HISTÓRIA


O Início

A história do Iron Maiden começa em 1971, quando o garoto Steve Harris (foto abaixo à esquerda), com 15 anos, inspirado pelo Wishbone Ash, Jethro Tull e o primeiro Genesis, comprou um baixo imitação de Telecaster pelo exorbitante valor de 40 libras. Steve tinha tido anteriormente visões de um dia estar jogando pelo seu time querido West Ham, e chegou a assinar com o time através de formulários de estudantes.

No entanto, a peneira de talentos da organização juvenil dos Hammers, naquela época, estava transbordando, e o número de jogadores que realmente conseguiam chegar ao profissional era muito pequeno. O regime contínuo de jogar e treinar também significava que o jovem Harry não podia encontrar-se com seus amigos para beber, assistir a bandas e sair com garotas. Depois de pensar muito, abandonou as esperanças de seguir a carreira futebolística e construir um forte desejo e conhecimento de rock. Aprendeu a tocar baixo sozinho, ouvindo seus discos preferidos e fazendo jams com os amigos. Isto levou à formação de uma banda chamada Influence, que depois mudou de nome para Gypsy`s Kiss. Os Gypsies estrearam em um uma concurso de talentos em Poplar. Steve, detonado por "ambição explosiva", resolveu trocar de banda e entrou no Smiler. Os demais membros eram bem mais velhos do que ele, o que lhe garantiu uma experiência valiosa, apesar de se sentir relegado ao segundo plano. O Smiler era uma banda "good time boogie" e, embora tocasse uma antiga versão de "Innocent Exile", desligou a "ambição explosiva" e deixou claro que não queria que seu baixista pulasse no palco e escrevesse músicas. Steve percebeu, então, que a única maneira de fazer o que queria era montar sua própria banda. E, no final de 1975, nasceu o Iron Maiden. O baixista tirou o nome vendo um filme antigo de "O homem na Máscara de Ferro". A "donzela de ferro" era um caixão de metal com pontas na parte interna; as vítimas eram colocadas nele e espremidas até a morrerem.

Na primavera de 1976, a banda manteve uma residência no pub The Cart and Horses, em Stratford, no East End de Londres. Os dois primeiros concertos foram bons, mas Steve ainda sentia que estava faltando alguma coisa. O vocalista Paul Day foi substituído pelo ex-compositor do Smiler, Dennis Wilcock e este recomendou um jovem talentoso guitarrista chamado Dave Murray. Isto enlouqueceu os guitarristas, Terry Rance e Paul Sullivan, que tomaram aquilo como insulto e foram embora.

Bob Sawyer, que usava o nome de Bob D`Angelo, foi chamado para ser o segundo guitarrista e Ron Rebel para a bateria. Assim, foi apresentada a primeira formação do Iron Maiden. A banda, então, começou a fazer concertos por toda zona leste de Londres, conseguindo um grande número de seguidores.

Após seis meses, a formação mudou novamente. Bob saiu quando, ao invés de complementar a guitarra de David, continuava tentando competir com ele. E, depois de uma discussão no Bridgehouse, Den despediu Dave, que juntou-se ao Urchin, banda de seu velho amigo Adrian Smith. Com todas as disputas, a banda decidiu abandonar temporariamente o conceito de duas guitarras, e Terry Wapram juntou-se ao grupo como único guitarrista; Tony Moore foi contratado para os teclados. Nesta mesma época, Ron Rebel decidiu que não conseguia suportar as desavenças e também saiu. Foi substituído por Barry Purkis, que mais tarde se chamaria Thunderstick.

Esta nova formação fez um show no Bridgehouse e ficou dolorosamente óbvio que os teclados não davam a resposta esperada. Resultado: sai Moore, seguido por Wapram. Este reclamava que não conseguia tocar sem teclados! Steve foi a um show do Urchin e persuadiu Davey a juntar-se novamente ao Maiden.

Entre idas e vindas, foi a vez de Den dizer adeus ao grupo antes de um show no sul de Londres. Na seqüência, foi a vez de Thunderstick sair. As coisas pareciam desoladoras. Steve recrutou o ex-baterista do Smiler, Doug Sampson, e enquanto os três ensaiavam, eles procuravam por um novo vocalista.


