Os Egípcios

Como acreditavam na imortalidade da alma, embalsamavam os mortos,para que tivessem vida eterna. Produziam poemas,  construíram magníficos palácios e templos. Para escrever, os  egípcios utilizavam desenhos: os hieróglifos.seu governo era fortemente centralizado na pessoa do monarca, chamado faraó, também chefe religioso supremo, como sumo sacerdote dos muitos deuses em que acreditavam. O Estado controlava todas as atividades econômicas. A sociedade era organizada em classes: família do faraó, sacerdotes, nobres, militares,agricultores, comerciantes e artesãos - escravos. As maiores contribuições dos egípcios foram: os fundamentos de aritmética, geometria, filosofia, religião, engenharia, medicina; o relógio do sol; o sistema de escrita e as técnicas agrícolas. Hoje o Egito tem pouca identidade com os tempos antigos, mas o seu território, onde a natureza permanece basicamente a mesma - uma combinação especial do rio Nilo ccom o deserto - guarda os vestígios daquela que foi uma das mais importantes civilizações da Idade Antiga.

O Egito era uma estreita faixa de terra fértil, em meio a desertos.
As cheias do rio Nilo deixavam nas suas margens um limo fertilizante que permitia ao solo produzir os cereais necessários.Para os faraós a vida eterna era o princípio fundamental da civilização egípcia. Num antigo texto religioso, um rei falecido pergunta ao deus-criador: "Ó Atum, qual é a minha duração de vida?" E o deus responde: "Estás destinado a milhões de anos, uma vida de milhões." Para atender às necessidades da sua vida de milhões, os reis mandavam construir túmulos e templos mortuários que durassem para sempre. De fato, um dos nomes comuns para um túmulo era o de "casa da eternidade". O povo do Egito trabalhava voluntariamente para construir esses monumentos para os seus reis mortos, pois acreditava que, como deuses, os faraós tinham de ser devidamente tratados e aplacados. Muitos sepulcros imponentes e santuários maciços sobrevivem até hoje - cerca de 2.000 anos depois que a cultura que os criou declinou e morreu. Os túmulos conservam vivos os nomes dos antigos reis, realizando, num sentido real, a idéia egípcia de que "falar o nome do morto é fazê-lo viver de novo".

 

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