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A História do Anarquismo
Contrário ao capitalismo, o Anarquismo surgiu como a doutrina política
que defendia a necessidade de suprimir qualquer forma de Estado. Teve
seus precursores no inglês William Godwin, autor de Justiça
Política ("o poder exerce, por sua própria natureza,
uma influência perniciosa"), no alemão Max Stirner,
que escreveu O Único ("todo Estado é tirania, tirania
de um só ou de muitos"), e no francês Pierre-Joseph
Proudhon, o primeiro a utilizar a denominação da anarquia
para caracterizar suas teorias. Proudhon, aliás, deu maior consistência
às idéias anarquistas e propôs "a substituição
do mecanismo capitalista de produção, distribuição,
consumo e crédito, pelas cooperativas e imaginou também
usar bônus de trabalho ao invés de dinheiro". (MONTENEGRO,
W., op. cit., pág. 170.)
Entretanto, foram os russos Mikhail Bakunin (1814-1876), com o Catecismo
do Revolucionário, e Pedro Kropotkin (1842-1921), com A Conquista
do Pão, os responsáveis pelas principais teorias anarquistas.
Sustentaram que o governo e, conseqüentemente, o Estado representam
a origem dos males da sociedade, não admitindo, como os marxistas,
a necessidade de organizar o Estado Socialista, etapa transitória
da ditadura do proletariado, inevitável para atingir a sociedade
comunista. Afirmando serem o industrialismo e o capitalismo produtos do
Estado, pregavam a eliminação do Estado e da propriedade
privada, apresentando a "sociedade anarquista como um conjunto de
pequenas comunidades cooperativas dedicadas a distintas modalidades da
atividade produtiva, sem visar ao lucro, mas ao auto abastecimento e ao
intercâmbio direto (troca)". (MONTENEGRO, W., op. cit., pág.
174.)
" O Anarquismo revolucionário esteve representado em uma modalidade
tipicamente terrorista pelo nihilismo russo e assumiu uma de suas formas
políticas mais vigorosas no chamado Anarco-Sindicalismo ou incorporação
da ideologia anarquista ao movimento operário organizado."
(MONTENEGRO, W., op. cit., Pág. 172.)
Recordando à violência como meio de ação (preconizada
por Bakunin, que justificara a luta armada, a greve e os atentados contra
os governantes) ou rejeitando-a (conduta defendida por Kropotkin, que
recomendava o não-pagamento de impostos, o repúdio ao serviço
militar e a recusa ao reconhecimento dos tribunais de justiça),
o Anarquismo teve maior popularidade na Rússia, Itália,
Espanha e nos Estados Unidos, onde fracassaram as comunidades anarquistas
ali criadas.
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