A Estabilidade

Finalmente, um amigo de Steve recomendou Paul Di`Anno (foto à esquerda). Este passou no teste com louvor. Assim, a banda preparou seu retorno. As coisas pareciam difíceis no início, uma vez que, em 1977, a "revolução" punk/new wave estava no auge, e a maioria das casas de show estavam reservadas apenas para shows destes estilos.

As gravadoras se comportavam da mesma maneira e impuseram condições para o Maiden gravar: os membros da banda deveriam cortar os cabelos e virar punk. Desnecessário dizer a resposta de Harry.

No final de 1978, a situação melhorou o suficiente para permitir que a banda trabalhasse em prol de seu retorno e em conseguir shows regulares. Eles perceberam que precisavam de uma demo e, na passagem de ano, estavam nos Spaceward Studios, próximo de Cambridge, gravando "Prowler", "Invasion", "Strange World" e "Iron Maiden". O custo de 200 libras da sessão era tudo o que eles tinham. Sendo assim, a banda não conseguiu comprar a sua fita master.

Quando eles voltaram, algumas semanas depois, para pegar a fita e a mixagem, a fita havia sido apagada, deixando-os apenas com as fitas da sessão original sem edição e mixagem. Dave deu sua cópia para Neal Kay, um DJ apaixonado por hard rock, que mantinha noites de rock no Soundhouse, adjacente ao pub Bandwagon, em Kingsbury, norte de Londres.

Depois desta força, a banda ganhou espaço fixo no The Ruskin Arms, em Manor Park. Neal tocou a fita em uma de suas noites no Soundhouse e ficou surpreso com a reação. Ela tornou-se a mais requisitada durante meses, e o Maiden começou a tocar lá.

A fita demo também chegou aos cuidados de Rod Smallwood. Um amigo de rugby de Rod, que também trabalhava com Steve, pegou a fita e, depois de ouví-la e checar a banda, ofereceu seus serviços como manager. Rod arranjou concertos por todo o país, com o objetivo de permitir que a banda construísse uma legião nacional de seguidores. Também conseguiu concertos próximos do centro de Londres, para fazer com que as gravadoras fossem ver o Maiden. Um desses shows foi no Marquee. John Darnley veio da EMI para ver o Maiden; Rod tinha feito uma aposta com o gerente do Marquee, que o show estaria com todos os ingressos vendidos (700 fãs) até as 7 da noite. Rod ganhou a aposta e a EMI contratou o Iron Maiden. No verão, o grupo apareceu no jornal de músicas "Sounds". Foi nesta aparição que Geoff Barton (que mais tarde fundaria a "Kerrang!"), emplacou a frase: "New Wave of British Heavy Metal", ou seja, Nova Geração do Heavy Metal Britânico, (NWOBHM). O Maiden também fez sua estréia no Music Machine, em Camden, como convidado especial do Motörhead, que tocava com o nome de "Iron Fist And The Hordes From Hell". Antes do ano terminar, a banda tocaria no music Machine mais duas vezes como atração principal.

Enquanto isso, a banda, que estava inundada com solicitações de fãs das cópias da fita demo, decidiu criar seu próprio selo Rock Hard. O EP de 7" foi batizado de "The Soundhouse Tapes" (ao lado) e, para mantê-lo especial para os fãs, era apenas vendido em concertos ou através de solicitação postal. As seis mil cópias esgotaram-se quase que imediatamente, tornando-se um item de colecionador.

Entre um concerto e outro, a banda foi para os estúdios da EMI, em Manchester Square, para gravar "Sanctuary" e "Wrathchild", para um LP de compilações chamado "Metal for Muthas". Eles também gravaram quatro músicas para o "The Friday Rock Show", da Radio One. O guitarrista Tony Parsons foi então chamado para ser o segundo guitarrista, e o Maiden voltou a ter cinco membros. Durante o período do Natal, O Iron Maiden passou por mais mudanças na formação. Doug Sampson teve de sair, por motivos de saúde; Parsons, que sempre parecia desanimado no palco, foi para o vinagre. Clive Burr e Dennis Stratton entraram na bateria e guitarra, respectivamente. A banda, então, foi gravar o seu primeiro álbum, tendo Will Malone como produtor.

Em fevereiro de 1980, enquanto o Maiden saiu para a turnê "Metal for Muthas" para promover a compilação; seu primeiro single "Running Free" também foi lançado. Ele excedeu totalmente as expectativas da gravadora, entrando nas paradas britânicas na posição 44, e fazendo com que a banda recebesse um convite para aparecer no "Top of the Pops", na BBC. O Iron aceitou. Foi o primeiro grupo de rock a se apresentar ao vivo, desde The Who, oito anos antes. Surpreendentemente, a BBC concordou.

