O BRASIL DOS INCONFIDENTESO texto a seguir é uma suposição do que poderia ter acontecido ao Brasil e ao Mundo, caso a Conjuração Mineira de 1789 tivesse tido sucesso. Fiz um arremedo deste texto há muitos anos (manuscritos perdidos, mas idéias ainda presentes na memória) e resolvi (re) colocar no papel, inspirado pelo texto da Patinha sobre a eventual vitória da Confederação na Guerra Civil Americana e as suas repercussões posteriores.
Após a delação do traidor Silvério dos Reis, os líderes da Conjuração fugiram das Minas Gerais, espalhando-se pelo país e lançando a boa-nova da luta pela causa da Independência; eles não apenas usavam como exemplo a Independência dos EUA como também a Revolução Francesa e todas as transformações daí advindas. O Exército Colonial Português era formado por 80% de brasileiros entre os praças e cerca de 40% de brasileiros entre os oficiais, além de haver muitos portugueses que já se sentiam como brasileiros; logo ocorreram sublevações em todos os pontos do território nacional e deu-se início a uma custosa e difícil Guerra de Independência.
A princípio, Portugal, enfraquecido, quis aceitar a perda de sua colônia, mas a Inglaterra patrocinou os portugueses e a guerra acabou se prolongando; o Exército Português foi acrescido de mercenários vindos, principalmente, da Prússia, Dinamarca, Suécia e dos Países Baixos. A maré da guerra, entretanto, virou a favor do Brasil com a entrada decisiva da França e dos EUA, com tropas, munição e recursos. A rendição final dos portugueses e mercenários deu-se em 1797 e foi oferecido a estes além da anistia, a cidadania brasileira; mais de metade deles aceitou a oferta, enquanto os demais foram repatriados para a Europa.
Imediatamente, foi instituído um Governo Provisório e criada a República do Brasil (RB). Entre os primeiros atos do Governo Provisório tivemos o fim da escravidão, a extensão da cidadania brasileira a todos os residentes, a criação do Exército Brasileiro (EB), da Marinha do Brasil (MB) e da Guarda Nacional (GN) e a transformação das capitanias em estados, que eram a saber: Rio Negro (norte do Amazonas e Roraima), Purus (sul do Amazonas), Xingu (sul do Pará), Grão-Pará (norte do Pará e Amapá), Maranhão, Piauí, Ceará, Potengi, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Laguna (Santa Catarina), Rio Grande, Mato Grosso, Goiás e Cisplatina (que aderiu a causa da independência e tornou-se um estado da RB).
No ano seguinte ocorreram eleições gerais para a convocação de uma Assembléia Constituinte, que definiu o Estado com a divisão em 4 poderes, a saber:
- Judiciário;
- Legislativo: Câmara (deputados eleitos por 2 anos, em número proporcional à população e distribuídos pelos estados) e Senado (2 senadores por estado, eleitos por 4 anos, sendo ½ renovável a cada 2 anos);
- Executivo: Conselho de Ministros (15 membros e 5 suplentes, eleitos em chapa, para mandatos de 5 anos, com direito à reeleição de todos os membros, podendo os nomes da chapa mudar. Os suplentes só seriam membros ativos em caso de impedimento do titular). Após a eleição da chapa, o Legislativo (Congresso) elegeria o Presidente do Conselho, entre os membros do Conselho, que teria as funções de chefe de governo;
- Moderador: Ouvidor-Geral da União, eleito para mandato de 8 anos, sem possibilidade de reeleição. O Ouvidor faria também o papel de chefe de estado.
Entre as cláusulas mais notáveis da Constituição de 1799 estavam aqueles itens que foram os norteadores do pensamento filosófico dos Inconfidentes e que foram mantidos em sua plenitude:
- Separação entre Igreja e Estado;
- Plena liberdade de pensamento, de expressão, de religião e de reunião;
- Educação pública, obrigatória e gratuita, para todos entre 7 e 14 anos;
- Voto livre e universal para todos os maiores de 18 anos (idade legal, para todos os efeitos), sendo que o voto feminino seria garantido ainda no século XIX;
- Reforma agrária, que beneficiou um grande número de pequenos agricultores e, principalmente, os ex-escravos.
