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QUALIDADE DE VIDA.
Uma quest�o de Op��o? Terezinha Lapa Tude de Souza
CRP 23745 - 5a RA
Gilberto Freire define bem em Casa Grande e Senzala, um tipo de fam�lia dentre outros existentes na d�cada de 30. Tal ocorr�ncia � ainda comum em nosso Pa�s at� hoje.
A forma multidisciplinar usada na �rea de Sa�de deriva da id�ia confirmada cientificamente e exaustivamente debatida do caldeir�o cultural que nos envolve desde desta forma familiar, passando pela religiosa e terminando no contexto social vigente.
Para os psic�logos cl�nicos e acredito para todos os PSI , a �rea social � de grande relev�ncia, visto que se pretende atingir como forma primeira de apoio e logo a seguir como um tratamento mais aprofundado a elimina��o do sofrimento do sujeito que nos procura para melhorar a sua Qualidade de Vida , e que de repente mostra-se como algo insatisfat�rio, n�o s� para ele pr�prio como para seu n�cleo familiar, gerando toda uma gama de sintomas tanto mentais como f�sicos, ao qual damos o r�tulo de somatiza��o.
Passando pela dificuldade de aprendizagem do menor e at� do adulto, fato comum e amplamente visto desde os primeiros anos de alfabetiza��o onde muitos se repentinamente est�o fora de um esquema probat�rio o que o leva a desistir de melhorar seus conhecimentos, indo a seguir as dificuldades da transi��o dos lutos na adolesc�ncia e maturidade, quer sejam estes lutos de pessoas, objetivos ou objetos que n�o chegam a alcan�ar. Chegamos no ent�o a hoje chamada terceira idade onde o apreendido fica apagado frente uma sociedade que valoriza corpos jovens e saud�veis deixando de mostrar a realidade em que desde a primeira inf�ncia at� a morte , a luta pela sa�de f�sica e mental e de uma qualidade de vida mais humana deixa de ser considerada pelo estere�tipo que n�s mesmos valorizamos dentro do nosso imagin�rio como forma de conceito padr�o a ser atingido de qualquer forma ou maneira, levando assim a uma profunda frustra��o e inadequa��o ao que realmente nos completaria, cabendo ressaltar tamb�m a quest�o do "diferente" que em nossa deformada vis�o leva a exclus�o social a v�rias pessoas que deveriam e devem estar junto a nossa sociedade, por serem cidad�os e portanto dignos n�o s� da nossa aten��o como do nosso fazer psicol�gico na inten��o da integra��o geral social.
A fun��o do Psic�logo � pois independendo da idade daquele que o procura levar a todos uma saud�vel Qualidade de Vida, atender a um � na realidade atender a fam�lia, pois aquele que ali est� nada mais � do que o representante de um todo em sofrimento, deixar parte deste todo abandonada � n�o servir a fun��o a que nos dispomos no momento do juramento de formatura, o que me parece ser o que mais vem ocorrendo no nosso discurso quando nos prendemos a que os fantasmas do arm�rio (n�cleo familiar) n�o esta inserido no contexto do enquadre.
De fato nosso cliente � ser �nico � a ele que deveremos voltar toda nossa aten��o e disposi��o por�m excluir seja f�sica ou mentalmente seu n�cleo e propiciar uma forma de afastamento que posteriormente nos trar� um novo trabalho de inser��o. Aceitar seus fantasmas traze-los a luz e se necess�rio encaminhar para outros colegas parte ou partes deste n�cleo tornar� mais agrad�vel e r�pida a melhora do nosso sujeito.
Da mesma forma o trabalho sist�mico familiar desenvolvido por alguns deveria ser considerado com muito mais acuidade por ser de fato algo relevante e que se bem desenvolvido poderia facilitar em muito as quest�es sociais pelas quais passamos. Vale lembrar aqui que Freud, S. j� antevia o processo da necessidade de atendimentos a toda popula��o que viesse no futuro pois a Qualidade de vida do sujeito est� implicitamente ligada ao social desde os tempos mais remotos.
Esta � a principal fun��o de um Psic�logo seja ele de qual linha for, servir e ajudar a diminuir o sofrimento humano, inclusive o seu pr�prio. Auxiliar a entender toda nossa trajet�ria humana e que os limites devem ser postos e usados por cada um de n�s dentro da liberdade de escolha, e que todos n�s temos direito a sempre ser, estar e desejar ser feliz.
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