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C�o de Castro Laboreiro |
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Estal�o |
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Breve Resumo Hist�rico Tem o seu solar em Castro Laboreiro, donde tirou o nome, desde antigos tempos, nada existindo de positivo que nos permita ajuizar a primeira origem. Deve ser tamb�m, � semelhan�a do C�o da Serra da Estrela, uma das mais velhas ra�as caninas da Pen�nsula. Encontra-se entre as Serras da Peneda e Soajo e os Rios Minho e Lima, a altitudes vari�veis, indo at� perto de 1400 metros. Em outros pontos do Minho e da prov�ncia do Douro tamb�m se v�em alguns exemplares. Ao centro e Sul do pa�s apenas raros chegam, pelo que passam em geral, despercebidos. |
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Aspecto Geral C�o tendendo para o rectil�neo, lup�ide tipo amastinado. Animal vigoroso, de agrad�vel conjunto morfol�gico e algumas vezes de vistosa pelagem. Desembara�ado de andamentos, �gil e nervoso, toma atitudes de franca hostilidade sem, contudo, ser brig�o. Tem um ladrar de certo modo caracter�stico, muito alto, come�ando em tons vari�veis, mas em geral graves e terminando em agudos prolongados como que uivantes. |
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Comportamento/Temperamento Companheiro leal e d�cil para quem com ele mais prive, � indispens�vel na protec��o dos gados contra o ataque dos lobos que, nas imedia��es do solar, ainda hoje abundam. Sentinela ideal pela vigil�ncia constante que exerce nos pontos confiados � sua guarda, rondando-os com frequ�ncia. Nobre de �ndole, tem a express�o severa e rude e a rusticidade de montanh�s. Toma, �s vezes, atitudes de franca hostilidade, sem contudo ser brig�o. |
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Cabe�a Regular de tamanho, denotando leveza e n�o empastamento; seca, sem ser descarnada; bem guarnecida de tegumento, mas sem rugas; maxilas potentes e bem cerradas; comprida e aproximando-se do tipo rectil�neo; bem inserida. |
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Regi�o Craniana
Cr�nio: Regularmente desenvolvido e ligeiramente saliente; sulco frontal quase nulo; perfil aproximando-se do rectil�neo; crista occipital pouco pronunciada. Chanfradura nasal (stop): Pouco acentuada, a maior distancia do v�rtice do cr�nio do que da ponta do focinho. |
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Regi�o Facial
Nariz: Bem desenvolvido, grande, direito, com narinas bem abertas e sempre preto. Chanfro: Comprido, forte, direito em toda a sua extens�o, adelga�ando gradualmente para a ponta do focinho, mas sem ser estreito nem pontiagudo. Boca: Bem fendida, de bei�os regulares, n�o pendentes, nada carnudos, ajustando-se bem e de comissuras pouco aparentes. Mucosa bocal, c�u da boca e bordos labiais fortemente pigmentados de preto. Dentes: Inteiros, brancos, fortes, adaptando-se bem e bem implantados em maxilas poderosamente musculadas. Olhos: Obl�quos � superf�cie da �rbita, amigdaliformes, m�dios no tamanho, perfeitamente iguais e bem abertos; de express�o severa e rude; castanhos, em v�rias tonalidades, desde o claro nas pelagens mais abertas, at� ao castanho escuro, quase preto, nas pelagens mais carregadas. Orelhas: Regulares (12 cm de comprimento por 12 cm de largura), pouco espessas e de forma aproximadamente triangular e arredondadas na ponta; pendentes, de inser��o um pouco acima da m�dia, caindo naturalmente, e palelamente, de um e outro lado da cabe�a, como que placadas. Quando o animal est� atento, a orelha volta-se para diante, ficando a face externa em posi��o anterior. |
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Pesco�o Direito, bem constitu�do, curto, de grossura proporcional, bem ligado ao tronco e de uma boa inser��o cef�lica, o que faculta � cabe�a um altivo porte e sem barbela.
