CAPÍTULO 10 - DUELO DE TITÃS


Diário do Primeiro Oficial, conseguimos escapar daquele inferno, agora estamos dependendo de Sílvia para nos tirar desta regão, infelizmente não conseguimos localizar o capitão, deve estar preso na base dos zrraals, duas naves ainda nos seguem, uma é a última da frota dos clones, mas nesta profusão de poeira e partículas deve Ter perdido nossa rota, não identificamos a outra pequena que se encontra em nossos calcanhares , é incrível como consegue nos acompanhar nesta região, neste momento não temos tempo para investigar esse estranho, deve ser algum prisioneiro que conseguiu escapar da base inimiga no meio da confusão que fizemos.

Sílvia pilota com precisão, em nossa fuga não tivemos tempo de voltar pelo caminho pelo qual viemos, mas confiava que acharíamos a saída, nas telas óticas somente conseguíamos ver um espaço avermelhado, bem característico das regiões muito empoeiradas, Talul estava com Mecano na casa de máquinas, Karin permanecia grudado em seus controles de armamentos e Lastra tentava, até agora em vão contatar as 04 naves da base Alfa II que nos acompanharam até a entrada deste maldito lugar.

- Lastra, conseguiu algum contato

- Nada senhor, somente estática.

- Algum comunicado da pequena nave que nos acompanha?

- Não, ou também não consegue se comunicar ou não está interessada em manter contato, pelo menos não se demonstra hostil.

- Silvia vamos conseguir sair deste inferno?

- Saímos em coordenadas diferentes daquela que entramos, estou procurando me orientar melhor, acho que teremos algum trabalho para sair daqui.

- Sr. Talul, aonde está seu hipercomunicador, o mesmo conseguirá vencer a estática atual?

- Vou á minha cabine pegar o aparelho senhor.

- Seja rápido Talul, precisamos informar á Frota o mais rápido possível o que está acontecendo aqui.

- Sr. Comunicado da misteriosa nave que nos segue.

- Com visual?

- Não, apenas sonora.

- O que diz esse misterioso?

- Apenas nos alerta que uma nave dos clones ainda se encontra nas proximidades, também alerta que uma nave de combate dos zrraals pousou na base antes de sairmos das imediações da base, já desligou.

Bem, nosso misterioso acompanhante não queria se identificar....

- Sr, eis o meu hipercomunicador especial, vou ligar na aparelhagem de bordo, vamos ver se conseguimos algum contato com as naves de Alfa II.

- Ótimo, Lastra acompanhe Talul, precisamos de algum contato externo.

Talul efetuou as ligações e comutações necessárias, em pouco tempo seu aparelho estava operacional, Lastra acompanhava atentamente as instruções de funcionamento do aparelho, era nossa última chance de contato, neste momento nossa nave foi violentamente balançada, algo nos atingira.

- O que é isso?

- Um disparo de plasma direto senhor, capacidade superior ao das naves da frota, não deve ser a nave dos clones.

Novo impacto.

- Capacidade dos escudos reduzida para 30%.

- Sílvia nos tire daqui...

Novo impacto direto, nossos escudos foram exigidos em sua capacidade máxima, seja lá o que for que nos atingia era dotado de um poder de fogo tremendo.

- Karin responda ao fogo, o que está esperando.

O shyrtwaniano neste momento parecia um autônomo, disparava nossos chasers e os torpedos entraram em ação, pelos sensores Karin havia conseguido determinar a direção dos disparos que nos atingiam e revidava com todo o poder de fogo que dispunhamos.

- Senhor, uma transmissão da nave que nos ataca, são os zrraals.

Ponha na tela.

- Aqui é o zrraal 1 retornem á base ou se preparem para serem destruídos, sua nave não pode resistir muito tempo.

- Pois venha atrás de nós seu desgraçado.

- Sílvia, dobra 12

- Senhor, mal estamos conseguindo manobrar em dobra 2 quanto mais em dobra 12.

Novo impacto...nossos escudos ultrapassaram sua capacidade tomando energia de outros sistemas para absorver a tremenda descarga de energia que nos atingira.

- Dobra 12 Sílvia, se não escaparmos daqui imediatamente não sobreviveremos muito tempo.

- Impacto direto senhor, meus torpedos atingiram os malditos.

Enquanto isso na nave Anderlechiana

==================================================

Meus sensores captaram o gigante zrraal bem no momento em que a mesma lançava um devastador ataque contra a USS BRASIL, os canhões de plasma concentrado dos malditos por pouco não penetrou os escudos dos terranos, vi também que o contra ataque de Dênis foi devastador, os torpedos ultrafotônicos seguidos pelos canhões chasers também exigiram bem dos escudos adversários, mas mesmo assim não o suficiente, o próprio Zrraal 1 estava no comando de sua nave de combate, o clone de Picard comandava a nave da Federação sob o comando dos clones, o computador de bordo estava no meio do cálculo de rota para Anderlech, por alguma razão não se preocupavam comigo mesmo minha nave estando bem nítida em seus sensores, decerto seu interesse maior era na ultranave terrana, a mesma tentava aumentar sua velocidade, mas naquela confusão de poeira era impossível, ouvira pela freqüência de rádio que Dênis solicitara de Silvia dobra 12, impossível naquelas condições de vôo, o aparelho doj jarboriano também se mostrava inútil para vencer a estática, minha nave tinha condições de deter o couraçado zrraal, mas se me envolvesse perderia toda a condição de voar de volta para Anderlech, um sonho acalentado há 300 anos. Nestas condições de dúvida a USS BRASIL foi novamente atingida pelos zrraals, meus aparelhos mediram que o escudo chegara a 2% apenas, um outro tiro destes e minha tripulação se transformaria em um monte de partículas espalhadas no seio daquele amontoado de poeira cósmica.

- Computador, travar canhões ultraplasma na nave zrraal.

A impessoal voz do computador respondeu

- O travamento dos canhões influenciará no cálculo para o transporte até Anderlech, favor confirmar ordens.

Meu regresso ou meus amigos? O que seria o mais correto, a nave terrana neste momento apresentava-se com pouca energia, a fuga em velocidade de dobra 12 como solicitado por Dênis era impossível, os armamentos desta apesar de muito poderosos não chegavam a colocar a nave zrraal em perigo, bem, mesmo que ajudasse os terranos ainda teria a nave anderlechiana para programar novo vôo, resolvi ajudar meus amigos.

- Canhões ultraplasma em toda potência, atirar na nave zrraal, suspender cálculo de rota para Anderlech.

Meu disparo foi certeiro, com precisão milimétrica acertei a nave zrraal bem em sua cabine de comando, a mesma adernou violentamente, meus sensores captaram que a utilização dos escudos dos zrraals foi de 96%, dei ordens para que o sistema de mira automática bombardeasse incessantemente a nave dos malditos, uma saraivada de explosões se fizeram sentir na astronave dos malditos, a USS BRASIL, com a energia já novamente estabilizada também juntou-se ao pesado bombardeio de minha nave, foi quando um descuido imperdoável de minha parte pôs tudo a perder, no anseio de bombardear os zrraals me esqueci da nave da frota ocupada pelos clones, somente quando recebi em cheio o impacto de torpedos fotônicos foi que me dei conta de meu erro, nas naves anderlechianas o uso dos canhões ultraplasmáticos exigiam perto de 80% da energia da nave, enfraquecendo os escudos, o torpedo dos clones me atingiu em cheio, o violento impacto deixou minha nave praticamente inoperante, isso no exato momento que novos disparos de minha nave combinados com os disparos da USS BRASIL finalmente venciam os escudos dos zrraals e transformavam a mesma em uma infinidade de partículas tão pequenas que somente um microscópio extremamente potente permitiria a visão. O impacto foi tão violento em minha nave que desfaleci quase que de imediato.



Hosted by www.Geocities.ws

1