POEMA
Busco, em vão, te dizer o que sinto,
Pois a fragilidade do verbo se faz presente.
Então faço do verso um aliado potente
Para suplantar este meu inoperante instinto.
Não és mais normalista
Nem tão pouco, eu, normal,
Pois tua presença me flui de um jeito tal
Que minha própria razão se esvai sem deixar pista.
Quero tua pele em minha mão,
Minhas mãos em teu rosto.
de tua boca eu quero o gosto,
E de teus olhos, o coração.
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