Em 14 de abril, o álbum de estréia da banda, "Iron Maiden", foi lançado. Logo chegou à posição de número 4 nas paradas! O Maiden, que continuou a "Metal for Muthas", com uma abertura de convidado na turnê britânica "British Steel", do Judas Priest, começou a própria turnê, fazendo 40 shows em apenas dois meses. Eles também tocaram novamente no Marquee, incluindo quatro noites consecutivas de ingressos esgotados.

Em agosto, a banda foi convidada pelo Kiss a abrir seus shows na turnê européia. E também para tocar em Reading como convidados especiais do UFO, dando a Steve a oportuidade de tocar na mesma noite de Pete Way, do UFO, um de seus heróis de sempre. As duas bandas se deram muito bem; e com o Kiss, o número de seguidores da banda no continente, cresceu imensamente. na volta da turnê do Kiss, foi anunciado que, devido à "diferenças musicais", Dennis Stratton estava deixando a banda. O gosto musical de Dennis era bem diferente do restante da banda, e suas idéias não estavam de acordo com a linha do Iron. A separação foi amarga no começo, mas atualmente Dennis e a banda são bons amigos, tanto que ele administra o Cart and Horses. O Maiden não precisou ir muito longe para procurar um substituto. Adrian Smith juntou-se a eles. Na verdade, a banda já havia tentado Adrian antes de Dennis, mas como ele achava que o Urchin parecia estar dando certo, decidiu desistir. Uma mini excurão britânica foi apressadamente arranjada para apresentar Adrian (foto à esquerda). Depois, eles começaram a trabalhar em um novo álbum, com Marchin Birch produzindo. Eles interromperam as gravações para tocar em um concerto especial de Natal, no Rainbow Theatre de Londres, que foi filmado para lançamento futuro em vídeo. Foi dado um presente quando a segunda metade do show teve de ser tocada novamente, devido a problemas com a gravação do som. Ninguém saiu mais cedo!

O álbum "Killers" saiu em fevereiro de 1981, enquanto a banda embarcava em sua primeira excursão mundial. Ele chegou ao 12º lugar nas paradas britânicas e deu à banda discos de ouro em vários países importantes. Além da Europa, a Killer World Tour visitou pela primeira vez o Canadá, os E.U.A. e o Japão. Um EP ao vivo, feito nos shows gravados no Japão, foi lançado com o nome de "Maiden Japan". Em março, um vídeo de 30 minutos do concerto de Natal do Rainbow foi lançado, com o nome de "Live at the Rainbow". À medida que a turnê Killer chegava ao fim, ficava claro que os dias de Paul Di`Anno estavam contados. Ele tinha acreditado viver o estilo de vida do Rock and Roll ao máximo, apesar dos avisos do restante da banda, Rod e os médicos. Resultado: danificou suas cordas vocais e a saúde. Ele também estava se afastando muito do Hard Rock tocado pelo Maiden; estava na direção de um estilo mais blues, tipo Whitesnake. Mais uma vez um substituto estava às mãos: Bruce Bruce, dos conterrâneos Samson, havia ficado desencantado com a mudança de direção da banda para o tipo de música que, ironicamente, Paul estava abraçando. Então, ele se submeteu à uma audição e estava dentro, revertendo para seu nome normal, Bruce Dickinson.


A Era Bruce Dickinson - os anos dourados do Maiden

Algumas datas foram apressadamente arranjadas na Itália para apresentar Bruce (foto abaixo) no Maiden e ele realizou uma estréia britânica triunfante no Rainbow. A banda também aproveitou a oportunidade para tocar algumas músicas novas que estavam atualmente sendo gravadas para o novo álbum. Bruce foi batizado de "a sirene de ataque aéreo" pelos fãs, devido ao seu vocal potente. Se 1981 poderia ser visto como um ano de sucesso para a donzela, 1982 superou todas as expectativas. A banda já estava engajada em uma parte totalmente vendida da turnê britânica "The Beast on the Road", quando o single do novo álbum, "Run to the Hills" alcançou o número 7 nas paradas do país.

