FIAT LUX
Manh�
Voc� � meu amanhecer
A luz de meu sol
O alvorecer da minha vida, de meu dia
� a claridade que penetra
Por entre o vitral da janela;
P�ssaro mavioso e canoro
N�o emude�a
Cante em minhas manh�s,
Acorde-me, fa�a-me rastejar!
Voc� � o ar puro que respiro
Quando abro meu cora��o
E inflo meus pulm�es
N�o flua por debaixo da porta
N�o fuja, n�o se v�
Fique aqui comigo
Que o astro-rei est� se tornando
Infravermelho, esquecendo
Seus matizes violetas
Que foram cristalizados
Em um arco-�ris
Luz, lucidez, � a manh�
Tarde
Meio dia, uma hora
Sol pleno, brilhante
C�u azul, limpo
Sol abrasivo, abrasador
Calor, suor, tristeza
Espero o crep�sculo:
Muitas vidas se apagar�o
Mas n�o ser�o, nem eu nem voc�
N�o se esconda atr�s de Marte
Que ele est� eclipsado por minha paix�o
A noite est� caindo, V�sper
E voc� chega, voc� aparece
Luz, c�u r�seo-roxo do poente
Noite
Noites em cetim branco
Em len��is de seda
Por entre vasos de jade
E porcelana chinesa
Noites de estudos, contempla��es
� frio, faz frio
Preciso de seu ardor, preciso de voc�
Sen�o me volatizo,
Recosto a cabe�a
Na tepidez do travesseiro
Que logo estar� molhado de l�grimas
Vou chorar setenta e duas l�grimas
Por setenta e duas noites
Ser� que elas sabem que,
H� tr�s milh�es de motivos
Para que eu goste de voc�
Ser� que elas compreendem que,
Os sapatos de cetim branco
Me far�o am�-la para sempre
E se eu n�o tiver amor, eu morro
Ser� o fim de meu dia, escurid�o
Luz, ilumine minha noite
GUIGO 28/08/1973
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