QUESTÃO MESTIÇA


É um site sobre a quest�o dos mestiços e do racismo no Brasil.
C'est un site sur la question des métis et du racisme au Brésil.
Das ist eine Website über Mischlingsangelegenheiten und Rassismus in Brasilien.
Es un sitio sobre la cuestión de los mestizos y sobre el racismo en Brasil.
This is a website about the question of mixed people and racism in Brazil.







Reconhecemos a existência em muitos países de uma população mestiça de diferentes origens étnicas e raciais e sua valiosa contribuição para a promoção da tolerância e do respeito nessas sociedades; e condenamos a discriminação de que é vítima, especialmente porque tal discriminação pode ser negada devido à sua sutil natureza.

(Declaração de Durban, Questão 56)



We recognize the presence in many countries of a Mestizo population of mixed ethnic and racial origins and its valuable contribution to the promotion of tolerance and respect in these societies, and we condemn discrimination against them, especially because such discrimination may be denied owing to its subtle nature.

(Durban Declaration, Question 56)


Français/Español











NA��O MESTI�A VAI AO STF PARA DISCUTIR POL�TICA DE COTAS
Aqui


O MESTIÇO MULTIÉTNICO
Marcelo Pereira
Em português   En français


RAPPORT DE DOUDOU DIÈNE IGNORE LES M�TIS
Nação Mestiça
Ici


O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL
Leão Alves & Helda Castro de Sá
En español


RACISMO CORDIAL: QUAL � A SUA COR PREDILETA?
Félix Maier
Aqui


NEM PRETO NEM BRANCO
Sérgio Buarque de Gusmão
Em português  Auf Deutsch


MOVIMENTO NEGRO NACIONAL NÃO RESPEITA DIFERENÇAS
Aucides Sales
Em português    En français









ASSOCIAÇÕES DO MOVIMENTO MESTIÇO BRASILEIRO

BRAZILIAN MIXED-RACE (MULTIRACIAL) MOVEMENT ASSOCIATIONS

ASSOCIATIONS DU MOUVEMENT MÉTIS BRÉSILIEN

ASOCIACIONES DEL MOVIMIENTO MESTIZO BRASILEÑO




Nação Mestiça

ACRA

UNID (Mural UNID Online)

Resistência Mulata












IMPERIALISMO E RACISMO


Os sociólogos franceses Pierre Bourdieu e Loïc Wacquant denunciam no artigo "Sur les ruses de la raison impérialiste" (publicado no periódico Actes de la recherche en sciences sociales 121/122, Mars, 1998 - disponível em português aqui) o importante papel que as grandes fundações norte-americanas de filantropia e de pesquisa desempenham na difusão do pensamento "racial (ou racista)" norte-americano na Universidade brasileira e da polêmica "ação afirmativa" na nossa sociedade.

Os sociólogos franceses revelam, por exemplo, que Fundação Rockefeller, financia um programa sobre "Raça e Etnicidade" na Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Centro de Estudos Afro-Asiáticos da Univesidade Candido Mendes e denunciam que a Fundação Rockefeller "impõe como condição de sua assistência que as equipes de investigação obedeçam ao critério de affirmative action à americana".

No artigo "Democracia racial brasileira 1900-1990: um contraponto americano" (publicado pela revista uspiana Estudos Avançados, 30, 1997), o historiador norte-americano George Reid Andrews afirma entusiasmadamente que os financiamentos da Fundação Ford "foram crucialmente importantes no apoio a uma variedade de projetos centrados na problemática da raça: conferências e publicações, criação de arquivos sobre a história dos negros, atividades culturais e comunitárias e viagem de estudiosos, intelectuais e ativistas brasileiros aos Estados Unidos para conhecer e consultar seus pares americanos"e ressalta que outras influências externas e ataques "se combinaram para minar a hegemonia ideológica da democracia racial no Brasil".

O jornalista Paulo Moreira Leite mostrou em reportagem (Estado de S. Paulo, 30/4/2006), que a Fundação Ford é uma das grandes financiadoras do movimento negro no planeta. Pierre Bourdieu e Loïc Wacquant não mencionam a Fundação Ford. Cientes, no entanto, das pretensões supremacistas no movimento negro brasileiro e do problema do imperialismo cultural norte-americano, os renomados sociólogos franceses indagam:

"O que pensar desses pesquisadores americanos que vão ao Brasil encorajar os lideres do Movimento Negro a adotar as táticas do movimento afro-americano de defesa dos direitos civis e denunciar a categoria pardo (termo intermediário entre branco e preto e que designa as pessoas de aparência física mista) a fim de mobilizar todos os brasileiros de ascendência africana a partir de uma oposição dicotômica entre "afro-brasileiros" e "brancos" exatamente no momento em que, nos Estados Unidos, os indivíduos de origem mista se mobilizam a fim de que o Estado americano (a começar pelo departamento de recenseamento) reconheça oficialmente os americanos "mestiços", deixando de os classificá-los à força sob a etiqueta única de "negro"?



