A dança do ventre, 

 Como exercício, é excelente para fortalecer não apenas os músculos abdominais, mas também a auto estima!  

A sua prática tem sido usada hoje como uma terapia capaz de superar bloqueios emocionais, corporais, de revigorar a sexualidade e de fortalecer a auto estima.   

 Como o movimento que parte do ventre mexe com o corpo inteiro, todos os músculos são alongados e enrijecidos e os órgãos internos massageados, além de atuar diretamente sobre o sistema reprodutor feminino.  

Embora esses  movimentos provoquem alterações no corpo, não há detrimento dos padrões estéticos impostos pelo ocidente, ao contrário do que acontece com algumas danças   ocidentais, onde, para adquirir a desenvoltura exigida é necessário tornar cartesiano o corpo feminino, colocando-o em uma moldura onde todas são iguais, alem , é claro, da eterna condição de ser jovem e magra.

                             

Com o amadurecimento na dança , somado a uma vivencia nas alegrias e frustrações do amor, a mulher e bailarina consegue absorver a dança em sua plenitude, transformando a experiência da vida afetiva em movimentos, só possíveis  com a explosão de sentimentos honestos e sinceros.

  No Oriente as crianças já aprendem com as mulheres da família como uma tradição e no cuidado  devido de ser apenas  uma criança.

Nós aqui também deveríamos de ter este cuidado, de não confundirmos um trabalho corporal destinado ao adulto com o infantil, com o cuidado de não agredir o universo infantil  pelo estimulo prematuro para a vida ativa e sexual.

Apesar de toda a seriedade com que se deve tratar a dança do ventre, muitas vezes ela é associada ao erotismo vulgar, fruto da mídia e do modismo.

Todas nos, que vemos a dança do ventre como algo sublime, temos a obrigação  de lutar contra esse estado de coisas, não fazendo e não permitindo que se faça concessões à exploração sexual da dança do ventre ,orientando as meninas que querem se iniciar nesta arte.

                        

 

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