O novo álbum, "The Number of the Beast", arrasou a concorrência, estreando em primeiro lugar nas paradas britânicas e chegando ao top 10 na Europa. Ele também emplacou nas paradas norte-americana e canadense. A turnê "The Beast On The Road" estava de acordo com seu nome, pois a banda fez 180 apresentações em oito meses. Mais uma vez, a banda quebrou fronteiras, tocando na Austrália e Nova Zelândia pela primeira vez; em 29 de julho, fizeram seu primeiro concerto com ingressos esgotados nos E.U.A., no Palladium, de Nova York. Em agosto, a banda interrompeu a turnê norte-americana e foi para a Inglaterra tocar no Reading Festival para 35 mil fãs.

No final da turnê, outra casualidade na formação do Maiden foi Clive Burr. Uma série de problemas pessoais e a estafante programação do Maiden foram suficientes para ele deixar a banda. Então, em janeiro de 83, o Iron voou para Nassau para gravar o próximo álbum, já com Nicko McBrain na bateria. O Maiden encontrou Nicko durante a turnê britânica de Killers, quando ele tocava com os roqueiros franceses do Trust, que haviam aberto para o grupo em alguns shows.

Na América, a banda foi rotulada de satanista por um pequeno grupo de indivíduo mal-informados e presunçosos, que se enganaram completamente. Suas acusações - totalmente irreais - deram maior publicidade à banda.

Baterista, bom contador de piadas e cabeça redonda, Nicko (foto abaixo à esquerda) recebeu seu "batismo de fogo" durante as gravações de "Piece of Mind", em Nassau. A banda fez uma pausa nas gravações para filmar um vídeo promocional para o próximo single "Flight of Icarus". O roteiro exigia que alguém usasse maquilagem azul e se vestisse com roupa de monge. Nicko, como novato, "voluntariou-se" para o papel.

Em maio, o novo álbum saiu e entrou na terceira posição nas paradas britânicas, e a banda começou a World Peace Tour, no Hull City Hall. A turnê, mais uma vez, foi assunto mundial, com a banda adquirindo status nos países onde se apresentava. Nos E.U.A., tocaram para platéias cada vez maiores, com ingressos esgotados em quase todos os lugares. A excursão terminou em Dortmund. Como clímax para o show, a banda atacou ferozmente o Eddie andante. Aparentemente, havia idéias de dispensar os serviços de seu mascote monstro, mas felizmente os relatórios da demissão de Eddie foram absurdamente exagerados, e ele voltou às capas de disco, e aos palcos no ano seguinte.

O Maiden foi para o novo ano com a mesma formação, encarando as perspectivas de seu ano ainda mais trabalhoso. O ano de 1984 teve início com um confiante (mas não complacente) Iron Maiden, tendo um intervalo de três semanas antes de começar a trabalhar no novo álbum. Ele foi ensaiado em Jersey, e novamente gravado em Nassau. Na época (setembro) em que "Powerslave" chegou às lojas, a banda já estava há três semanas na estafante World Slavery Tour, empurrando as fronteiras ainda mais para a frente.

A banda começou a turnê na Polônia - a primeira vez que um importante show de Rock aconteceu no país -, com uma produção de palco totalmente ocidental. A banda também tocou na Hungria e Iugoslávia. A super-turnê "Iron Maiden Behind The Iron Curtain" foi um tremendo sucesso, e recebeu atenção da mídia mundial. Naqueles dias, com a Cortina de Ferro ainda firme no lugar, uma turnê naqueles países foi uma grande aventura. Foi filmada, para um documentário, que também foi lançado mais tarde como "Behind the Iron Curtain" (Atrás da Cortina de Ferro).

Do Leste Europeu, a banda voltou, via Itália, para a Grã-Bretanha, onde o álbum "Powerslave" foi lançado, e ocupara o segundo lugar nas paradas. O álbum apresentava a mais elaborada arte gráfica e a produção de palco mostrava isso. O Maiden tocou quatro noites no Hammersmith Odeon, incluindo uma com os roqueiros do Bad New.

Eddie era, então, um monstro de seis metros de altura, aparecendo no final da música "Iron Maiden".