- Proposição de mudança da capital da cidade do Rio de Janeiro para uma área a ser definida no Planalto Central (Brasília) e a criação de um Distrito Federal, nesta área.
Em 1800, aconteceram as primeiras eleições para os diversos cargos e neste mesmo ano tomou posse o primeiro Ouvidor-Geral, General Joaquim José da Silva Xavier e o primeiro Presidente do Conselho, Dr. José Bittencourt de Acióli.
Iniciou-se então o período chamado de 'Reconstrução Nacional', com a inauguração de escolas e universidades, a ocupação dos vazios interioranos, a vinda de imigrantes da Europa e da Ásia, o combate ao tráfico de escravos em direção ao Caribe e América do Norte, etc. Entretanto, logo a RB se coloca, seguido pelos EUA, ao lado da França de Napoleão contra a Rússia e a Inglaterra. Tanto a RB como os EUA enviam reforços e produtos para os franceses e estes conseguem derrubar o Czar e obrigar a Inglaterra a uma paz humilhante. A Europa se converte em uma grande Federação (liderada pela França), com a posterior presença da própria Inglaterra, visto que a Escócia e a Irlanda já tinham se aliado aos franceses desde o início.
Por sua participação ao lado da França, a RB incorporou ao seu território partes consideráveis da América Espanhola, criando vários novos estados, que foram: Entre-Rios (a parte da Argentina ao leste do rio Paraguai); Mesopotâmia e Chaco (ambos no Paraguai); Santa Cruz, Beni e Chuquisaca (os 3 na Bolívia); Atacama (norte do Chile e sul do Peru); Puna (parte andina do Peru); Loreto (parte amazônica do Peru); Equador; Cundinamarca (a parte andina e amazônica da Colômbia); Tiradentes (a parte litorânea da Colômbia, com acesso ao Pacífico e ao Mar Caribe); Orinoco (Venezuela); Costa Rica (incluindo o Panamá); Guiana (as 3 Guianas). Também a RB ficou com algumas ilhas caribenhas (Jamaica, Nova Esparta, Trinidad e Tobago, Martinica, Guadalupe, Barbados, Granada, Aruba, Bonaire, etc.), distribuídas pelos estados de Guiana, Orinoco, Tiradentes e Costa Rica. As terras do Acre foram inseridas no estado de Purus.
O restante da Argentina e o centro e o sul do Chile tornaram-se independentes com o apoio do Brasil, formando um único país: Províncias Meridionais da América (PMA); enquanto que os Estados Unidos Mexicanos (EUM) também conquistaram a sua independência e englobavam a América Central (até a Nicarágua, fronteira com a RB) e Cuba, Porto Rico, Haiti, São Domingos e algumas outras ilhas do Caribe.
Os EUA ocuparam: as províncias canadenses de Ontário até a Colúmbia Britânica e para o norte até a ilha de Ellesmere, as Províncias Marítimas, a região ao sul do São Lourenço e o Alasca (tomado da Rússia Czarista), além das Bahamas e Bermudas.
A França, grande vencedora das guerras européias, obteve a criação de um estado francófono na América do Norte (Quebec), que incluía: a Terra Nova, o Labrador e a Groenlândia.
O México assegurou: Texas, Califórnia, Nevada, Colorado, Utah, Novo México, Arizona, ficando os EUA, ao norte e a leste destes: Oregon, Idaho, Montana, Wyoming, Kansas, Oklahoma e Luisânia.
