| Vá, se mande, junte tudo que você puder levar |
Ande, tudo que parece seu é bom que agarre já |
Seu filho feio e louco ficou só |
chorando feito fogo a luz do sol |
Os alquimistas já estão no corredor |
e não tem mais nada negro amor |
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A estrada é pra você e o jogo é a indecência |
junte tudo que você conseguiu por coincidência |
e o pintor de rua que anda só |
desenha maluquice em seu lençol |
sob seus pés o céu também rachou |
e não tem mais nada negro amor |
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Seus marinheiros mareados abandonam o mar |
seus guereiros desarmados não vão mais lutar |
seu namorado já vai dando o fora |
levando os cobertores?E agora? |
até o tapete sem você voou |
e não tem mais nada negro amor |
e não tem mais nada... |
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As pedras do caminho deixe para trás |
esqueça os mortos que não levantam mais |
o vagabundo esmola pela rua |
vestindo a mesma roupa que foi sua |
risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor |
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e não tem mais nada negro amor |
e não tem mais nada negro amor |
e não tem mais nada negro amor |
e não tem mais nada negro amor |
já nem sei quem sou |
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