Tronco
Linha superior: Dorso horizontal e de regular comprimento; regi�o lombar forte, larga, curta e bem musculada, ligando-se de uma forma harmoniosa com a garupa, que se lhe segue a constituir um plano do esterno �s virilhas. Peito: Em ogiva, alto. Largo e regularmente profundo. Linha Inferior: Ventre nada volumoso e at� ligeiramente retra�do, mostrando sens�vel diferen�a de n�vel entre as regi�es xifoid�a e p�bica, o que d� uma linha inferior de apreci�vel inclina��o do esterno �s virilhas. Cauda: Inteira, descendo at� ao curvilh�o, quando o animal est� sossegado. Tro�o caudal longo e grosso na base, muito encabelado por baixo. Cauda em alfange, de airoso porte, seguindo-se � garupa segundo uma bela linha de inser��o, mais alta do que a m�dia, e ca�da naturalmente entre as felpudas n�degas, mas destacando-se delas. De ordin�rio pendente, quando excitado o animal, a cauda ultrapassa a linha do dorso, inclina-se para cima, para diante e um pouco para o lado, mas nunca para baixo em trompa. |
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Membros anteriores e posteriores Muito correcto de dos quatro membros, quando vistos pela frente e por tr�s; de perfil, a correc��o mant�m-se nos anteriores; nos outro, a linha do curvilh�o abaixo inclina-se um pouco para diante da vertical (ligeiramente acurvilhados). Ossatura bem desenvolvida e bem coberta de m�sculos poderosos, sobretudo no bra�o e na coxa, que se apresenta bem fornecida de exuberantes massas musculares, facilmente apreci�veis por detr�s. Antebra�os e quartelas um tanto cilindr�ides. Articula��es e �ngulos articulares bem desenvolvidos; �ngulos de regular abertura, sendo o esc�pulo-humeral quase recto e o t�bio-t�rsico medianamente obtuso; antebra�os direitos e diminuindo gradualmente de volume de cima para baixo, at� � quartela, que se apresenta nem muito comprida nem dobrada em excesso (n�o quarteludo).
P�s: Proporcionais � corpul�ncia e mais arredondados que compridos, tendendo para o p� felino. Dedos grossos, naturalmente encurvados, sem desvios para fora (espalmados) ou para dentro (enclavinhados) e bem unidos. palmas grossas e cori�ceas; unhas bem nascidas, pretas ou cinzento escuro, lisas, rijas e de gastamento regular. Podem apresentar presunhos simples ou duplos. |
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Andamentos Movimentos de locomo��o r�tmicos e f�ceis, deslocando-se os membros paralelamente ao plano sagital do corpo. O passo normal e �s vezes o passo travado, s�o os que mais utiliza para se deslocar, a n�o ser que uma causa determinante o leve a mover-se mais apressadamente (trote ou galope).
Pelagem
P�lo: Grosso, resistente um tantorude ao tacto, ligeiramente ba�o, liso, bem assente em quase toda a superf�cie do corpo e muito basto; � predominante o p�lo curto (5 cm aproximadamente) e abaixo ou acima dele s�o raros os exemplares que o apresentam. Em regra � mais curto e basto na cabe�a, orelhas, onde se apresenta fino e macio, e nas extremidades, codilhos e curvilh�es abaixo; � espesso e longo na cauda, sobretudo por debaixo, dando-lhe uma maior grossura na parte m�dia e tamb�m nas n�degas, que s�o muito cabeludas. N�o tem pelugem. Cores: � vulgar o lobeiro nas suas tonalidades, claro, comum e escuro, vendo-se mais esta �ltima, exepcionalmente, podem aparecer no mesmo indiv�duo estas tr�s variedades em regi�es diferentes: o lobeiro escuro na cabe�a, dorso e esp�duas, o lobeiro comum no t�rax, garupa e coxas e o lobeiro claro no ventre, ter�os e bragadas. A prefer�ncia � a cor do monte, assim denominada pelos aut�ctones, considerada pelos criadores das regi�es castrenses como caracter�stica �tnica: pelagem composta, alobatada, pardusca, com cambiantes mais ou menos carregadas, no preto, tendo � mistura, no topo ou em parte, p�los castanhos, cor de pinh�o, ou avermelhados, cor de mogno. |
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Altura De 55 a 60 cm para os c�es e 52 a 57 para as cadelas. |
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Defeitos Qualquer desvio aos pontos referidos deve ser considerado um defeito, que dever� ser avaliado segundo o grau de gravidade.
Cabe�a: Muito volumosa, ossuda ou carnuda, muito estreita, comprida e pontiaguda. Ventas: De qualquer cor que n�o seja a preta, que � t�pica. Maxilas: Prognatismo ou enognatismo. Olhos: G�zeos ou desiguais em tamanho. Orelhas: De inser��o at�pica, muito grandes, carnudas e redondas (orelhudos). Surdez: Cong�nita ou adquirida. Cauda: Em trompa, rudimentar, amputada ou n�o existente. Pelagem: Malhada ou diferindo muito do tipo racial, albinismo. Corpul�ncia: Muito al�m ou muito aqu�m do normal (gigantismo ou nanismo). N.B.: Os Machos devem apresentar os dois test�culos completamente descidos no escroto. |
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