USS BRASIL
CAPÍTULO 07 - MARLON EM AÇÃO

Ao rematerializarmos na nave imediatamente a mesma foi violentamente sacudida, estavam atirando em nós, me dirigi á sala de comando, ao entrar o caos estava á solta, Dênis havia caído e um forte filete de sangue escorria do mesmo. Sílvia estava em minha cadeira gritando ordens para todos.

- Karin, veja como estão os armamentos, dispare os foguetes e tudo que tivermos em direção a essa base. Lastra, tente entrar em contato com as naves da escolta.

- Mecano falando senhor, consegui inverter todas as transmissões de energia, mas os escudos estão apenas a 50% de seu potencial.

Neste momento mais um violento baque sacudiu a nave.

- Senhor transmissão da base alienígena

- Ponha na tela

A figura inconfundível de zrraal 1 apareceu na tela.

- Ah, capitão, pare com seus esforços, é questão de minutos para revertemos nossas máquinas e drenarmos sua energia novamente, ou se entregue pacificamente ou adiaremos nossos planos e destruiremos sua nave, ou se preferir posso mandar comandos e tomar a nave, poupe seus homens capitão.

Nossa situação era desesperadora, sem comunicações com nossa frota de apoio e com o perigo de termos nossa energia drenada novamente não havia como fazer frente aos zrraal, neste momento o jarboriano teve uma idéia que poderia dar certo.

- Capitão, se tivermos energia para entrar em dobra podemos sair deste inferno, precisaremos desligar os escudos e reduzir o sistema de suporte de vida para 30%, chance de sucesso 35%.

- Mecano, siga as instruções de Talul.

Mais um baque na nave, a violência foi tão grande que até o gigantesco Talul foi ao chão.

- Karin, como estão os foguetes?

- Sem energia senhor, quanto aos chasers também não temos como disparar.

Visualizei novamente o zrraal 1, esse mantinha em seu rosto(?), o que seria similar a um sorriso terrano.

- Desista capitão, não há como escapar.

Olhei em volta, aqueles homens, mulheres e alienígenas estavam com a vida por um fio, tinha minha responsabilidade para com eles, não adiantava sacrificar suas vidas em vão.

- Ok zrraal 1, nos entregamos

Olhei os olhos desanimados de minha tripulação, a excelente idéia de Talul precisava de tempo para ser posta em prática e tempo era algo que não tínhamos neste momento, estava com um plano se desenhando em minha cabeça, afinal para que serve um transmorfo?

- Zrraal 1, diga suas exigências.

- Pouse a nave no espaçoporto, lá terão novas orientações, não tente nada capitão já colocamos 10 naves no ar para evitar que tenha algum pensamento inútil.

- Não tentaremos nada zrraal.

- Sílvia, pouse a nave no espaçoporto da base zrraal.

Nosso pouso foi perfeito, imediatamente fomos recebidos por clones e zrraals armados que nos renderam e se apossaram da nave, toda a tripulação foi algemada e conduzida para um prédio que se assemelhava a uma prisão. O Jarboriano foi colocado em um estado de letargia por intermédio de um clone com uniforme de médico, eu fui levado para outro local, acho que o zrraal 1 queria falar comigo.

Resolvi colocar meu plano em ação, como estava sendo escoltado apenas por dois clones e um zrraal não teria dificuldades, usando minhas capacidades transmorfas assumi as feições de um jarboriano, com facilidade quebrei as algemas e ataquei os guardas, estes foram tomados por uma surpresa tão grande que não conseguiram chamar reforços e nem tiveram tempo de usar suas armas, matei os três com as próprias mãos em uma luta rápida, escondi os corpos o melhor que pude e assumi as feições do zrraal 1, como este mesmo tinha dito, o povo segue seus líderes.

Perdi alguns momentos me orientando, aquela base era gigantesca mesmo, mas logo me dirigi a umas construções que me pareceram ser o centro de comando, se conseguisse destruir o aparelho que sugava a energia da nave libertaria minha tripulação e daríamos o fora deste inferno.

No caminho cruzei com outros clones e outros zrraal, todos me cumprimentaram respeitosamente, minhas capacidades transmorfas me permitiam um disfarce perfeito, somente esperava não encontrar o verdadeiro zrraal 1 no caminho.

Ao entrar naquelas construções procurei uma central de informações eletrônica, conhecia aquele aparelho dos zrraal, ao colocar minha mão no aparelho este confirmou minha identidade como sendo a mesma do zrraal 1, ali consegui saber que a sala em que ficava o aparelho que drenava a energia da nave localizava-se perto do local aonde eram feitos os clones.

