FICHA TÉCNICA
Nome: Rarukha Al-Khali (Real: Alizrim Crimson)
Raça: Demônio (Casta: Filhos de Anúbis)
Idade: 26 Anos (Real: Desconhecida)
Altura: 1,86m
Peso: 64kg
Sexo: Masculino
Divindade: Anubis
Armadura: Lua
Arma: Foice Dupla
Domínios: Frio e Sombra
Terreno: Locais Escuros
Poderes:
6º Sentido
Farpas Gélidas: Concentrando seu Ka, Alizrim é capaz de reunir em suas mãos o sopro congelante da noite do deserto, desferindo então uma poderosa rajada de farpas de gelo tão afiadas quanto lâmina.
Escuridão: Explodindo suas energias negras, o guerreiro é capaz de cobrir o local com uma escuridão mágica. Cegando e desnorteando os sentidos de localização através dos sentidos. O único presente na área que não será afetado por tal habilidade, é o próprio invocador.
7º Sentido
Coração Gélido: Uma habilidade tão sombria quanto a própria necromancia. Este poder é quase um ritual por sua duração e funcionamento. Tendo conhecimento do seu oponente, o portador desta habilidade manifesta seu Ka pelo local como uma leve neblina, concentrando-se então por um período de tempo em meio a cânticos e gestos com as mãos (3 turnos). E ao final, invocando pelos espíritos da noite, o oponente sentirá seu coração virar gelo. Isto na verdade não passa de um Golpe Mental, levando a pessoa ao pânico máximo.
Turbilhão de Sombras: Concetrando-se nas sombras que cobrem o local, Alizrim toma conta sobre as mesmas, fazendo-as girar rapidamente pelo chão, logo tomando uma massa quase manipulável. Então a mesma levanta-se imponente, engolindo aqueles que estiverem na sua área de efeito e golpeando-lhes em seu interior pelas próprias sombras que formam o turbilhão. Ao final, aqueles em seu interior são jogados com imensa força ao chão e logo o turbilhão se desfaz.
8º Sentido
Clone: Usando das energias da noite e seus conhecimentos sobre as técnicas negras do inferno, o Cavaleiro de Lua conseguiu juntar ambas em uma mortífera habilidade. Utilizando a sombra de seu oponente, ele é capaz de criar um Golem de Sombras com o mesmo nível de combate que seu inimigo, mas com poderes todos baseados nas forças das sombras. O Golem apenas tem o intuito de destruir seu alvo, não podendo ser atacado normalmente por ser uma criatura incorpórea, tendo assim apenas fraqueza a luz.
Fusão com as Sombras: A mais poderosa técnica de Alizrim. Usando sua habilidade de Viajar Pelas Sombras, ele funde-se com a mesma, a partir de então tendo total controle sobre toda a sombra do local.
Poderes da Armadura:
Visão Sombria: O portador da Armadura de Lua é capaz de enxergar e ouvir através das sombras. À distância a qual esta habilidade atinge é determinada pela concentração do Cavaleiro.
Viajar Pelas Sombras: A Armadura fornece-lhe o poder de entrar em uma sombra e sair em outra.
Fortificação: Durante a luz do luar, as habilidades físicas e mentais de Alizrim crescem drasticamente.
Estilo de Combate: Espadas Dançantes (Estilo de luta com espadas, visa movimentos rápidos e certeiros enquanto o combatente usa de saltos e movimentos parecidos com uma dança, para esquivar dos golpes de seu oponente.) Obs: Também comum na luta de lanças.
Habilidades Especiais: Devido a sua raça, Alizrim possui força e agilidade sobre-humana. Ele também pode adquirir a forma humana.
HISTÓRIA DE ALIZRIM CRIMSON.
A história inicia-se no antigo Egito, na Época onde os filhos dos Deuses, aqueles chamados de Faraós ainda reinavam. Indo a um antigo templo de adoração aos Deuses Ancestrais, ouve-se uma voz melancólica ecoar sozinha meio ao estalar do fogo nas velhas tochas. Em uma pequena sala fria e escura, apenas iluminada pela luz de uma vela há um rapaz ajoelhado frente de uma estátua do Deus-Chacal, ele clama por tua benção, oferecendo teu próprio corpo a sacrifício. O rapaz puxa de dentro de suas vestes, uma adaga ritualística, com a lâmina prateada e gélida como a lua, o cabo é dourado, adornado de várias jóias que refletem diversas cores pelo local como se fossem prismas. Então, clamando mais alto pelo nome de teu Deus em meio às preces, ele decepa a mão esquerda, pingando o sangue de seu membro amputado sobre a estátua de Anúbis, e repousando a mão cortada sobre os braços cruzados da mesma.