A França tornou-se a principal colonizadora da África Central e Meridional, enquanto a África Setentrional ficava com o Império Otomano, com exceção da Argélia e da Tunísia. Na Ásia, a Índia adquiriu a sua independência (inicialmente como estado associado à França), bem como a Indonésia. A Inglaterra manteve algumas colônias na África e na Arábia, além da Austrália e da Nova Zelândia. Na África, eram independentes apenas o Egito, o Marrocos e a Etiópia.
O Brasil lucrou intensamente com a vitória da França, pois ao país vieram cientistas, filósofos, músicos, intelectuais, fugidos da Europa e que trouxeram imensas contribuições. Por volta de 1825, teve início a construção da nova capital e de um canal na fronteira entre a RB e o México, passando pelo lago Nicarágua, ligando o Caribe (Atlântico) com o Pacífico; ambas as obras demoraram mais de 25 anos para serem concluídas e a transferência da capital para Brasília deu-se em 1844, no centenário do nascimento do grande Tiradentes. Posteriormente, já no século XX foi feito um outro canal, onde é o estreito do Panamá, estado da Costa Rica.
Em 1850, a RB passava por um grande crescimento econômico, da mesma forma que todo o continente americano. A Europa após curar as cicatrizes das guerras napoleônicas também iniciava um período de recuperação; em 1855, foi criada a União dos Estados Europeus (UEE); os estados autônomos europeus foram originalmente: Portugal, Espanha, Vascongadas, Irlanda, Escócia, França, Holanda, Baviera, Prússia, Saxônia, Áustria, Suíça, Itália, Hungria, Polônia, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Estados Bálticos, Checoslováquia, Rússia, Ucrânia, Grécia (que obteve sua independência dos otomanos). A Inglaterra (com Gales) aderiu 23 anos depois, a Islândia e a Geórgia entraram apenas no século XX, ao se separarem, respectivamente, da Dinamarca e da Rússia.
As 4 Grandes Guerras ocorreram entre a UEE e o Império Otomano (as 2 primeiras, uma no século XIX e outra no século XX), entre a UEE e a China (a 3a, também no século XX) e entre a UEE, a Índia e os países americanos, contra o Japão, a China e o Império Otomano (a 4a e mais devastadora delas, na segunda metade do século XX).
Na 1a Grande Guerra, a Europa consolidou a independência da Grécia e da Índia, assegurou a África Central e retirou dos otomanos quase todas as suas partes européias (Sérvia & Montenegro, Croácia, Eslovênia, Bósnia, Romênia, Bulgária, Armênia e Chipre), que entraram na UEE, como estados autônomos, com exceção de Chipre que ficou com a Grécia. O Império Otomano (IO) manteve na Europa: a Albânia e o pequeno enclave onde se situa Istambul. Mas no Oriente, o IO continua forte e poderoso, mantendo a Arábia, o Iraque, o Azerbaijão, a Síria, o Líbano, a Palestina, a Pérsia, o Afeganistão, a Ásia Central e toda a África do Norte (com exceção do neutro Egito), até o Sudão, Chade, Níger e Líbia. Ao fim desta guerra, surgiram estados independentes na Ásia (Sião, Indochina, Malaia) e na Oceania (Austrália e Nova Zelândia).
O período entre as 2 primeiras guerras trouxe uma grande prosperidade para o Ocidente (fim do século XIX e início do século XX), com novos inventos (automóvel, telefone, rádio, etc.), grandes ferrovias, intenso comércio marítimo, surgimento do avião (usado para fins bélicos pela primeira vez na 2a Grande Guerra) e também muita turbulência devido a questões sociais e trabalhistas, guerras locais e tribais, guerras de independência, crise do capitalismo. A UEE e o Brasil trataram logo de se adaptar aos novos tempos, para não gerar maiores problemas internos, porém situações graves com revoltas sociais ocorreram na Índia (que tornou-se o primeiro país socialista do mundo), nas Províncias Meridionais da América (que reprimiram com violência as lutas sindicais e trabalhistas) e nos EUA (que após um período de repressão aos movimentos sociais, optou pela conciliação seguindo a UEE). Nas Américas, o México era o país mais pobre e com mais problemas, que foram sendo paulatinamente resolvidos através de uma reforma agrária e da diminuição do poder da Igreja, porém ainda longe de atingir o desenvolvimento de seus vizinhos.