A turnê foi um sucesso esmagador; a banda estava no nível de sua potência, a produção de palco era incrível e a receita do merchandising quebrou recordes em muitos locais. A banda interrompeu a parte norte-americana de sua turnê e fez a primeira visita à América do Sul, quando tocou para um público de 200 mil pessoas no festival "Rock In Rio". O ponto alto da turnê norte-americana foi na Long Beach Arena, no sul da Califórnia, quando o Iron Maiden tornou-se a primeira banda a ter os ingressos esgotados por quatro noites consecutivas - público total de 52000 pessoas. Os shows de Long Beach Arena foram filmados com a intensão de lançar um outro vídeo e álbum ao vivo. A turnê chegou a uma exaustante conclusão em julho de 1985. Um álbum-duplo ao vivo, e um vídeo, ambos chamados "Live After Death", saíram em outubro. O primeiro chegou ao segundo lugar e o vídeo foi o mais vendido entre os vídeos musicais durante meses.

O novo álbum, "Somewhere In Time", foi gravado em Nassau e Munique, e lançado em setembro de 1986. Ele emplacou o terceiro lugar na Grã-Bretanha e ganhou disco de ouro e platina em todos os países importantes. Com o objetivo de promover o álbum, a banda saiu com a "Somewhere on Tour". O novo álbum apresentou uma marcante mudança no estilo da banda, com o uso de sintetizadores como fundo para várias músicas. Porém, alguns fãs que temiam que isso pudesse diluir o estilo do Maiden, precisaram apenas escutar "Heaven Can Wait" ou "Alexander the Great".

A turnê novamente começou com uma visita pela Cortina de Ferro, tendo início em Belgrado e terminando oito meses depois, em Osaka (Japão). A produção de palco foi, mais uma vez, espetacular. Eddie havia sido transformado em um ciborg e o ponto alto do show foi quando a banda toda foi içada ao ar, enquanto a cabeça e garras imensas de Eddie, infladas, apareciam. A banda também foi filmada e entrevistada para um documentário em vídeo lançado em 1987, intitulado "12 Wasted Years" - uma crônica em vídeo de sua ascensão ao topo, apresentando filmagens de arquivo, inéditas, com pessoas importantes envolvidas no sucesso do Iron Maiden.

Com a turnê terminada com sucesso, era a hora de começar a pensar no álbum seguinte. "Seventh Son Of A Seventh Son" foi uma obra-prima épica; marcou a primeira (e até então) única vez em que o Iron Maiden gravou um álbum conceitual. Esta não era a idéia original, mas à medida em que a banda escrevia e ensaiava, as músicas pareciam estar ligadas por um tema comum. A arte gráfica da capa também mostrava uma mudança marcante, sendo mais suavizada do que qualquer coisa anteriormente vista. A Seventh Tour Of A Seventh Tour (foto abaixo à esquerda) também quebrou uma tradição do Iron Maiden. Começou nos Estados Unidos.

O ponto alto desta turnê aconteceu em agosto, quando o Maiden foi o grupo principal no lendário festival "Monsters of Rock", em Donington. Apoiado por uma das mais fortes programações já vista no festival (Kiss, David Lee Roth, Megadeth, Guns 'n' Roses e Helloween), a banda tocou para um público recorde para o evento, de 102 mil pessoas. O Maiden tocou um set incrível e o show do palco foi fantástico, culminando em uma grande queima de fogos de artifício. A banda, então, levou os shows do "Monsters of Rock" para a Europa, antes de terminar a turnê em casa, com uma série de shows em ginásios - pela primeira vez a banda tocou em grandes locais na Grã-Bretanha. As duas noites no NEC, em Birmingham - certamente os melhores shows fora o festival - foram filmados para um novo vídeo ao vivo, que seria co-dirigido e editado por Steve Harris. A turnê terminou em 12 de dezembro, de volta ao Hammersmith Odeon - o cenário de tantos outros triunfos do Maiden.

Sem um álbum programado para 1989, a banda pegou uma folga para recarregar as suas baterias e passar algum tempo com suas famílias. Bruce e Adrian "descansavam" gravando álbuns-solo, enquanto Steve passava a maior parte do tempo editando as filmagens de Birmingham.

A banda, finalmente, juntou-se novamente em novembro de 1989 para o lançamento do vídeo "Maiden England". A EMI e a Sanctuary fizeram uma festa luxuosa. O hall foi decorado com bandeiras da Grã-Bretanha e os representantes da mídia mundial foram convidados para jantar peixe com batatas fritas, e beber bitter, enquanto a banda passava seu tempo sendo fotografada e entrevistada. O "Maiden England" foi mais uma vez um sucesso de vendas.

