CAPÍTULO 08 - O GRANDE DÊNIS Aquela sucessão de explosões e a correria que se seguiu somente poderia significar que alguma anormalidade estava ocorrendo na base, percebi que todos os clones correram em direção á saída e que somente zrraals permaneciam na nossa vigilância, a tripulação estava em bom estado Sílvia e Lastra tinham ferimentos leves, causados pelos choques que a nave havia levado, Karin permanecia silencioso, Mecano observava com certo interesse o sistema que nos mantinha prisioneiros naquela sela, apenas Talul não se encontrava na mesma sala, pelo que pudemos perceber o jarboriano fora colocado sob fortes sedativos, a base não tinha uma prisão apropriada que pudesse deter esse ser, como alternativa os zrraals haviam se utlizado deste subterfúgio como maneira de deter Talul.
Bom, quanto ao capitão não sabemos o que é feito dele, mas como oficial em comando é meu dever se preocupar primeiro com a tripulação, tinha um plano, decerto aqueles zrraals não conheciam corretamente as maneiras e modos de agir dos seres desta galáxia, tentaria usar este fato como um fator a nosso favor. Expus meu plano para os oficiais, apesar do fator de perigo implícito no mesmo todos acabaram concordando, o plano era simples, eu e Mecano simularíamos uma luta, quando os zrraals entrassem na sela para nos apartar dominaríamos estes e tentaríamos ganhar a liberdade, apesar do disparate de forças entre humanos e zrraals tínhamos o shyrtwaniano ao nosso lado, a força física deste ser somente era superada pelo jarboriano.
Eu e Mecano iniciamos nossa simulação de luta, nossas duas tripulantes iniciaram uma série de gritos tentando chamar a atenção de nossos captores
- Socorro, separem aqui.....socorro
A voz forte e possante era de Lastra, quem diria que uma jovem tão delicada poderia gritar tanto? Sílvia não ficava atrás seus gritos eram bem audíveis.
Na simulação de minha luta com Mecano estava levando a pior o mecarnoniano era bem mais forte do que eu, em um combate verdadeiro não teria menor chance, ainda mais que a parte máquina de Mecano dava-lhe uma força similar até á do shyrtwaniano.
A figura de um zrraal surgiu em frente á saída da cela, olhando o que estava acontecendo, Sílvia e Lastra gritavam sem parar, talvez isso aliado ao fato de eu estar ensanguentado ( eu ainda não havia conseguido limpar o sangue que escorrera de meu rosto quando do ataque á nossa nave ) fez crer ao zrraals que nossa luta era para valer, vi de relance quando o alienígena mexeu nos comandos que abriam a grade energética, após a abertura dessa dois guardar vieram em minha direção no intuito de apartar aquela briga, bem era agora ou nunca.
- Karin, Mecano, agora.
Sob as minhas ordens o shrtwaniano rapidamente se atracou com os dois guardas, Mecano saiu da sala colocando o outro fora de combate, me surpreendi com a força que este possuía, por sorte somente havia três guardas ali, as explosões que ouvíamos ao longe nos deu uma ligeira razão para supor que algo muito errado acontecia na base naquele momento.
Uma vez livres de nossa sela Mecano estudou por alguns segundos os aparelhos em volta e descobriu quais eram as chaves que liberavam as grades de energia que prendiam nossa tripulação, em pouco tempo todos estavam libertos, bem tinhamos duas opções agora, uma seria tentar a todo custo chegar na nave e decolar daquele local, mas para isso teríamos de sacrificar o jarboriano e nosso capitão, de outro lado se não aproveitássemos da confusão que reinava na base naquele momento poderíamos não Ter outra oportunidade tão concreta de nos libertar.
Mecano neste momento me impressionou, o mercanoniano, usando sua parte máquina plugara-se em um terminal de computador e estava absorvendo os dados deste.
- Sr. Dênis, acabei de descobrir que dois jarborianos estão fazendo um grande estrago na base, além disso há um arsenal dos clones na sala ao lado, podemos armar nossos homens e tentar chegar até a nave.