No limiar do século XX, o Brasil estava em um patamar de desenvolvimento comparado aos EUA e pouco abaixo da UEE; o fim da escravidão, a laicidade do Estado, o ensino público (que praticamente extinguiu o analfabetismo), possibilitaram a construção de uma sociedade mais equânime. Além disso, o Brasil, com sua ampla extensão, tinha magníficos recursos naturais, que proviam suas indústrias e eram exportados maciçamente. A agricultura e a pecuária eram fortes e bastante diversificadas. Sendo um participante discreto das 2 primeiras Grandes Guerras, a RB auferiu grandes vantagens deste distanciamento, ainda que desse apoio a UEE.
A 2a Grande Guerra teve os mesmos atores e trouxe uma vitória retumbante para a UEE e seus aliados (Egito, EUA, Etiópia, China, Japão). O Império Otomano perdeu a Albânia (ficando, na Europa, apenas com Istambul) e todos os seus territórios africanos (divididos entre Egito, Etiópia e a recém-independente Argélia), a Arábia (que tornou-se um reino independente), o Irã (formado pela Pérsia e pelo Afeganistão), a Ásia Central (que foi englobada pela China). O Japão lançou-se sobre a Indochina, as Filipinas (parte da Malaia) e a Nova Guiné (administrada pela Indonésia), visto que estes países tinham ficado ao lado dos otomanos nesta guerra. Os EUA incorporaram territórios no Pacífico, iniciando uma disputa com o Japão, com graves repercussões futuras.
Foi no ambiente tumultuado, ainda que criativo do primeiro quarto do século XX, que ocorreu a 3a Grande Guerra, entre a China e a UEE, pela posse da Sibéria. Uma luta inglória, terrível, com os soldados lutando contra as condições inóspitas do clima e da geografia. A China perdeu não apenas a Sibéria (incorporada à Rússia), como também a Ásia Central e a Mongólia, gerando uma grande frustração interna, que culminou com a derrubada do imperador e a criação de um estado militarista e totalitário, com intenção de recuperar os territórios perdidos e de restaurar a antiga glória do país. Para isto, a China contava com a aliança com o Império Otomano, estado absolutista, que enfrentava crises internas, conflitos étnicos, revoltas sociais, etc. e que nutria um ódio antigo contra o Ocidente.
Foi na metade do século XX que surgiram novas nações na África: Congo, Nigéria, África do Sul, Madagascar, Somália, Guiné, Mauritânia e Senegal; na Ásia/Oceania: Nova Guiné, Indochina (retomando a autonomia), Federação do Pacífico, Federação da Ásia Central. O Japão ficou profundamente insatisfeito com o novo arranjo internacional, pois teve que restituir a independência à Indochina, devolver as Filipinas para a Malaia e conceder autonomia à Nova Guiné. Um golpe de estado eliminou o regime parlamentar, esclarecido, transformando o país em um império absolutista, sob a figura hegemônica do Imperador. Além disso, o Japão demonstrava claro interesse em ocupar a vazia Austrália para poder transferir para lá, parte de sua enorme e crescente população. Uma outra revolução, fundamentalista no Irã, colocou a Índia em uma situação frágil. A Índia, que vinha tentando executar as reformas sociais tão necessárias, contava com pouco apoio do Ocidente e ainda tinha a ameaça da China; agora ela se via cercada e com problemas internos causados pela minoria muçulmana e pelos antigos donos do poder (exilados nos países vizinhos), que fomentavam a discórdia e os conflitos dentro do país.