Em janeiro de 1990, a banda se juntou na casa de Steve Harris para começar a trabalhar no novo disco "No Prayer For The Dying". O trabalho tinha quase começado quando, pela primeira vez em sete anos, houve uma mudança no pessoal. Adrian, recém saído de seu álbum-solo, revelou que não tinha certeza se poderia ainda dar ao Maiden cem por cento e, através de consenso comum, ele deixou a banda.

Felizmente, a solução estava novamente muito próxima. Janick Gers (foto à direita), que era bem conhecido da banda por ter tocado com Gillan, entre outros, e que havia trabalhado recentemente com Bruce Dickinson em seu álbum-solo e turnê, passou pela audição e foi convidado à juntar-se ao grupo. A gravação do álbum continuou na programação. Pela primeira vez desde "The Number Of The Beast", a banda gravou um disco em casa, no estúdio de Steve, em um celeiro convertido, ao lado de sua casa, em Essex.

O conteúdo do álbum teve um clima mais sério, uma vez que as letras da banda começaram a lidar com temas contemporâneos. A arte da capa e embalagem tinha um ar mais sinistro. O álbum foi lançado em 1 de outubro de 1990 e chegou ao segundo lugar das paradas britânicas.

Depois de ficar sem subir aos palcos por dois anos, a banda estava pensando em sair e se apresentar novamente. A turnê No Prayer On The Road foi aberta com um show "secreto" em Milton Keynes, em 19 de setembro de 1990. Depois da produção mastrodôntica da turnê anterior, desta vez foi um approach "de-volta-ao-básico", com o mínimo de produção de palco e iluminação. Isto habilmente mostrou que o Iron podia apresentar um grande show, sem ter de estar cercado por mega-watts de som e luzes e uma super produção. Janick também fez uma grande diferença ao vivo. O seu entusiasmo energético e esgares no palco, esvaneceu à todos, até mesmo Davey. A banda e seus fãs adoraram estar próximos entre si novamente, alimentando-se do entusiasmo remanescente dos primeiros dias. A turnê terminou em Salt Lake City, em março de 1991. Ela estava originalmente programada para seguir ao Japão e Austrália, mas as dificuldades das viagens e depressão causada pelo início da Guerra do Golfo, trouxeram o final prematuro.

Quando chegou a hora de pensar sobre o novo álbum, a banda e a gerência decidiram que Eddie precisava de uma mudança de imagem para a década de 90. A partir de revistas de terror, ficou decidido que Eddie deveria ser um terror mais direto e, para esse objetivo, Derek Riggs e vários outros artistas foram convidados a apresentar suas idéias sobre o "novo" Eddie. Um desenho apresentado por Melvyn Grant foi o escolhido.

O álbum "Fear of the Dark" foi lançado em maio de 1992, enquanto a banda abria a turnê de disco na Escandinávia. O disco deu à banda o seu terceiro primeiro lugar nas paradas britânicas. O Iron Maiden foi mais uma vez requisitado à tocar em Donington, em agosto. A banda fez um show ainda mais forte do que aquele em 1988. Eles sabiam o que os esperava e, desta maneira, tinha um maior controle sobre os nervos. Todo o show foi filmado para um vídeo, lançado no ano seguinte.

Vários shows também foram gravados para um futuro álbum ao vivo. A produção de palco estava mais elaborada, embora sem o excesso de 88; Eddie apareceu como uma criatura gigante, como na capa do álbum. A turnê terminou em 4 de novembro e, enquanto a banda voltava do Japão, eles não sabiam da bomba que cairia em março de 1993.

Bruce (ao lado) havia pensado durante algum tempo em deixar a banda. Sempre um workaholic, Bruce tinha vários projetos em andamento fora do Maiden e, com uma jovem família, as exigências sobre o seu tempo estavam chegando ao ponto de saturação. Algo tinha de acontecer e Bruce sentiu que tinha ido o mais longe que podia com o Maiden. Foi decidido que, ao invés de lançar um álbum-duplo ao vivo, conforme tinha acontecido com "Live After Death", o novo set ao vivo seria lançado em dois álbuns diferentes. O primeiro apresentaria material da banda após "Live After Death", enquanto o segundo apresentaria um material mais raro. Os fãs, então, teriam a escolha de comprar ambos, ou só o material de cada época. Quando saiu o primeiro álbum ao vivo, "A Real Live One", e a banda se preparava para a Real Live Tour, eles anunciaram a procura de um novo substituto de Bruce. Resultado: eles foram sufocados por milhares de fitas, CDs, e vídeos dos mais esperançosos aos sem esperanças.

