By J�nior



Estaleiro

A chuva daqueles dias

D�vida

CTPS

Balada da pr�via despedida(Ao amigo Marcos Polo)

Tenho minha raz�o.

Alma noturnaAo amigo Daniel (Grow)

Po�tica (� Raquel)

Aqui onde dormem esses barcos,
Onde o mar dos dias � mais gelado e
Onde o a correnteza do tempo nos consome mais voraz,
Tamb�m dormem os sonhos, os desejos, as incertezas, os
desencontros, os corais...

Aqui onde a areia baila �bria e a brisa entoa a melodia triste
do existir, ouve-se ainda
A marcha f�nebre dos que partiram rumo ao horizonte, fica ent�o
o choro-desconsolo de mulheres
Que agora rezam, que dia-a-dia , sol � a � sol ainda h�o de
esperar.

Aqui onde a tarde � sempre cinza, onde paix�es sempre findam, o vento insiste em encher de esperan�a essas velas.
Os motores palpitam incessantes, teimosos, por�m os barcos, nos seus �ntimos realmente sabem...
J� est�o mortos.

in�cio



A chuva daqueles dias sempre me vinham com gotas de nostalgia.
Ah, as gotas daqueles dias!
Dias marrons, cinzentos, dias rom�nticos. Mas como ser rom�ntico
quando se estar s�?
Dias de beber caf�, de sentir frio, dias bizarros...
De banho na rua, de p�ra-brisa ligado,
guarda-chuva na m�o, dia dos namorados.

in�cio


Nossa Senhora desatadora dos n�s,
Da�-me a resposta para essa d�vida atroz.
Um poema escrever ou uma tela pintar?
Mas o poema j� foi pintado e a tela j� escrita.
Ser� o poeta que andou pela noite
ou o pintor que exagerou na bebida?
E agora o que vai lhes restar?
Deitar numa rede, esvaziar a garrafa, derrubar algumas cinzas,
Simplesmente esperar a noite chegar?
in�cio


Imenso mar azul de ondas branqu�ssimas, as palavras em teus seios
N�o s�o poemas, muito menos poesia. Flutuando sobre ti, palavras Formam esmola, caridade.
Mar de incertezas deitado em gaveta suja, praia mansa que n�o tem Brisa, nem coqueiro, barcos, nem vela.
H� apenas l�grimas, mulheres
Com filhos no colo implorando leite, suplicando um gesto teu.
Mas o peixe que vem de ti � podre, espinhento.
S� alimenta os que j� est�o fartos, saciados, que agora palitam os dentes
E cada vez mais adoram o �n�o�.
in�cio


Quando chegar a hora de eu partir
Para onde sopra o vento
Lembra de mim como um amigo
E n�o como tormento.

Quando os m�sicos da orquestra entoarem os primeiros acordes da inevit�vel alvorada,
Lembra que por tua vida um dia passei,
Mas que em ti jamais fiz morada.

Quando finalmente os �Gritos do Sil�ncio� tocarem
Os teus ouvidos,
Lembra de mim, n�o com l�grimas nos olhos,
Mas com nos l�bios, um largo sorriso.

Quando os p�ssaros passarem em revoada e a
Nostalgia voc� sentir como em todos os dezembros
Lembra de mim como um conforto
E n�o como lamento.

E quando a chuva chegar arrastando o novo janeiro
Saber�s que para mim jamais foi �ltimo, fostes sempre primeiro.
Quando ouvires o �ltimo pio da coruja e eu em definitivo
Estiver onde vivem os esp�ritos dos girass�is
Saibas que j� n�o serei mais eu, e sim serei v�s.

in�cio


Tudo que agora aqui eu diga � ti n�o ter� nenhum sentido
E sei que isso te provoca d� e espanca-te os ouvidos.
Sei que me chama de louco, sonhador, revoltado.
Queria eu ser um louco consciente da pr�pria loucura,
Um sonhador arquiteto dos pr�prios sonhos,
Ou ainda um motivo, uma causa da pr�pria revolta.
Do alto da minha loucura vos digo:
A riqueza das palavras s� tem mesmo valor quando
Convertida em atitude.
Pouco me importa se � mim trancas os ouvidos,
Pois sei que teus olhos cegar�o quando diante �s minhas atitudes.

in�cio


Deslumbra-me escurid�o radiante e luminosa,
Felinos sobre telhas, pestaneiam.
F�meas atrativas, perigosas.
Deslumbra-me tapas de paix�o, beijos perdoados,
Descontentamento m�rbido nas cal�adas, espuma branca embriagada.
Deslumbra-me movimentos multiformes, morma�o quente, sombrio.
E o sereno que � calm�ssimo, derramou-se e sumiu.
Deslumbra-me quando as �rvores j� respiram sonolentas, os c�es
j� uivando num angustiante cio,
Nessa hora at� o vento sopra frio.
Deslumbram-me a serenata das estrelas que nada sofrem se
comparadas a mim.
Eu que de t�o s�, deslumbro-me por ti.

in�cio


Da� asas as palavras, pois tua imagina��o j� � um p�ssaro a voar
sem pouso certo.
Invade o deserto branco e explora-o vorazmente com a gula de
flagelo suplicando p�o.
Arrebenta a porta do teu peito e liberta o movimento dos teus
dedos, deixa-os tecer o fio longo dos versos que aglomeram-se a todo instante.
Seguir�s a cantar as paisagens, as angustias, os amores, as diverg�ncias, n�o importa o tom da melodia, mas seguir�s a cantar.
Rir�s da dor alheia, brincar� com a pr�pria sorte, mas continuar�s a escrever, pois o elo de tuas letras n�o encontram barreiras.
N�o te importar�s com a est�tica liter�ria, n�o imitar�s os autores por ti favoritos,�( Antes de ler o livro que o Guru lhe deu voc� tem que escrever o seu)�.
Jamais te importar�s com a rima. Uma vez que teus sentimentos n�o possuem sons, como ir� rima-los?
N�o importa quando a guerra dos sexos, das incertezas, das solid�es, das paix�es vierem assombrar-te � alma, sei que n�o fugir�s, pois nesses momentos � que tuas mais te fortalecem.
Erguer�s a clava dos sonetos contra a inveja, empunhar�s a espada dos trovadores contra a falsidade humana.
E quando o vento vier arrastando com ele o clar�o da aurora que abre as janelas de um novo dia, acordar�s e novamente voltar�s a ser mortal.
Mas uma nova noite tamb�m h� de chegar e certamente com ela a poesia contida no teu sono vir� outra vez ver-te voar.

in�cio

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