A 4a Grande Guerra começou com a China se lançando sobre a Federação da Ásia Central, o que obrigou a Índia a intervir, visto serem aliados dos centro-asiáticos. O Irã e o Império Otomano declararam guerra á Índia e esta acabou tendo que sofrer as conseqüências de uma guerra em seu próprio território, com grandes perdas de vidas. Apesar disto, a Índia contra-atacou por via aérea e através do Himalaia, causando destruição em algumas cidades chinesas e iranianas. A UEE passou a municiar a Índia e navios e aviões passaram a ser interceptados e/ou destruídos, principalmente pelos otomanos. A UEE entrou na guerra, seguida do Egito, da Indonésia, do Sião, da Malaia, de Quebec, da Austrália e da Nova Zelândia. O Japão aproveitou-se para atacar os EUA, obrigando estes a entrarem na guerra. O Brasil manteve-se neutro, apesar de apoiar a Índia, mas não contava com o ataque das PMA, que eram aliados da China e do Japão, trazendo a guerra para dentro do continente americano. Além de defenderem o seu próprio território, os brasileiros enviaram soldados para combater os otomanos na África e nos Balcãs.
A 4a Grande Guerra aproximou-se de seu final com a invasão e capitulação do Império Otomano e do Irã, ficando a China e o Japão cercados. Nas Américas, os meridionais foram derrotados mais facilmente e seu território foi ocupado por tropas do Brasil, até que um regime institucional legítimo tomasse posse. A guerra terminou com o lançamento de uma 'arma terrível', desenvolvida em conjunto pelos aliados, contra as cidades de Hiroxima (Japão)e Wenzho (China), obrigando estes a capitular e sofrerem a ocupação dos vencedores.
O fim da 4a Grande Guerra, trouxe uma nova configuração ao mapa-múndi, a saber:
Nas Américas (que não sofreu modificações):
Quebec: 4.000.000 km2 e população de 15 milhões de habitantes; língua oficial: francês.
EUA: 16.000.000 km2, 200 milhões de habitantes; língua principal: inglês.
México: 5.000.000 km2, 125.000.000 de habitantes; língua principal: espanhol.
Brasil: 15.000.000 km2, 220 milhões de habitantes; língua principal: português.
PMA: 3.000.000 km2, 30 milhões de habitantes; língua oficial: espanhol.
Na Europa: UEE, incluindo a Sibéria, que entrou como estado autônomo, cerca de 17 milhões de km2 e 500 milhões de habitantes. O maior e mais rico país do mundo. Dos estados autônomos seriam monarquias: Espanha, Escócia, Inglaterra, Prússia, Áustria, Holanda, Dinamarca, Suécia, Noruega, Hungria, Grécia, Bulgária e Romênia; os demais seriam repúblicas. A capital desta grande federação seria Luxemburgo, que teria uma situação especial dentro da UEE.
Na Ásia:
Turquia, com o território asiático da atual Turquia, exceto a parte oriental (Curdistão) e apenas com a cidade-enclave de Istambul, na Europa;
Ásia Menor: Síria, Líbano, Palestina (Israel), Jordânia, Sinai e parte do Iraque;
Reino da Arábia: toda a península e parte do Iraque;
Ásia Central: Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Turcomenistão, Azerbaijão, Tartária, Bachkíria, Kalmíkia, Uigúria (parte ocidental da China atual).
China: metade da área atual (4.500.000 km2); sem a Mongólia Interior (incluída na Mongólia), a Manchúria (estado independente), o Tibete (federado com a Índia) e todo o ocidente (Uigúria); população de 700 milhões de habitantes.
Índia: com o Paquistão, Bengala, Ceilão, Nepal, Butão, Tibete; área de 7 milhões de km2 e população de 1 bilhão de habitantes (país mais populoso do planeta);
Irã (Pérsia, Afeganistão, Tadjiquistão e Curdistão: parte oriental da Turquia, norte do Irã e do Iraque); Sião (Tailândia e Mianmar); Malaia (Malásia, Singapura, Filipinas, Brunei); Indonésia; Japão; Coréia; Manchúria; Mongólia.
