Canhota explosiva

Após um treino de vôlei em Bucareste, GHEORGHE GRUIA vai bater uma bolinha com a turma do handebol na quadra ao lado. De repente, dá um tirombaço e arromba a parede do ginásio. surge assim, um dos mais forte handebolistas dos anos 60-70. Alegre e irriquietona concentração, Gruia era sisuado e moleirão na quadra. Não era técnico, não gostava de correr, mas sua recepção era singular: pulava atrasado, na impulsão e mandava uma paulada indefencível de canhota. em 67, a Romenia venceu o mundial contra a URSS, 21 a 19, com uma dúzia de gols dele. Bronze em Monique-72, Gruia se casou e se mudou em meados dos anos 70. no México, foi treinador e comentarista de TV.

Talento de muitas pátrias

Em 1981, em Frunze -atual Bishpek -, a capital da Quirguízia encampada pela URSS, TALANT DIUSHBAEV começou no handebol, com 13 ano. Aos 19 estava no CSKA de Moscou, um time militar. Dois anos depois, em 89, as belas atuações e o título mundial júnior espalharam sua fama de jogador perfeito. Mas a coisa ficou ruça, e dois de seus irmãos foram mortos na luta pela alforria quirguiz. Consagrado no time de ouro da CEI em Barcelona-92, Duishbaev ficou na Espanha, jogando no Caja Cantabria. Em 96, cidadão espanhol, o armador de 1,83m, rápido e técnico, fez o milagre de levar a inexpressão da seleção da nova pátria ao bronze. Casado com a ex-goleira da seleção soviética Olga Shiskina, dois filhos. Duishebaev joga desde 97 na Alemanha.

Paredão francês

É raro os franceses da pequena ilha vulcânica de Reunião, no Índico, verem sua seleção em quadra. Quando acontece, a festa é total, porque JACKSON RICHARDSON é de lá. "Sou herói popular", conta o craque, que odeia treinar, mas fica 28h em quadra por semana, para manter a velocidade e o incansável jogo de pernas que o melhor defensor do mundo."Le Petit Richardson" - como o chamam em sua terra - impede sozinho o avanço de três atacantes adversários e ainda completa a jogada com um rápido contra-ataque. Assim, este amante do reggae levou a França ao bronze em Barcelona-92. Desde então seu cabelo ratstafári virou marca do handebol em seu país. Em Sydney-2000, aos 31anos, será o centro das atenções, mesmo q sua equipe nao seja forte candidata ao pódio.

Coroa coreana

Favorita ao mundial de 99, disputado em novembro na Dinamarca e na Noruega, a Coréia do Sul foi surpreendida pela Macedônia, nas oitavas-de-final. Perdeu por 28 a 27, num jogo tão extenuante que a atacante macedêonia Indira Kastratovic desmaiou. Em Sydney,a Coréia quer ratificar a coroa do esporte - os ouros olímpicos em Seul-88 e Barcelona-92, as pratas em Los Angeles-84 e Atlanta-96 e o mundial de 95. sem a artilheira Lim O-Keyeong, que deixou a seleção aos 25 anos, em 1996, os coreanos torcem por Kim Jin-Soon e Jang Sun-Young, destaques na campanha na Escandinávia.

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