Dois jarborianos? Bem não tinha tempo de pensar nisso agora, dei ordens para que Sílvia, Lastra e Karin conduzissem um grupo para pegar armas no arsenal, e para Mecano instruí que conseguisse localizar Talul, se dois jarborianos já deixavam a base em polvorosa tentei pensar como se sairiam com três.
Mecano acabou conseguindo localizar Talul, o jarboriano estava em uma sala alguns andares acima de onde estávamos, na confusão em que se encontrava a base acreditei que valia a pena o risco. Nos deslocamos até o primeiro túnel de elevação que encontramos, aquele setor da base estava realmente deserto, todos os clones e zrraals deviam Ter sido convocados para o combate com aqueles misteriosos jarborianos, aproveitando deste estado de coisas não demoramos muito para encontrar Talul, o mesmo estava em uma grade de contenção energética e ainda se encontrava sob efeito de sedativos, a grade foi facilmente desligada por Mecano, agora precisávamos dar um jeito de colocar Talul novamente em forma, pena que nosso médico de bordo não estivesse conosco, mas a sorte costuma ajudar um pouco as vezes, livre das amarras energéticas que o mantinham preso Talul deu mostras de que estava recobrando a consciência um acaso feliz.
Mecano permanecia ligado a um terminal e enquanto aguardávamos Talul se recuperar totalmente, me transmitia as informações, os misteriosos jarborianos faziam um belo estrago na base, mas por outro lado nossa tripulação fora descoberta e estava cercada no arsenal dos clones, resistiam bravamente, mas as plataformas antigravitacionais dos zrraals os mantinham sob cerco feroz.
- Senhor, obrigado pela ajuda.
Finalmente Talul estava em forma novamente, me comuniquei com Sílvia, querendo saber a situação do momento.
- Estamos em um impasse senhor, não conseguimos sair do arsenal, mas os malditos também não se arriscam a vir até aqui, espere, chegou um pelotão de clones, aquele falso Picard está comandando estes, estão mirando um canhão transformador para cá.
Nem sei direito o que aconteceu depois, Talul com sua estrutura celular já modificada indo em direção ás tropas que cercavam nossa tripulação, Mecano me informou que se furássemos o cerco o caminho para a USS BRASIL estava livre, pois todas as tropas disponíveis davam caça aos estranhos jarborianos, era nossa chance, não havia como procurar o capitão, teríamos de tentar nos lançar ao espaço sem ele.
Corremos, eu e Mecano, em direção ao arsenal, Talul havia chegado e destroçava as plataformas dos zrraals e dos clones, isso aliado ao fogo de barragem da tripulação fazia com que ganhássemos terreno em nosso esforço de chegar até a nave. A conexão de Mecano com o terminal havia nos trazido uma informação muito importante, o maldito aparelho que sugara as energias de nossa naves estava destruído portanto se chegássemos nela poderíamos partir deste inferno.
Não conseguíramos informações do capitão Marlon, ao chegarmos no arsenal pudemos ver que as forças de clones e dos zrraals fugiam do ataque insano do jarboriano, abrindo caminho para nossos homens.
- Karin, pegue algumas bombas, vamos ver se conseguimos destruir algumas naves.
Mesmo que alcançássemos o espaço aqueles malditos tinham um bela frota para nos perseguir, meu maior receio era aquela nave gigantesca que estava estacionada perto da USS BRASIL, enquanto Talul e a tripulação já devidamente armada abriam caminho instruí Karin a tentar colocar algumas minas naquele gigante e também em algumas naves próximas, estávamos quase alcançando a comporta da nave quando do nada apareceram os dois jarborianos que tanto estrago estavam fazendo, sem que dissesse nada um destes pegou algumas minas que estavam com Karin e foi cuidar de colocar nas naves próximas, as tropas zrraals e dos clones não sabiam direito o que fazer pois três jarborianos era demais para se enfrentar, por sorte eles estavam do nosso lado.
Não sabia ainda que aqueles dois seres na realidade eram nosso capitão.