Alma em flor (fragmento do canto III)

Parado o engenho, extintas as senzalas,
Sem mais senhor, existe inda a fazenda,
A envidra�ada casa de vivenda
Entregue ao tempo com as desertas salas.

Se ali penetras, v�s em cada fenda
Verdear o musgo e ouves, se acaso falas,
Soturnos ecos e o ro�ar das alas
De atros morcegos em revoada horrenda.

Amam o luar, entretanto, essas ru�nas.
Uma noite, horas mortas, de passagem
Eu a varanda olhava, quando vejo

� janela da frente, entre cortinas
De prata e luz, chegar saudosa imagem
E, unindo os dedos, atirar-me um beijo...

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