Entretanto, as preces dele pareciam não ter sido atendidas, seu ferimento parecia nunca cicatrizar, sempre sangrava causando-lhe dores intensas, chegando ao ponto que o mesmo infeccionou devido à higiene na época, levando-o a falecer alguns meses depois.
Para ele foi como se tivesse apenas dormido, e então, ao despertar percebeu-se dentro da lendária pirâmide de Anuat, a qual pertence a Anúbis, deus-chacal egípcio dos mortos e soberano dos desertos do Sétimo Círculo. Alizrim não acreditava que realmente estava ali, olhava ao redor tentando ter certeza de que aquilo não era apenas um sonho, tendo certeza quando seus olhos atingiram a imponente figura de Anúbis, de pé próximo a ele. Este se curvou então sobre teu servo e tocou-lhe o braço ferido. O rapaz caiu de joelhos ao chão, gritando por uma dor que lhe consumia, como se estivesse sendo queimado vivo, porém logo sentia os movimentos de sua mão amputada, e olhando para a mesma, via que estava a se regenerar. Olhou para teu Deus, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, o mesmo se pronunciou: - Levanta-te Alizrim. Tua fé é verdadeira, não precisa temer teu senhor.
- Sabe meu nome? - estava maravilhado, não sabia mais se ria ou chorava por estar morto.
- Conheço a cada um de meus servos e teus anseios. Você, dentre vários mostrou uma vontade maior, e frente aos futuros fatos será recompensado. Porém, não falhe com tua missão! - respondeu Anúbis com uma voz alta, porém serena.
Alizrim então se levantou, mas logo reverenciou teu Deus e abaixou a cabeça, falando em voz baixa: - Teu pedido é uma ordem Deus Chacal. Este humilde servo ficará feliz em cumpri-la.
Anúbis então ergueu ambas as mãos para o alto, das quais surgiu uma energia prateada, logo formando uma grande centelha, a qual repousou ao chão e tomou forma lentamente, mostrando-se ao final a Lança Lunar, arma lendária a qual possuía o poder de invocar a Armadura da Lua. Então, voltando o olhar para o rapaz, que agora tinha seus olhos arregalados frente à arma, Anúbis disse: - Esta será tua benção garoto. A hora de meu despertar está próxima, mas meus Cavaleiros ainda adormecem, e VOCÊ irá encontrá-los. A arma o guiará para as outras armas, sendo enterradas em antigas tumbas de Faraós, ou até mesmo na posse de mortais que desconhecem teu real poder. Reúna todas as armas e encontre aqueles dignos de as portarem. Teste-os fazendo com que atravessem o deserto, os desfiladeiros, o pântano e o Grande Rio, e então, aqueles que conseguirem encontrar a cidade, tornar-se-ão meus Cavaleiros.
Tudo o que Alizrim lembra depois destas palavras é ter acordado em meio ao deserto, apenas com a lança ao teu lado e um longo manto negro. Logo, assim como o desafio imposto por Anúbis, ele próprio para mais uma vez provar tua fé, desafiou o trajeto até a cidade. Porém, chegando ao Nilo parou para matar sua cede e refrescar-se, debruçando-se sobre a água límpida viu teu reflexo na água. Tua aparência havia mudado, ele descobrira que devido sua morte e ressurreição se tornara um demônio, possuía agora cabeça, pêlos e patas traseiras como as de um chacal, porém teu corpo ainda possuía a anatomia humana, assim como teu Deus. Desde então, passara a ter uma vida noturna, escondendo-se dos olhares curiosos das pessoas. Apenas muito tempo depois, em sua busca pelas armas e teus portadores ele começou a descobrir que aquilo não havia sido uma maldição, e sim uma dádiva. Devido sua nova essência ele possuía a habilidade de moldar tua aparência como a de um humano, tendo também sua agilidade e força sobre-humanas. Ele se tornara um tipo de demônio que se autodenomina “Filho de Anúbis”.
Alizrim, desde então já encontrou grande parte das armas e seus respectivos portadores. Usa o tempo que lhe sobra para treinar e analisar as crianças que chegam à cidade para serem treinadas, e buscando dentre as mesmas aquela que acolherá como teu discípulo.
Hoje, o Cavaleiro de Lua é visto raras vezes, e na grande maioria por deixar-te ser visto. Ele vive no mesmo local o qual decepou sua mão, mas o templo hoje está soterrado pela areia. Ora por teu Deus meio a escuridão do Templo, aguardando fielmente teu despertar.