumina��o precedia a da
comunica��o, no entanto, ficaria bem mais caro que o g�s, n�o dava
para competir, se as fontes permanecessem fundadas nas pilhas e baterias
el�tricas. A constru��o de baterias ficava demasiada cara para o
capitalismo competitivo de fins do s�culo XIX. Dever-se-ia melhorar
tecnicamente os geradores, mas isto s� seria feito se houvesse um aumento
substancial de demanda por energia.
A
ilumina��o supriu essa demanda. A ind�stria da fabrica��o do material
el�trico, com isso, deu um salto gigantesco nos fins do s�culo XIX. As
centrais el�tricas espalharam-se pelo mundo, e passaram a adotar a
turbina a vapor e a turbina hidr�ulica como m�quinas motrizes.
Durante
o s�culo XX a eletricidade destronou o vapor como fonte de energia
industrial e dom�stica.
O
edif�cio te�rico do eletromagnetismo, base de todos os desenvolvimentos
da eletrot�cnica, foi definitivamente estabelecido em 1873 pelas m�os de
James Clerk Maxwell (1831-1879), s�bio escoc�s, criador das equa��es
gerais do eletromagnetismo, que sintetizam elegante todo o
eletromagnetismo.
A
eletricidade e o magnetismo no mundo contempor�neo est�o presentes em
todos os setores econ�micos, desde as �reas de transporte e comunica��o,
passando pelas de produ��o, at� as de lazer. Al�m
do largo espectro de aplica��o a eletricidade � uma forma privilegiada
de energia, pois pode atingir com facilidade qualquer lugar imagin�vel.
Ela significa, entre outras coisas, transportar os enormes movimentos mec�nicos
de lugares distantes para os mais �ntimos locais, juntamente com informa��es,
lazer, comunica��es e cultura nos campos e nas cidades, por ondas
transversas. De forma bem simples e resumida o conhecimento do
eletromagnetismo, entre outras determina��es, possibilitou a transforma��o
do movimento em eletricidade e a eletricidade em movimento onde o
magnetismo entra como condi��o da possibilidade dessas geniais
transforma��es.
|
|

Mais
sobre Thales de Mileto ... Teoremas
Mais
sobre o �mbar
Mais
sobre Petrus Peregrinus Mais...

Descargas el�tricas
Aterramento - Um "Terra" � usado para prover um caminho
de retorno para o fluxo de eletricidade em muitas aplica��es
pr�ticas. No princ�pio, tentou-se usar a terra como um condutor,
por�m n�o se obteve muita efici�ncia. Mais tarde verificou-se que
a terra � de fato uma boa condutora. Embora a resist�ncia para o
fluxo de eletricidade em uma p� cheia de terra possa ser muito
alta, quando voc� usa toda a terra como um caminho de retorno, a
resist�ncia � bastante baixa. Se for calculado a resist�ncia em
paralelo,
R total = 1 / ((1/r1) + (1/r2)
+ (1/r3) +.... (1/r etc...))
a resposta sempre � menor que um dos resistores mais
baixo no circuito. Se voc� fosse calcular a resist�ncia paralela
de todas as p�s de terra entre voc� e a outra ponta da terra que
comp�e seu circuito, voc� poder� ver que a resist�ncia
resultante ser� muito baixa.


L�mpada
a arco voltaico, utilizada de 1888 at� 1920 e considerada uma
raridade e que iluminaram S�o Paulo. Ela foi a precursora das
modernas l�mpadas de descarga de merc�rio e s�dio.
Arco
Voltaico: �
o nome dado ao fluxo intenso de corrente el�trica que se
forma entre dois eletrodos sujeitos � alta voltagem,
colocados pr�ximos um do outro. No arco voltaico tradicional de
carv�o, dois eletrodos deste material s�o colocados em contato
e a seguir, afastados. Dependendo da intensidade da
tens�o aplicada, na situa��o de afastamento forma-se um arco
extremamente brilhante entre os eletrodos. Esta luz, durante
algumas d�cadas (desde 1801) foi considerada a mais poderosa
luz dispon�vel, sendo empregada em projetores de cinema e
ilumina��o de shows e teatros (como canh�o de luz). Como
os eletrodos ficam desprotegidos (e n�o contidos em ampolas de
vidro p.ex.), a produ��o de luz tamb�m consome, pela queima,
pouco a pouco os eletrodos de carv�o, que tem que ser
continuamente ajustados atrav�s de pequenos motores el�tricos.
A partir de determinado ponto, necessitam ser trocados. Por este
motivo, necessitam de um operador para acompanhar seu
funcionamento. Arcos de carv�o funcionam em corrente cont�nua
consumindo grande quantidade de energia, normalmente fornecida
por geradores. Podem gerar luz do tipo luz do dia (carv�o
white-flame) ou do tipo tungst�nio (carv�o yellow-flame).
Atualmente encontra-se em desuso, por�m, seu conceito foi
aproveitado e aperfei�oado para uso em l�mpadas do tipo
descarga, baseadas em xen�nio por exemplo, onde o arco �
gerado dentro de uma pequena ampola ou tubo de vidro.
Ilumina��o
p�blica na Cidade de S�o Paulo Funda��o
Patrim�nio Hist�rico da Energia de S�o Paulo comemora anivers�rio
divulgando seu acervo
Gaiola
de Faraday-Consiste em uma malha de capta��o, formada por m�dulos
retangulares, sempre utilizando cabo de cobre nu, passando por
isoladores ou fixados direto sobre a superf�cie, sendo uma op��o
muito utilizada em sistemas de para-raios.
Saiba
mais sobre a Gaiola de Faraday ...
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