Era um plano arriscado, atacaria a central de comando daquela máquina como um jarboriano, quando tivesse destruído a mesma iria tentar destruir a sala de clones, não sem antes tentar saber quem já havia sido clonado, com meu cérebro programador em atividade não teria dificuldades em armazenar estes dados, nada me tirava da cabeça que altas autoridades de nossa galáxia já poderiam Ter sido substituídos por clones leais aos zrraals.

Finalmente me vi em frente á sala que procurava, como não havia ninguém no corredor reassumi a forma do jarboriano e entrei como um foguete, o primeiro zrraal que me viu nem teve tempo de acionar o alarme com as mãos destrocei rapidamente o infeliz, avançando em alta velocidade, como não sabia qual daquele emaranhado de máquinas poderia ser a que procurava resolvi destruir tudo, nessa forma não teria dificuldades de destruir as máquinas com as próprias mãos, a resistência dos clones e zrraals daquela sala eliminei em poucos segundos e iniciei a destruição.

É lógico que o alarme automático soou tão logo destruí o primeiro console, mas os corredores daquele setor estavam vazios, demorariam um pouco até chegarem ali, tempo suficiente para completar minha obra.

As destruir a última máquina, um autêntico pelotão de zrraals com armamentos pesados entrou pelas portas da sala atirando em todas as direções, consegui absorver os impactos e fiz uma saída para mim, me coloquei sob os braços de corrida utilizados pelos jarborianos e fui em velocidade alucinante ao encontro daquele pelotão, consegui derrubar a todos, sumindo rapidamente pelos corredores, quando me vi em relativa segurança assumi novamente a forma do zrraal 1, bem na hora, um novo comando surgiu no corredor á minha esquerda, imediatamente dei ordens para que fossem para a casa das máquinas pois o jarboriano tinha se libertado e estava encurralado naquele setor, sem questionar minhas ordens o comandante daqueles seres imediatamente deu suas ordens e se dirigiu para a destruída sala das máquinas, ganhei mais alguns segundos com isso, meu novo alvo era a sala de clonagem e me dirigi para lá rapidamente.

No caminho encontrei novos comandos e a todos mandei se dirigirem para a sala de máquinas, finalmente achei a sala, meus conhecimentos da linguagem zrraal me ajudaram sobremaneira, entrei na sala, por incrível que pareça a mesma se encontrava vazia, visualizei aqueles enormes aparelhos tentando adivinhar como funcionavam, mas desisti, a tecnologia zrraal realmente era complexa demais e muito avançada, finalmente consegui visualizar o que me levara até aquela sala, um terminal de computador zrraal, assumi a forma de um biotrônico, eram seres da minha galáxia com algumas características em comum com os borgs, ou seja eram um misto de máquinas com seres biológicos, nesta forma consegui me conectar ao terminal e absorver as informações ali contidas, meu cérebro suplementar programador sintetizaria esses dados, posteriormente poderia colocar isso em algum terminal da Federação, mas no momento este era o menor de meus problemas, um cientista zrraal adentrou-se á sala e imediatamente acionou o alarme, como já havia absorvido as informações que desejava, me transformei novamente em um jarboriano e iniciei a destruição daquelas máquinas, o cientista havia fugido, decerto fora chamar as forças de segurança da base.

A destruição das máquinas foi rápida, naquela forma acabei indo novamente para o corredor, o mesmo ainda se encontrava vazio, mas já escutava os passos fortes e apressados de um pelotão inteiro, imediatamente reassumi a forma do zrraal 1, resolvi que comandaria a busca daquele pelotão, ao me vislumbrarem percebi algo errado, o chefe do pelotão confabulou em voz baixa com um dos clones e imediatamente me vi sob fogo cerrado dos zrraal, de alguma forma meu disfarce havia sido descoberto.

Corri de encontro aquela muralha de zrraals e clones, já sob a forma do jarboriano, ao ultrapassar esse obstáculo qual não foi minha surpresa ao me deparar com diversas plataformas antigravitacionais comandadas diretamente pelo zrraal 1, por isso meu disfarce fora descoberto, encurralado tomei uma decisão meio que suicida, afinal o poder de duplicação natural em minha raça somente podia ser usado com muito cuidado, duplicações demais exigiam muita energia vital e eu poderia morrer se utilizasse esse poder em demasia, me concentrei, esperando que a forma do jarboriano conseguisse resistir tempo suficiente para completar o processo, por sorte consegui, ao se depararem com dois jarborianos o comando inimigo assustou-se consegui aproveitar esse momento de distração e furar o bloqueio, fui diretamente para a saída que dava no espaçoporto, eu e minha cópia ainda tivemos de enfrentar alguns clones que apareceram no caminho, mas nada que pudesse ser impecilho, queria me deslocar para a sala onde minha tripulação era mantida prisioneira.

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