Da Violência implícita e explícita da era digital.

Terezinha L. T. de Souza
CRP 23745 - 5a RA
Outubro de 2000
Coluna do Jornal de Seropédica
Editora Débora Oreng.

Desde que o homem habita de forma chamada racional os tempos sempre houve e haverá momentos em que a intimidação do outro se faz presente seja como forma velada (sacerdócio) ou não de poder (governos).

Nas chamadas grandes guerras à perda do potencial humano e físico sentido por todos envolvidos de forma direta ou indireta fizeram com que fosse repensada esta questão de forma geral e genérica , o receio durante a chamada guerra fria era de uma hecatombe nuclear que pouco a pouco vai se concretizando no chamado lixo atômico seja ele oriundo de nossas buscas e pesquisas por conhecimentos exteriores da formação tanto do nosso como de outros planetas ou do nosso diário tecnológico advindo muitas das vezes própria área de saúde quando não do conforto que experenciamos atualmente desde do vestuário até a forma de comunicação indireta criada até agora.

Hoje grandes organizações não governamentais (ONGs) fazem campanhas abertas e bastante divulgadas sobre o assunto da defesa do meio ambiente passando desde a questão vegetal e animal e indo incluir a questão da violência como recurso extremo de defesa, movimento dos sem teto, dos sem terra e outros.

Muitos daqueles que deveriam ser apontados como pessoas portadoras de deficiências quer orgânica (genéticas tipo triplo x, ou y) , quer mental (patologias) deixam de ser vistos como necessariamente tratáveis e passam a ser heróis não de um grupo apenas mas de toda uma sociedade que esquecendo o porque eles estavam em um presídio ou hospital psiquiátrico e deixando as pessoas perdidas ante tantas mudanças, e jovens se deixam levar para o caminho do erro como se fosse do acerto, já que este caminho oferece as vantagens do status e da renda fácil que o trabalho diário familiar não demonstrou possuir.

A tecnologia causada pela Internet veio para ficar e é sem dúvida alguma algo que várias pessoas temem desde o seu aprendizado até seus usos e costumes. Porque os jovens estão tão plugados e outras pessoas sentem verdadeira aversão pela atual tecnologia? O que tudo isto tem haver com a violência vista atualmente tanto nas grandes cidades como no próprio campo?

São as perguntas que vários e várias pessoas se fazem, e nesta forma de sentir começamos a visualizar mais um dos caminhos dos vícios e da grande escalada da violência em si, pois começamos a visualizar aqueles que passam a desenvolver os conflitos da era digital.

Negar os conflitos ou dizer simplesmente que são uma resistência não irá por certo ter nenhum efeito terapêutico ou auxiliar o sujeito na busca da sua integridade, menos ainda poderá ajudar a diminuir o sofrimento, as dúvidas e os desacertos familiares que vêem ocorrendo.

Fica aqui a questão do porque os pequenos movimentos costumam crescer tanto e dar certo e o porque a forma costumeiramente usada dentro da nossa democracia vem se deteriorando há tanto tempo. Que cada um de nós possa reavaliar seus conceitos, verificar suas posições sem sectarismos e sem vínculos com o passado que tão facilmente traz em si uma forma de encobrimento e passe a ter uma maior conscientização daquilo que quer individual quer coletivamente poderá acrescer em seu diário para tentar uma reversão deste quadro que assusta aos antigos e que generaliza a violência e falta de limites como algum natural e comum.

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