Na Oceania: Austrália; Nova Zelândia; Nova Guiné e Federação do Pacífico.
Na África: Egito (com Líbia e partes norte do Sudão e Chade, mas sem o Sinai); Etiópia (com Eritréia, partes sul do Sudão e Chade, Rep. Centro-Africana); Somália (com Djibuti, Tanzânia, Quênia, Uganda, Ruanda, Burundi); Argélia (com Tunísia); Marrocos (com o antigo Saara Espanhol), Mauritânia (com a maior parte do Máli); Senegal (com Gâmbia, Bissau, Cabo Verde, Burkina Fasso e parte do Máli); Guiné (com Gana, Libéria, Costa do Marfim, Serra Leoa); Nigéria (com Togo, Benin, Camarões, Níger e São Tomé & Príncipe); Congo (os 2 Congo, Gabão, Guiné Equatorial, Angola, Zâmbia, Malaui e Moçambique); África do Sul (RSA, Namíbia, Zimbabwe, Lesoto, Botswana, Suazilândia); Madagascar (incluindo a maior parte das ilhas do Índico).
O fim do século XX e início do século XXI encontraria o planeta em uma situação bem melhor que a atual, ainda que muitas mazelas permanecessem. Tendo havido predomínio da cultura francesa, o desenvolvimento tecnológico foi menor, porém houve um maior desenvolvimento na parte humanística. O ano 2000, neste contexto virtual, encontra-se cerca de 40 a 50 anos de 'atraso', em relação ao contexto real; começa-se a expandir a televisão (inclusive com aparelhos a cores), os aviões a jato, os satélites de comunicação; prevê-se a chegada à Lua, para os próximos 10 anos; não há, ainda: videocassetes, telefones celulares ou Internet... pelo andar da carruagem, ainda demorará de 20 a 30 anos para estas 'conquistas'. Por outro lado, diversas doenças (câncer, meningite, pólio, malária, sífilis, tuberculose, lepra) já foram totalmente erradicadas (não haverá o problema da AIDS) ou possuem curas possíveis e simples e outras moléstias encontram-se em vias de serem eliminadas ou diminuídas (esclerose múltipla, diabetes, hidrofobia, tétano). Ao contrário da parte técnica, a parte biomédica poderia se encontrar em um estágio mais avançado que o atual, inclusive nas áreas de genética, biotecnologia, clonagens, etc.
O esplêndido e destacado avanço cultural fez com que o ser humano tivesse muito maior interesse no semelhante, procurasse freqüentar os cursos relacionados, desse maior destaque a museus, bibliotecas, universidades, etc. Haveria um grande intercâmbio entre os diferentes povos com o intuito de um melhor aprendizado e conhecimento e menos por necessidades financeiras ou comerciais imediatistas. A parte de preocupação com o meio-ambiente e as respostas e equacionamentos estariam em um patamar muito acima do atual; não haveria efeito-estufa, buraco na camada de ozônio, etc. e o número de espécies ameaçadas seria bem menor do que o atual. A preocupação com a qualidade de vida e a interferência menor das religiões na sociedade (possibilitando o planejamento familiar e o controle da natalidade) fariam com que a população humana crescesse menos, houvesse uma menor agressão ao ambiente e um mais reduzido assalto às reservas naturais do planeta. O número de ricos, pobres e remediados seria, basicamente, o mesmo, porém haveria bem menos milionários e miseráveis ou excluídos; ou seja, poderia ser viver com muito mais dignidade do que atualmente.
Ao invés de termos passado por períodos críticos de lutas de classes, revoluções insanas, confrontos entre potências bélicas, poderíamos ter experimentado uma suave e tranqüila caminhada em direção ao socialismo, nominalmente apenas na Índia, mas na prática, adotado pela UEE, pelo Brasil, por Quebec, pela Austrália, etc.
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