Cômputo da vida


Régis Antônio Coimbra,
09 de julho de 2001


Viver não tem lógica...
Mas pode ser divertido

Pode ser terrível
e isso mesmo pode ser divertido

Não o horrível da coisa
mas o imprevisível

Quero certezas
mas ainda bem que não as tenho
Acho...

Ai! Como sofro!
Ai! Como alivio-me...
Será que gozo? Que sou feliz?

Não sei qual será o cômputo de minha vida
Não sei se terei sido feliz...

Como, ao menos em parte
filho de mim mesmo...
adapto Vinícius:
"filhos, melhor não os ter...
mas se não os temos,
como o saber"?

A própria vida é
mais difícil que a questão
de ter ou não filhos

Pois não há como ter vivido,
apenas como viver

Assim nunca sabemos se valeu a pena
E por razões inclusive atávicas
Somos suspeitos para dizer se está valendo...

Ora estamos deprimidos achando que estamos serenos...
Ora estamos eufóricos
Achando que finalmente as coisas fizeram sentido...

Depois
novamente deprimidos
achando que a euforia passou
e vemos as coisas de modo mais claro...

Ah... vida...
Não sei se haverei,
Mas hoje há vida em mim

Não basta, mas é tudo.

 

Hosted by www.Geocities.ws

1