Enquanto isso, a banda visitou Moscou. A recepção dos felizes headbangers russos foi incrível. Assim que a turnê terminou, era a hora de sentar-se e fuçar as milhares de fitas demos de vocalistas potenciais. Bruce recebeu um "sutil" e pavoroso bota-fora no final de "Rising Hell" - um show de mágica e som pay-per-view apresentando o mágico Simon Drake, que foi televisionado para o mundo inteiro.


A entrada de Blaze Bayley

Depois de uma busca intensiva, foi anunciado no final daquele ano que o substituto de Bruce era Blaze Bayley (foto à direita), do Wolfsbane. O Wolfsbane tinha sido a banda de apoio do Iron Maiden em sua turnê britânica de 1990. A banda teve a oportunidade de ver Blaze em ação e sabia do que ele era capaz. Blaze foi o preferido desde o início e, depois de ouvir todas as fitas e fazer as audições, ninguém pareceu ser mais adequado para a banda.

Uma vez que toda a euforia da entrada de Blaze havia terminado, os membros da banda iniciaram um período intensivo de ensaios, de maneira que eles e Blaze pudessem se acostumar entre si, e começar a trabalhar no novo álbum.

A banda não tinha apenas um novo vocalista, mas também um novo produtor. pela primeira vez, desde 1980, um álbum de estúdio do Maiden não seria produzido ou co-produzido por Martin Birch. Desde a metade dos anos 80, Martin estava em meia-aposentadoria, apenas retornando à mesa de mixagem para o Iron Maiden. Agora, ele havia decidido se aposentar definitivamente. Foi decidido que Steve iria dividir a cadeira de produtor com Nigel Green. Nigel tinha sido originalmente o operador de fitas de "Killers" e "The Number Of The Beast", tendo desde então tornado-se um produtor de primeira linha por seus próprios méritos. O novo álbum levou mais um ano para ser terminado. A importância do álbum significava que cada passo era dado para assegurar que tudo estava correto. O novo disco foi batizado "The X Factor", como em X - o desconhecido. Ele finalmente chegou às lojas em outubro de 1995, com a turnê The X Factour começando logo após.

A turnê abriu com datas em Israel e África do Sul - pela primeira vez em cada país - e a experiência e recepção dos fãs locais, fizeram com que a banda desejasse voltar novamente. Eles também deveriam tocar em Beirut, mas o governo libanês rejeitou os seus vistos e, mesmo as intervenções através de canais diplomáticos, não surtiram efeito.

A banda tirou proveito da calmaria inesperada para voar de volta à Grã-Bretanha, para fazer o "Most Wanted" da MTV. Eles então voaram para a Romênia, atrás da Cortina de Ferro, para realizar a primeira turnê completa do leste Europeu (Bulgária, Eslovênia, Hungria, Polônia, República Tcheca e Romênia). Quaisquer dúvidas quanto à capacidade de Blaze e reação dos fãs foram colocadas de lado, uma vez que a banda teve uma calorosa recepção por parte dos fãs, especialmente em casa. O show de Brixtol foi um dos melhores de todos os tempos. A banda estava incendiária, como também a platéia. Na época próxima do natal e no começo do ano, o Maiden tocou na Europa ocidental antes de ir para os Estados Unidos, Canadá e Japão. No verão, participou de festivais europeus e excursionou pela América do Sul, incluindo a participação como banda principal no "Monsters of Rock", com um público de 50 mil pessoas no Estádio do Pacaembú, em São Paulo.

Em 1996, a banda lança uma coletânea com os principais sucessos de sua trajetória, de Paul Di'anno, passando por Bruce até Blaze Bayley, foram lançados um álbum-duplo com um livreto sensacional dando uma noção da história do Maiden e com 27 músicas no total e um álbum simples com 16 das 27 músicas do álbum-duplo, fazendo com que o preço ficasse mais acessível.

