A AMEAÇA DE CRISE SISTÊMICA EM 1995

E O PROGRAMA DE ESTÍMULO À

REESTRUTURAÇÃO E AO FORTALECIMENTO

DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - PROER

 

 

 

Resumo

Com a implantação do Plano Real em julho de 1994 e o brusco fim da inflação as instituições financeiras depararam-se com um novo ambiente macroeconômico. As chamadas receitas inflacionárias, que haviam chegado a um percentual muito elevado no total do lucro dos bancos, foram praticamente eliminadas, forçando os agentes financeiros a se adaptarem ao novo ambiente macroeconômico de estabilidade.

Exigia-se do Sistema Financeiro, então, que buscasse formas alternativas e eficientes de rentabilidade que compensassem a perda das receitas inflacionárias. Em particular, no que se refere ao Sistema Bancário, as instituições responderam a este novo contexto macroeconômico expandindo o crédito, e, consequentemente, aumentando a sua alavancagem.

Uma brusca elevação na taxa de juros, tomada por parte da equipe econômica como reação à crise ocorrida no México, em 1995, veio a aumentar significativamente a inadimplência. Desta forma, os bancos que estavam mais alavancados e não haviam realizado uma boa análise de crédito se encontraram em dificuldades de liquidez.

Temendo a ocorrência de uma crise bancária o governo opta por um programa original de estímulo de compras das instituições em dificuldades por outras instituições (privadas), criando desta forma o programa que ficou conhecido como PROER.

Este trabalho tem como objetivo avaliar se: i) havia a necessidade da criação de tal programa; ii) os seus custos; iii) a sua eficiência em eliminar a suposta ameaça de crise bancária; e iv) criar instituições financeiras mais sólidas.

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