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RACISMO ANTIMESTIÇO


Em dois artigos publicados no Jornal do Brasil em abril e maio de 1972, J. O. Meira Pena desmascarou, segundo o sociólogo Thales de Azevedo, "a pretensão oficial de apresentar o Brasil como um país branco e ocidental, observando que "a questão da cor coloca-se indubitavelmente em nosso país. - em grande parte inconsciente, mas nem por isso deixa de existir. Se somos brancos, pretos ou mestiços, ou se o número de mestiços é mesmo, como desejam algumas publicações, 'diminuto' - o fato é que a nossa persona é branca". Nos anos 1980, o deputado e militante negro Abdias do Nascimento também denunciou que a publicação Brazil 1966, editada pelo Ministéio das Relações Exteriores, afirmava que "a maioria da população brasileira é branca, a porcentagem de sangue misto diminuta".

Em 1911, o racista (branco) João Batista Lacerda apresentou ao I Congresso Univesal das Raças, realizado em Londres, a comunicação "Sur les métis au Brésil" (Sobre os mestiços no Brasil). Nela, ele defende a seguinte tese (conhecida como "teoria do branqueamento" no mundo acadêmico): "La sélection sexuelle se poursuivant, achève toutefois de subjuguer l'atavisme et purge les descendants des métis de tous les traits caractéristiques du noir.Grâce à ce procédé de réduction ethnique, il est logique de supposer que dans l'espace d'un nouveau siècle les métis auront disparu du Brésil...". Isto é, com a "seleção sexual" - ou seja, o casamento de mestiços (mulatos) com os brancos (sobretudo os imigrantes), que, segundo Batista Lacerda, "purga os descendentes dos mestiços dos traços característicos dos negros" - "é lógico supor que no espaço de um novo século os mestiços terão desaparecido do Brasil".

"Nas regiões pouco povoadas", onde se encontram "mestiços de brancos e de índios...à medida que a civilização penetrar", eles "tenderão a desaparecer", conjecturou o renomado ideólogo racista. Quase um século depois em Durban, os militantes negros apresentaram, dissimuladamente no relatório oficial apresentado à III Confêrencia Mundial contra o Racismo, a nova teoria racista vigente no País: "Dados estatísticos e estimativas recentes indicam que a população negra representa 45% [7] da população brasileira...". A nota 7 explica que "para efeito deste relatório, considerou-se a categoria "população negra" como soma das categorias 'pretos' e 'pardos'...". Os mestiços desapareceram oficialmente do Brasil.

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RACISMO ANTIMESTIZO CONTEMPORÁNEO



Alianza política


"Ya en su discurso de investidura, el Señor Presidente de la República, Fernando Henrique Cardoso, inició una nueva etapa en el tratamiento dispensado por el Estado brasileño a la problemática racial: por primera vez en la historia, la autoridad máxima del país asumió la existencia y la relevancia del problema racial y reconoció la interlocución del Movimiento Negro..." *



Propuestas racistas

PNDH ** - I :

"Determinar al IBGE la adopción de un criterio que considere a los mulatos, pardos y pretos como integrantes de la población negra."

PNDH - II :

"Proponer al Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE) la adopción de un criterio abarcador con el fin de considerar a los pretos y pardos como integrantes de la población afrodescendiente."


___________
* Relatório do Comitê Nacional para o Preparação da Participação Brasileira na III Conferêcia Mundial das Nações Unidas contra o Racismo
** Programa Nacional de Direitos Humanos

Pardo - En el PNDH (Programa Nacional de Derechos Humanos)- I, un término étnico que designaba otrora al mestizo de origen blanco, indígena y negro (es decir, el mestizo multiétnico); en el PNDH - II, una de las categorías de color del IBGE, sinónimo arcaico de moreno.
Preto - Sinómino (hoy peyorativo) de negro.




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Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Ideologia Racista



"Coincidindo com o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial", o jornal O Estado de S. Paulo (22/3/2003) assinalou que o presidente Lula inaugurou a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), órgão com status de ministério que "vai combater a discriminação racial". Matilde Ribeiro, militante negra e chefe da SEPPIR, "tem a missão de trabalhar em articulação com os outros ministérios para não repetir iniciativas do governo passado, que, na avaliação de Lula, 'eram ações isoladas ou de caráter propagandístico'".

Segundo a Folha de S. Paulo (22/3/2003), "havia cerca de 500 convidados, a maioria ligada ao movimento negro". Entretanto, a Folha destacou o "'esquecimento' dos índios na cerimônia" oficial, que foi "interpretado como 'discriminação' por um dos únicos três representantes indígenas presentes, o vereador Jeremias Xavante (PL), de Campinópolis", que declarou à Folha: "Os índios também deveriam ter sido destacados. Os índios que têm dança poderiam também ter vindo dançar. Ficamos em segundo plano".

"Todo mundo pensa que o problema [indígena] é tão insignificante que esquecem dele. Temos muitos dos mesmos problemas que os negros, de acesso à educação, saúde e emprego. Também enfrentamos o racismo", acrescentou o representante Xavante. Segundo a Folha, "Lula disse que o 'foco principal' da secretaria serão os negros".

Em novembro de 2003, Lula reproduziu a teoria racista do enegrecimento durante a cerimôia em comemoração ao Dia da Consciêcia Negra, realizada en Alagoas: "Hoje, somos a segunda maior nação negra do planeta, só menor do que a Nigéria". Por outro lado, Lula ressaltou que "um levantamento do IBGE demonstra que apenas 6,5% dos brasileiros se reconhecem negros. Não há sintoma mais dramáico de racismo numa sociedade do que induzir um homem e uma mulher a negarem a sua prória identidade". Não há sintoma mais dramático de racismo num país do que a oficialização do discurso supremacista e da institucionalização de uma secretaria racista, como desmascarou Julia Duailibi, jornalista da revista Veja.

Sob o título "Paraíso negro em Brasília" (Veja, 14/12/2005) Julia Duailibi denunciou que a SEPPIR "tem sessenta funcionários, dos quais pelo menos 90% se declaram negros... Só 10% se declararam brancos. Além desses sessenta funcion´rios, também trabalha na secretaria mais de uma dezena de consultores contratados pela Unesco - e maioria deles, naturalmente também é negra. As demais ofertas cromáticas presentes no Brasil - os índios, por exemplo - não aparecem no quadro racial da Secretaria da Igualdade Racial. É um escândalo de discriminação justamente onde a questão racial deveria ser tratada igualitariamente não? Pode parecer, mas não é", afirmou a jornalista.

Entrevistada, Maria Inês da Silva Barbosa, diretora da área de políticas de ações afirmativas , explicou: "A direção da secretaria é toda negra. As outras minorias não estão preparadas para esta política. O acúmulo de conhecimento, de informação em torno da causa da igualdade racial está conosco".


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O mulato, segundo Costa Pinto *


O mulato, por defini��o, � um mesti�o de negro e branco. Neste fato simples e evidente, t�o �bvio que sobre ele muitos se escusam de meditar, reside, entretanto, nas condi��es peculiares � situa��o racial brasileira, um mundo de contradi��es sociais e psicol�gicas, sobre as quais, para agrav�-las, se tem acumulado grossa camada de opini�es superficiais, sem base na observa��o dos fatos, interpreta��es de t�o f�cil aceita��o quanto pobres de subst�ncia cient�fica. (p. 198)

(...)

Numa sociedade em que as posi��es de classe e de etnia t�o nitidamente se identificaram, e por tanto tempo, quanto mais branco, ou menos preto, o indiv�duo, maiores as suas oportunidades de transpor as barreiras � ascens�o social, que depende diretamente da cor [e?] de outros �tnicos aparentes. Essa vantagem do mulato sobre o negro como que � compensada pelo fato de, em conseq��ncia dela, o mulato estar sempre mais pr�ximo do que o negro de cruzar a linha social de cor, o que faz com que sobre ele particularmente incidam os estere�tipos que visam definir sua posi��o . Esta defini��o de posi��o � um problema quotidiano, permanente, constante, muitas vezes dram�tico,nem sempre consciente, vivido, entretanto, por todo mulato brasileiro que est� em processo de adquirir um status social diverso daquele em que permanece a maioria esmagadora dos que lhe s�o ernicamente semelhantes e dos quais ele socialmente se distancia.

Essa ambival�ncia reflete-se de mil maneiras, inclusive na multiplicidade de modos e palavras existentes para designar os diversos graus de mesti�agem e os diversos estados de maior ou menor receptividade ou hostilidade em rela��o ao mesti�o. Mesti�o, mulato, roxo, "moreno",pardo , escuro, tira-teima etc. etc, em diversos contextos de frases, indicam a procura de express�es que permitam refer�ncia � condi��o �tnica sem ferir a sensibilidade das pessoas a respeito das quais s�o usadas, ou, noutros casos, a inten��o deliberada de ferir. Tais voc�bulos, por outro lado, comportam, quase todos, os respectivos diminutivos, que s�o outras tantas variantes. Esses diminutivos, por sua vez, est�o longe de significar sempre carinho, do�ura ou afetividade, podendo muitas vezes traduzir desprezo e humilha��o. Dita de certa forma a express�o "mulatinho" pode ser t�o pejorativa quanto o voc�bulo "negrinha" (p. 200)

para indicar o �ltimo grau de ofensa e agress�o verbal. Embora n�o seja a �nica, a no��o subalterna impl�cita em muitas express�es que designam a mesti�agem � a de um nascimento ileg�timo.

Parece-nos haver aqui, no m�nimo, tres grandes linhas no sentido das quais esse processo de defini��o de posi��o tem lugar:

a) os mecanismos de defesa e purifica��o racial do grupo branco tendem a p�r em foco o que h� de preto no mulato, para assim reconduzi-lo ao seu lugar . Isto � feito de v�rias formas, a maioria delas de acentuada sutileza, pois trata-se de lograr o efeito sem violentar abertamente a opini�o confessa de que "no Brasil n�o existe preconceito racial"... A necessidade , ou melhor, a conveni�ncia de respeitar o grande slogan resulta em toda uma complexa etiqueta racial, que oferece �s vezes aspectos contradit�rios pois n�o raro a discrimina��o se faz, consciente ou inconscientemente, tratando-se o elemento de cor como se fosse branco, muitas vezes com exageradas amanilidades, liberalidade que em regra provoca ressentimentos, j� que tratar algu�m como se fosse � em certo sentido o mesmo que declarar-lhe claramente que n�o �. (p. 201)

(...)

De fato, o mulato, porque mesti�o de branco e preto, sofre menos do que este a a��o de certa ordem de preconceitos de marca, ou de cor, em que matiz da epiderme e outros tra�os aparentes da condi��o �tnica representam o crit�rio essencial da discrimina��o: neste caso, ele � ajudado pelo que nele h� de branco nele. Por outro lado, sua mesma condi��o de negro e branco faz com que ele seja encarado por certos setores do grupo branco como uma esp�cie de vanguarda de uma invas�o dos elementos de cor em geral, de todos os matizes, �quelas posi��es sociais em que o mulato mais facilmente do que o negro pode penetrar e que t�m sido, historicamente, em nossa sociedade, monop�lio do branco; neste caso, o que ele tem de negro � o seu grande handicap, pois � precisamente isso o que o estere�tipo focaliza e destaca, como que para compensar a vantagem obtida em conseq��ncia do que nele h� de branco. (p. 203)


* Passagens do livro O negro no Rio de Janeiro, publicado pelo soci�logo L.A. Costa Pinto em 1953.













ACÃO AFIRMATIVA (COTAS)/AFFIRMATIVE ACTION (QUOTAS)






CHEMINS TORTUEUX *
César Benjamin

Première partie
Deuxième partie
Em português

* Source: Autres Brésils


IDEOLOGIA TORTUOSA
Sueli Carneiro
Leia



DEBATE QUENTE *

Na Caros Amigos de junho último, César Benjamin escreveu um artigo ("Tortuosos Caminhos") sobre a adoção de cotas para negros no servi�o público (20 por cento). Na edição seguinte, julho, Sueli Carneiro, diretora do Geledés Instituto da Mulher Negra, rebateu os argumentos de Benjamin. Ao mesmo tempo, dois outros estudiosos do tema - Samuel Aarão Reis e Marco Frenette - enviavam para a redação textos também criticando a posição de nosso articulista. São os que publicamos agora, juntamente com a resposta tríplice de Benjamin.
Leia

* Fonte: Caros Amigos



ESTUDO REVELA SEMELHANÇAS ENTRE NEGROS, PARDOS E BRANCOS POBRES
Entrevista com Elmo Iorio
Leia


AOS CONGRESSISTAS, UMA CARTA SOBRE COTAS
Ali Kamel
Leia


EM BREVE, UM PAÍS DIVIDIDO
Yvonne Maggie
Leia


GENOCÍDIO ESTATÍSTICO-RACIAL
José Murilo de Carvalho
Leia


RACISMO NEGRO
Luís Nassif
Leia


OS MESMOS ERROS
Ali Kamel

INCLUÍDOS E EXCLUÍDOS
Luís Nassif
Leia os 2 artigos



CONTRA O MITO DA "NAÇÃO BICOLOR" *

A lógica beligerante implícita do estatuto e da lei de cotas é de que existem dois grandes grupos no Brasil: os brancos, opressores, e o negros, oprimidos. Isso se revela até no uso das estatísticas do IBGE - e um dos pontos fortes de Não Somos Racistas é a clareza com que o autor (que, além de jornalista, tem formação em ciências sociais) destrinça números para desmontar a falácia das cotas. Nas contas dos que defendem medidas do gênero, os negros são 48% da população, mas representam 66% dos brasileiros pobres. Kamel parte da mesma fonte - a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio para observar que, na verdade, os negros são uma minoria (veja o quadro).

Leia

* Fonte: Revista Veja

















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