Depois do sucesso da The X Factour, o Iron Maiden tratou de começar a trabalhar no próximo álbum. Como o ano do lançamento do disco coincidia com um ano de Copa do Mundo, a banda decidiu homenagear seu esporte preferido no nome do novo disco, como no futebol são 11 jogadores de cada lado e, além disso, ser esse disco o décimo primeiro gravado em estúdio, o Maiden batizou-o de Virtual XI, um ótimo disco, Blaze parecia cada vez mais entrosado e integrado ao estilo Maiden, as letras abordavam principalmente temas futurísticos.

De carona com o álbum, veio o jogo Ed Hunter, um jogo onde o jogador deve caçar o Eddie passando por vários cenários, cenários estes que fazem parte dos desenhos dos álbuns e singles, isto tudo ao som dos maiores sucessos da banda, o jogo é no estilo Doom e foi feito principalmente para atingir o público que é amante de jogos de computador, mas não conhece direito o som do Maiden. Para a escolha das 20 músicas que viriam fazer parte do jogo, a Banda organizou uma pesquisa entre os seus fãs, através de seu Website.

As 20 músicas escolhidas foram:

1- Iron Maiden 11- Powerslave
2- Phantom Of The Opera 12- Wasted Years
3- Wrathchild 13- Stranger In A Strange Land
4- Killers 14- The Evil That Men Do
5- The Number Of The Beast 15- Tailgunner
6- Run To The Hills 16- Be Quick Or Be Dead
7- Hallowed Be Thy Name 17- Fear Of The Dark
8- The Trooper 18- Man On The Edge
9- Aces High 19- Futureal
10-2 Minutes To Midnight 20- The Clansman

Tudo parecia estar voltando ao normal na carreira da Donzela, quando surge um boato sobre a saída de Blaze, a banda tenta preservar a imagem do vocalista e critica, através de seu Website, os supostos boateiros. Mas não adiantava, as evidências eram claras, Blaze não andava mais nos mesmos veículos dos outros integrantes, mal se falavam; no entanto, a gota d'água foi o show no Monster Of Rock '98, em Buenos Aires, encerramento da Virtual XI World Tour, onde Blaze mais uma vez perdia o tempo certo da música, errava as letras, nós mesmos (webmasters da página) pudemos ver isso, quando no Skol Rock '98, em Curitiba, quando Blaze errou grosseiramente a letra de 2 Minutes to Midnight, sendo que a letra é dividida em 3 partes e ele cantou a primeira e depois cantou duas vezes a terceira parte.

As especulações sobre o nome do novo vocalista corriam soltas, a maioria delas davam a volta de Bruce Dickinson como certa, mas a bem sucedida carreira solo e os desentendimentos do passado pareciam impedir a volta de Bruce.


Bruce Dickinson e Adrian Smith retornam, o Maiden agora é um sexteto

Porém, no dia 10/02/1999, certamente um dia que vai ficar na memória dos fãs do Maiden, a banda convocou uma entrevista coletiva, onde foi anunciada oficialmente a saída de Blaze e a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith, isso mesmo, a Donzela agora é um sexteto (ao lado), com 3 guitarristas. Nessa entrevista também foi anunciado o lançamento em breve do jogo para PC Ed Hunter e que o Iron Maiden começaria a gravar um disco ainda esse ano, com músicas inéditas (a banda prometia fazer o melhor álbum desde The Number Of The Beast) e o começo da turnê dos 20 anos de estrada da maior banda de Heavy Metal de todos os tempos, sendo que o set list seria o escolhido na votação do Ed Hunter.

Agora temos mais dois álbuns lançados pelo sexteto: brave new world e dance of death.
2005 promete muito pra banda

O Iron Maiden com certeza hoje voltou ao topo, novamente é a maior banda de Metal do cenário Mundial. Bruce Dickinson mantém sua performance inigualável no palco e a parede de três guitarristas funciona muito melhor do que todos os críticos imaginavam. Os palcos voltaram a ser maravilhosos, os fãs (continuam mais fanáticos do que nunca) ganharam um novo ânimo com a entrada dos mestres e a volta de músicas como Aces High, Run To The Hills e Phantom Of The Opera.

Nós brasileiros, argentinos, americanos, franceses ou seja lá o que for, devemos agora lotar os estádios, clubes, teatros e mostrar porque essa banda é a mais fantástica do mundo, sentir novamente o sangue do Maiden correndo em nossas veias. Vamos lutar contra essa mídia hipócrita e demonstrar o que é ser um fã de Heavy Metal.



THE IRON MAIDEN

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