Hosted by www.Geocities.ws

Almeida
Hosted by www.Geocities.ws

pedrabolideira

 

 

Muralhas da Praça de Almeida

 

Chave das terras de Ribacoa, Almeida conheceu sucessivos senhorios - leonês, mouro, português -, até que D. Dinis conseguiu a sua posse definitiva mercê do célebre Tratado de Alcanices, que marcou a nossa fronteira raiana com os espanhóis.

Por aqui passou D. João I nas suas investidas contra Castela e D. Manuel I, apercebendo-se da importância da fortaleza na zona, ordenou ampliações e uma dupla linha de muralhas. Pouco resta do castelo, arrasado em 1810 por uma desastrosa explosão.

Substancialmente diferente do castelo medieval, a praça-forte foi construída durante a Guerra da Restauração, em pleno período de adaptação das construções ao advento da pirobalística, isto é, a introdução das armas de fogo. As obras começaram em 1641 por iniciativa de D. Álvaro de Abranches, governador das Beiras, sob a direcção de João Saldanha e Sousa, e só terminaram nos finais do século XVIII, já com a participação do conde de Lippe.

O desenho da praça-forte é um hexágono quase regular com seis baluartes, de Santo António, de São Pedro, de São Francisco, de São João de Deus, de Santa Bárbara e da Senhora das Brotas (ou do Trem), bem como seis revelins (da Cruz, dos Amores, da Brecha, de Santo António, do Paiol, e Doble, também conhecido por do Hospital do Sangue), correspondentes às cortinas entre os baluartes.

O visitante impressiona-se com a profusão de cantaria em quase todo o perímetro, com quase 2500 metros, da fortaleza e também pelas suas únicas portas, de Santo António e de São Francisco (antes conhecida por da Cruz), desdobradas, como era uso na altura, em interiores e exteriores.

Encimando cada uma delas salienta-se uma guarita circular, sendo de sublinhar, por se tratar de caso único, a guarita quadrangular coberta por pirâmide junto da saída interior da porta de Santo António. O revelim em que se encontra esta porta é o maior de toda a praça, possuindo igualmente o fosso mais profundo, com quase 62 metros. A praça de Almeida alberga ainda armazéns de pólvora, de munições, quartéis de infantaria, cavalaria e artilharia, igreja para a guarnição, etc., que se conservam quase intactos.

Nas campanhas da Restauração foi constante a participação desta praça-forte - que chegou a ser a segunda do país, logo a seguir à de Elvas -, defendendo-se quer de assaltos directos quer como base de operações, como a do cerco de Castelo Rodrigo imposto pelo exército do duque de Ossura, que o general Pedro Jacques de Magalhães conseguiu desbaratar. A aliança com a Inglaterra levaria Portugal a um guerra com a França, Espanha e Itália, iniciada em 1761, tendo Almeida sido cercada um ano depois, capitulando o seu governador, o marechal-de-campo Alexandre Palhares (então com vetustos 81 anos), às mãos do marquês de Sarria, comandante do exército franco-espanhol.

Mais tarde, em finais de 1807 e princípios de 1808, esteve esta praça forte na posse dos franceses, sob a liderança de Junot, que se viu cercado por populares e grupos de soldados de oficialidade improvisada. A convenção entre ingleses e franceses acabaria por salvar os napoleónicos. Na terceira invasão francesa, Massena estabeleceu cerco a Almeida (1810) e das suas tropas sairiam os dois projécteis que provocaram uma terrível explosão no paiol, de que resultou a morte de mais de Soo pessoas e abriu dez brechas na muralha. Almeida capitulou, então.

Em 1844, um grupo de revoltosos contra o governo de Costa Cabral, comandados pelo conde de Bonfim, entrincheirou-se na praça de Almeida. O cerco durou dois meses e a rendição ocorreria diante do visconde de Fonte Nova, seguindo os seus principais oficiais para o exílio em Espanha.

In Portugal Eterno

 

 

Para voltar clique na borboleta

Hosted by www.Geocities.ws

1