Hathor

A figura acima usa na cabeça o símbolo da Deusa Hathor, que é a Lua circundada por chifres de vaca. É um símbolo extremamente feminino: as antigas dançarinas do ventre dançavam nuas, nas noites de lua cheia, nos Templos dedicados a essa Deusa. Dançavam para a Deusa que lhes provia a fertilidade e a feminilidade.

A vaca é um animal produtor do leite nutriente e fundamental à vida. Numa maneira geral, simboliza a terra, abundância e abrigo.

Hathor, no Egito, simbolizava a deusa da alegria, da dança e da música (num plano terreno). No plano espiritual simbolizava a esperança e a renovação da vida, a alma das árvores.

Já na Suméria, a vaca era relacionada com a Lua, pois esta também rege as mulheres.

No budismo, a vaca simboliza a iluminação interior do homem e guia de almas.

Por outro lado, a Lua, como é comprovado cientificamente, influencia a Terra. Ela é o símbolo do suave, pois não tem luz própria.

Lua, em grego arcaico, é "mênstruos", ou seja, aquela que é mutável.

Daí vem "menstruação" e os estados mutáveis de humor de uma mulher: somos Lua Cheia quando exercemos nosso lado mãe, amiga, companheira e amante - estamos cheias de amor para dar. Sete dias depois tudo isso acaba: não temos nada para dar a ninguém, pois estamos na Lua Minguante. Sete dias adiante e a gente se recolhe, se esconde de todo mundo, esconde a cara, se acha feia, pois, afinal de contas, estamos na fase de Nova, mas, passados mais sete dias a coisa fica legal, passamos para o estado de Crescente, quando então começamos a ver a vida por um outro lado, afinal, dentro de sete dias estaremos na Lua Cheia novamente, e por aí o ciclo da vida se cumpre.

Benditas sejamos nós, mulheres de todo o mundo: nutrimos, alimentamos, conduzimos e iluminamos (como Hathor) e, ao mesmo tempo, somos mutáveis e misteriosas (como a Lua).

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