Mauritânia e Mali

A
Mauritânia, ou "terra dos mouros", é hoje apenas uma pálida imagem
do império de 500 anos atrás.
Entre os séculos XI e XVI, os
mouros (ou sarracenos, como também eram chamados os berberes saídos do
deserto ) apavoraram a Europa com suas incursões pelo Mar Mediterrâneo. Depois
de conquistarem o norte africano, invadiram a Andaluzia espanhola e a ilha da
Sicília, na Itália. a explicação de como tribos nômades de pastores chegaram a
tanto esta na posição privilegiada da Mauritânia, verdadeira
passarela entre a África Negra, ao sul do Saara, e os países africanos
banhados pelo mediterrâneo. Da África Negra partiam caravanas de até
1000 camelos com carregamentos de ébano, ouro e marfim.da Mauritânia saiam peles
curtidas, a goma arábica e o âmbar cinza.
Do norte africano chegavam escravos, cobre, lã, perfumes, peças de vidro e
cerâmicas.
A passagem de todas essas riquezas deu aos berberes um poder econômico extraordinário.Mas foi a chegada da cultura muçulmana, refinada e embalada
pelos ideais da guerra Santa pregada por Maomé, que permitiu a união das
tribos berberes e deu o impulso decisivo par a formação do império mouro.
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Os
manuscritos
do Saara
Os berberes sempre fizeram questão de prover o espírto com farto alimento.Nos poucos oásis do deserto,que serviam de ponto de parada no caminho das caravanas,criaram bibliotecas abastecidas com pergaminhos e primitivos volumes impressos em papel que versavam sobre as mais variadas áreas do saber.
Com o passar do tempo, cidades como Chinguetti e Ouanane, no meio do Saara, brilharam como importantes centros culturais da época.
No Saara mauritano de hoje , apesar das inevitáveis transformações trazidas pela modernidade, muitos filhos de pastores ainda são alfabetizados nas mahadras, ou "universidades do deserto".
As
lições veêm das bibliotecas do deserto, coleções preciosas de
manuscritos acumulados ao longo de mais de 500 anos e transmitidos de pai para
filho há dezenas de gerações. Ali
os estudantes aprendem gramática árabe e os fundamentos do islamismo, lendo
manuscritos escritos de próprio punho por doutores do mundo árabe.
Quando
a primeira estrela brilha no céu, no final da tarde,o jovem se inclina na
direção de Meca para a oração diária.Depois revigorado em sua fé ascende
uma lamparina e mergulha nas paginas carcomidas dos livros, ciente de que eles
só existirão em quanto houver gente interessada no saber que preservam.
para saber mais: