Era uma cidade simples, parecia que tudo ali tinha um significado, como uma lembran�a querida ou predestina��o. Havia um ar nost�lgico na cidade, talvez fosse porque apesar das ruas asfaltadas e as lojas e bares serem modernos, as pessoas que viviam ali conseguiram manter as flores, as �rvores como parte do ambiente. Sem d�vidas era a cidade ideal, todos sentiam uma energia de paz, como se s� existisse a tranq�ilidade... era dif�cil encontrar lugares assim, mesmo no mundo m�gico as pessoas eram apressadas demais, preocupadas demais e se podia respirar um ar cheio de polui��o, em lugares como o Beco Diagonal era raro ver flores, passarinhos sobrevoando o c�u, e Harry encontrou tudo num �nico lugar. - Uau! � exclamou Gina olhando em volta � Daqui a pouco eu vou pensar que estou realmente num cen�rio de filme... - S� que agora o g�nero mudou � corrigiu Hermione entusiasmada com o lugar � Estamos em Alice no Pa�s das Maravilhas, tudo isso � t�o encantador! - Que lindo! � debochou Draco � Voc�s gostam de desenhos infantis... parab�ns pela cidade, Potter. Mas devo admitir que eu n�o suportaria viver aqui, � tudo perfeito demais... - O Perverso Malfoy n�o ag�entaria ficar viver numa cidade t�o inofensiva � provocou Rony � Por favor, for�as do mal venham resgata-lo antes que ele fique doente... De certa forma pensou Harry At� que o Malfoy tem raz�o, quando a situa��o parece excessivamente perfeita � porque algo realmente muito podre est� por tr�s de tudo, ser� que isso � uma regra onde n�o existem exce��es? - Draco, voc� e essa sua mania de se pessimista � reclamou Rony olhando feio pra ele � Por qu� tudo ter que ser s�rdido ou hip�crita, na sua filosofia n�o h� nada que se salve de um julgamento ruim. - Voc� diz isso como se eu fosse algu�m que torcesse pras coisas sa�rem erradas, um inimigo disfar�ado � ele balan�ou a cabe�a � Saiba que essa � a ordem natural das coisas, n�o existe totalidade do bem e nem do mal, sempre h� uma por��o dois dos em cada ser que viva. A diferen�a � que alguma dessas duas personalidades se sobressai, formando algo considerado do bem ou do mal! - E voc� est� louco pra descobrir o lado podre das coisas, que ignor�ncia a minha... � disse num tom muito trai�oeiro � � claro! Est� � a sua fun��o na Terra, achar a face m� mesmo aonde sabe-se que isso n�o interfere. Francamente, suas atitudes s�o repugnantes... - Como voc� � ing�nuo, Weasley. Pra mim tanto faz se voc� quer ou n�o entender o que eu digo, eu s� estava tentando deixa-los em vigil�ncia constante, porque assim nenhum perigo poder� surpreende-los! � Draco ficou ofendido com a insinua��o e continuou firmemente � Eu posso ser qualquer coisa menos falso, eu n�o estaria aqui fazendo esse papel de rid�culo por pura falsidade, desculpe decepciona-lo, mas n�o faz o meu estilo. - Chega! � mandou Harry se colocando entre os dois � Eu sinto muito estragar essa discuss�o t�o importante, voc�s estavam empolgadinhos e tudo mais, no entanto PRECISAMOS PENSAR NO TALISM�! � ele gritou essa �ltima parte � Ser� que voc�s podiam concentrar seus �nimos nisso? - Uma discuss�o com o Weasley � mais divertida do que sair procurando um colar que cont�m sua alma aprisionada � Draco num tom c�nico, enquanto Rony se afastada batendo os p�s. - E um barraco nessa cidade certamente nos expulsaria daqui na mesma hora! � replicou Harry evocativo. �s vezes o Draco deixa as coisas de uma maneira que � dif�cil sentir pena dele, pensou Gina sem nenhuma m�goa ela apenas queria que ele fosse diferente e n�o queria gostar desse jeito sarc�stico com o qual ele tratava as pessoas em situa��es complicadas. *** *** - Qual ser� o time de Quadribol que vai se hospedar aqui? � perguntou Rony ansioso. - N�o sei, s� que eles ocuparam todos os quartos do hotel e agora vamos ter que ficar nessa casa prec�ria! � reclamou Draco indignado. - Como voc� sabe? � disse Hermione intrigada. - Olhe para a frente, Granger! Todos olharam curiosos e logo a sensa��o passou para perplexidade. As malas de Mione ca�ram no ch�o, e Gina soltou um gemido. - Harry! � ralhou Rony como se a culpa fosse inteiramente dele � Como voc� quer que a gente fique nesse neg�cio! � e apontou para a casa. - Sinceramente � lamentou Harry olhando com desaprova��o para eles � Se esqueceram que a gente ficou uma semana perdidos no meio do nada, eu sei que isto n�o � um pal�cio, mas j� � algo em que a gente possa dormir. Mas Harry havia exagerado quando defendeu a casa, ela era totalmente de madeira, uma madeira grossa e gasta pelo tempo. Com uma escada de pedra que dava acesso a porta grande e pesada. As cortinas eram com babados brancos e s� havia duas quatro pe�as muito pequenas. Quando eles entraram os m�veis tinham a apar�ncia de d�cadas, porque eram r�sticos e um formato antigo. - Uau! � concluiu Gina em tom definitivo � Isto n�o � uma casa, e sim um museu! Como bons adolescentes eles n�o tiveram muito que arrumar na casa, apenas dividiram um quarto com cama de casal com as meninas e outro com um beliche e uma cama separada para os meninos. As outras pe�as eram a cozinha e o banheiro, a casa tinha um forte cheiro de mato, talvez porque ao em vez do quintal havia uma floresta nos fundos. Mas apenas ao entardecer eles resolveram ir ao bar da cidade, Coruja da Meia-Noite para investigar a morte dos pais de Harry. Hermione trancou a porta e estava indo em dire��o aos outros quando a corujinha voltou quando colidindo com seu rosto, ela parou a alguns cent�metros batendo as asas alegremente. Hermione sorriu. - Finalmente voc� chegou! � falou entusiasmada � Trouxe uma resposta pra mim? E assim a corujinha depositou a carta nas m�os dela, e como recompensa recebeu um agrado. - Algum problema? � perguntou Harry. - N�o � disse num tom feliz � Sua coruja acabou de voltar, Draco. Podem ir que logo eu alcan�o voc�s. - Ta legal! Rony olhou desconfiado para Hermione, mas preferiu n�o dizer nada, afinal se ela queria ter segredos isso era problema dela. Mione abriu a porta e entrou em seu quarto, pelou em cima da cama e come�ou a ler apressadamente a resposta de Krum: Querida Hermione, Eu tamb�m estou morrendo de saudades, tenho certeza que voc� continua linda como sempre! Eu n�o entendi o que voc� est� fazendo fora de Hogwarts essa �poca do ano, no entanto sei que deve ser algo importante e n�o farei mais perguntas sobre o assunto. Hoje estou viajando para uma nova cidade, onde a gente vai treinar para a pr�xima partida do campeonato nacional, dizem que � um campo novo e nosso patrocinador est� insistindo, o nome da cidade � Godric�s Hollow! Hermione levou um susto, quando ela poderia imaginar que V�tor Krum fazia parte do time que viera se hospedar no hotel! Isso � uma excelente not�cia! vibrou consigo mesma. Nos vemos mais tarde... Beijos do seu V�tor Krum. PS: Da pr�xima vez mande outra coruja porque essa � muito nova e se perdeu no caminho. Ela colocou a carta no cora��o e deu um longo suspiro apaixonado, para logo em seguida apanhar uma pena e come�ar a escrever a resposta na qual ela avisaria que como estavam na mesma cidade ela iria v�-lo no hotel, afinal um namoro n�o podia ser mantido apenas por correspond�ncias. *** *** Eles entraram no bar local, e foram direto ao homem atr�s do balc�o. Ele era calvo e tinha um nariz pontudo. - Voc� poderia nos dar uma informa��o? � pediu gentilmente. Os olhos do homem ca�ram sobre a cicatriz de Harry e quase o fez ter um choque. - Caramba! � foram as primeiras palavras que o dono do bar conseguiu pronunciar � Voc� n�o � o famoso Harry Potter? Harry olhou constrangido para o ch�o, ele estava t�o ansioso para descobrir algo do seu passado que se esqueceu de esconder a cicatriz. - Sou � falou sem gra�a � Mas, por favor eu queria que ningu�m soubesse... - Ah, tudo bem � confirmou num tom de voz baixo, como se fosse o maior segredo que ele guardava � Me diga, o que voc� procura aqui? - Eu queria saber se alguma pessoa foi visitar a minha casa logo depois que os meus pais foram mortos por Vol... Voc�-Sabe-Quem? - N�o � garantiu firmemente � Quer dizer, absoluta certeza eu n�o tenho, mas muitas pessoas ficaram com medo de passar perto da sua casa, mesmo quando souberam que voc� havia derrotado o Lord das Trevas, a concentra��o de Magia Negra continuava pairando sobre l�. Por qu�? - Eu n�o posso responder � Harry sabia que isto era desagrad�vel, por�m n�o existia outro jeito � S� precisava saber quem investigou o caso? Porque algo importante foi perdido na casa e eu preciso encontrar... - Desculpe, Harry � lamentou-se � O medo era muito grande na �poca, ent�o mant�nhamos a maior dist�ncia poss�vel dessa hist�ria. Percebendo a decep��o de Harry, o dono do bar resolveu mudar de assunto, porque era uma honra receber o Menino-Que-Sobreviveu e nesta ocasi�o ele n�o queria que Harry ficasse triste. - Voc�s n�o querem consumir alguma coisa? - Claro! � Draco adiantou-se cheio de atitude � Queremos quatro cervejas amantegadas... - Por acaso voc� quer nos deixar b�bados? � desconfiou Gina. - � um h�bito muito comum entre os trouxas � argumentou como se isso fosse a coisa mais normal do mundo � quando algo muito desanimador acontece, eles ficam inconscientes para esquecer o problema. Eu j� experimentei isso nas festas que os meus pais davam, e achei bem legal! - Ta bom, vou cogitar essa hip�tese caso eu queira queimar neur�nios � replicou Gina com veem�ncia. - Vamos! � insistiu empurrando um copo para cada um � Quantas vezes voc�s j� beberam isto em Hogsmeade? S� porque voc�s est�o comigo isto n�o quer dizer que um copo de cerveja amantegada ser� mais prejudicial... - Minha primeira bebedeira com um Malfoy! � disse Rony categoricamente. Eles come�aram as tomar goles e mais goles, mas Harry n�o pronunciou uma palavra sequer durante todos os vinte minutos se seguiram, ele precisava pensar num jeito de encontrar o maldito talism�, mas que jeito seria esse era o problema... Hermione entrou no Coruja da Meia-Noite e logo avistou seus amigos sentados no balc�o e percebeu que Rony, Draco e Gina conversavam normalmente, no entanto Harry parecia preocupado. - O que houve? � ela se referiu a Harry num tom de uma m�e preocupada. - Nada � respondeu tristemente � Este � o problema, ningu�m sabe nada sobre o talism� que foi perdido na noite em que os meus pais morreram. - N�o fique assim... � ela o consolou � Tenho certeza que vamos acabar encontrando a solu��o pra isto, ali�s, n�o foi sempre desse jeito? - Eu n�o sei, Mione � sua voz tinha um tom definitivo � Voldemort pode sentir o talism�, ser� muito mais f�cil para ele encontra-lo. Voc� n�o se lembra que ele disse que a sua magia quer que seu dono a ache? - Bom, Harry hoje eu vou visitar o V�tor Krum � ela sorriu � Descobri que � o time de Quadribol dele que est� hospedado aqui! N�o � o m�ximo? Rony se virou bruscamente com a testa enrugada. - Por acaso eu ouvi que voc� ir� visitar seu namoradinho hoje? � perguntou num tom amea�ador. A resposta de Hermione foi ela dar de ombros desdenhosamente. - Ser� poss�vel que nem aqui ele vai nos deixar em paz? � disse Rony. - Rony, voc� n�o precisa ir comigo eu n�o estou te obrigando... � replicou com uma nota de m�goa � Isto � problema meu... - Ah, mas de jeito nenhum eu vou te deixar sozinha com aquele cr�pula... � Rony meio que gaguejou esta parte, na mesma hora em que Harry tentava conter um sorriso, porque a cena estava muito engra�ada � Ele pode tentar fazer algo errado com voc�, e da� quem vai te proteger? J� est� decido vamos todos juntos visitar o V�tor Krum... - Ei Weasley, n�o me inclua nesse programa rid�culo! � avisou Draco, mas quando ele percebeu a express�o furiosa de Rony logo acrescentou � Sabia que o Krum � o meu �dolo? Vou adorar pegar um aut�grafo com ele... - �timo! � concluiu apressadamente � Ent�o vamos? Hermione olhou com incredulidade para ele, mas assim eles foram para o hotel. *** *** Eles chegaram num grande sal�o com uma grande escadaria, e uma sala tipicamente bruxa. Com alguns objetos estranhos que Harry nunca vira na vida, quadros falantes que geralmente n�o falavam nada, uma mesinha flutuante com charutos e v�rias edi��es da revista Seman�rio das Bruxas. N�o havia elevadores, mas uma se��o com v�rias lareiras e P�s de Flu com variadas cores e aromas, que tinham especificado a dist�ncia ideal para cada um deles, perto, em outro estado, em outro pa�s, outra dimens�o e realmente muito longe! No balc�o, um duende vestido com um uniforme azul e preto elegantemente anotava os pedidos dos quartos e informava os hospedes, seria ali que eles tinham que perguntar qual era o quarto de V�tor Krum. Hermione estava t�o apressada que por pouco n�o bateu num duende que levava uma bandeja com bolinhos de caldeir�o e varinhas de alca�uz. Assim que chegaram ao balc�o Harry picareou para chamar a ten��o: - Boa noite! � cumprimentou o duende � O que desejam? - Quer�amos saber qual � o quarto do Sr. Krum, por favor? � disse Hermione. - Voc�s s�o f�s? Tem hora marcada? � disse analisando os meninos dos p�s a cabe�a. - N�o, eu sou a namorada dele � confirmou Mione num tom de superioridade � Estamos aqui para fazer uma surpresa para o V�tor, gostar�amos que o senhor n�o o avisasse. - Muito bem! � concluiu o duende num tom desconfiado � Esperem um momento... Ele saiu de tr�s do balc�o e todos puderam perceber que se comparado a Draco, Harry e pior ainda a Rony o duende podia ser confundido com uma miniatura, no mundo dos trouxas ele seria chamado de an�o. No entanto ele carregava cinco frascos pequenos com uma po��o rosa dentro, e na outra m�o um objeto cumprido, por�m n�o muito grande que terminava numa boca retangular que se assemelhava com um aspirador reduzido. - Bebam! � mandou entregando um frasco a cada um. Harry olhou desesperado para Rony, n�o seria perigoso beber aquilo? Podia conter algum feiti�o, um envenenamento, qualquer coisa da qual eles devessem temer. Por isto Harry continuou im�vel at� Rony explicar: - Pode beber � garantiu com um sorriso � � uma po��o que revela nossas inten��es, caso a gente pretenda matar Krum eles saber�o disso, mas como n�o vamos fazer nada parecido n�o precisa se preocupar. - Eu j� li sobre isso, � a po��o Pensatium, quase que uma irm� g�mea do Veritaserum e este objeto � um Reitor de Inten��es, ali ficam armazenados nossos sentimentos, e se a luz vermelha acender quer dizer que temos m�s inten��es e se a luz verde acender mostra que estamos inocentes de qualquer acusa��o � explicou Hermione satisfeita em saber mais do que os trouxas comuns em geral. Finalmente eles beberam o l�quido rosa e Harry sentiu uma pulsa��o incomoda, como se sua pele estivesse pulando ou ainda com algo muito inchado que estivesse latejando. Ent�o ele olhou para seus bra�os e teve um grande susto: Sua pele estava mudando de cor repetidamente, primeiro vermelho e depois verde, como um pisca-pisca. Harry se divertiu com esta impress�o no m�nimo engra�ada, apesar de ser estranho ter sua pele mudando de cor como um painel eletr�nico colorido. - Hermione voc� fez um relat�rio muito prestativo sobre a po��o Pensatium, s� esqueceu de contar um detalhe: que eu iria piscar igual a um sinaleiro ambulante! Depois o duende pediu que fossem estendendo o bra�o e assim ele passava o Reitor de Inten��es. Primeiro foi Draco e muita luz prateada saiu de seu bra�o e se concentrou dentro do objeto, assim que a boca retangular sugava tudo e Draco voltou ao normal. A luz verde piscou. E um a um foi passando pelo teste, e quando chegou a vez de Harry ele n�o soube dizer se aquilo era apenas uma simples po��o ou se era uma tortura. Contudo se experimentar o P� de Flu foi nauseante, agora Harry sentiu como se aquilo estivesse sugando sua energia, e a luz n�o lhe permitia enxergar nada com perfei��o e uma atmosfera leve e boa passou por ele como um r�pido sopro. Foi tudo confuso e terminou ligeiramente quando seu corpo e sua cabe�a voltaram ao normal. - Quarto 502 quinto andar corredor � direita � informou o duende e com uma rever�ncia exagerada se retirou. - Em outras palavras, isto aqui � uma verdadeira fortaleza e por incr�vel que pare�a passamos na prova do cora��o puro � satirizou Gina enquanto eles subiam as escadas. - Tente ser mais perspectiva � acrescentou Draco com vigor � definitivamente eu n�o tenho um cora��o de anjo, e muito menos o seu irm�o quando se trata de V�tor Krum. - Obrigado, Malfoy � a voz de Rony soou amea�adora � mas eu certamente n�o lan�aria o Cruciatos nele ou tentaria qualquer feiti�o ilegal. - Isso porque voc� n�o sabe quais os movimentos da varinha e a pronuncia correta � Draco ergueu as sobrancelhas � Provavelmente acabaria transformando-o numa insignificante ameba perdida junto com os micr�bios no ch�o. - Se eu tentasse seria apenas um tiro no escuro, o que vai acabar acontecendo com voc� se n�o calar a boca! � disse terminantemente. - Me parece que praticar o Cruciatos de forma errada � t�o perigoso quanto da forma certa, voc� ficou p�lido com a proposta do Rony. Est� com medo de virar uma ameba insignificante? � Hermione lan�ou um olhar divertido a ele. - Assim eu faria companhia pra voc�, Granger � respondeu Draco apontando a varinha pra ela e encerrando de vez o assunto. O hotel era muito bonito e extremamente grande tamb�m, as portas eram altas e com os detalhes combinavam com as ma�anetas num tom azul marinho. - Olhem! � disse Gina que olhava excitada em uma grande janela � Est� explicado por que o time de Quadribol se hospedou aqui! Harry foi at� ela ligeiramente seguido por Rony, Hermione e Draco. - Nossa! � Harry n�o conseguiu disfar�ar o tom de admira��o � Isto � um hotel ou um mundo � parte? - Some a sua felicidade o fato de haver uma lanchonete bem ao lado do campo � comentou Draco e seus olhos se dilataram de tanta ansiedade � Estou morrendo de fome! - Draco cada vez eu fico mais convencida que voc� sofre um conflito de personalidades � disse Gina olhando estranhamente para ele � Primeiro conhecemos o seu lado Maligno em Hogwarts, depois o Bonzinho quando voc� resolveu nos ajudar e agora o Esfomeado que baba s� de ver uma simples lanchonete a uns 15 metros abaixo do seu p�. - Bela an�lise psicol�gica, mas o meu problema � bem mais simples estou em fase de crescimento e preciso me alimentar... - N�o � respondeu Gina firmemente � Eu sei o que voc� est� pensando: Segundas Inten��es. - Isto me lembra um famoso ditado que ouvi minha m�e dizer: �Cada gesto ou palavras das pessoas esconde a verdadeira inten��o que elas t�m. N�o importa quem, sempre haver� um objetivo escondido�.� falou categoricamente. - Desculpe, voc� poderia repetir? � disse Hermione hipocritamente � Este � mais um famoso ditado da sua fam�lia e eu n�o tive tempo de pegar a caneta e o papel para anotar. - Quais seriam suas segundas inten��es ao ir comprar comida, Malfoy? � indagou Harry. - Comprar os bolinhos mais duros da face da Terra e joga-los na sua cabe�a � respondeu ironicamente � assim voc� morreria e Voldemort n�o teria como fazer o feiti�o da Quarta Maldi��o e todo esse papo de alma, terror n�o faria mais sentido. - Ah, muito engra�ado! � replicou Harry no mesmo tom � O Bolinho assassino que salvou o mundo, n�o � um bom nome n�? Todos riram at� que Draco voltou ao assunto. - Vamos nos separar: Gina, Harry e eu vamos ver o campo de Quadribol enquanto Hermione e o Weasley fazem a visita para Krum � sugeriu. - Desde quando voc� d� ordens? � questionou Rony e no momento seguinte com a voz mais amig�vel comentou � E desde de quando eu obede�o? Assim os tr�s desceram as escadas enquanto Rony e Mione continuaram indo em dire��o ao quarto 502. ** ** Harry e Gina se sentiam abismados, deixaram que o queixo ca�sse sem o menor esfor�o para esconder que estavam impressionados. - Inacredit�vel! � exclamou Harry, o campo era bem maior do que o de Hogwarts e tudo parecia t�o novo, as balizas, a grama embaixo e o placar eletr�nico � Deveriam exigir est�dios assim para a Copa Mundial! - Realmente fant�stico! � assentiu Draco n�o demonstrando o mesmo interesse � Mas ainda sim eu prefiro n�o morrer de fome. Pouco depois, Harry e Gina sentaram em uma mesa para esperar Draco, e ficaram um longo tempo comentando sobre Quadribol e as t�ticas que poderiam ser usadas. Harry se surpreendeu porque nunca havia reparado que Gina entendia t�o bem do assunto, todas as vezes que treinou com os g�meos e Rony na Toca Gina n�o participava, ent�o Harry ainda n�o tinha a visto jogar. Ela j� tinha lido Quadribol Atrav�s dos S�culos e mais um monte de livros que depois iria emprestar para Harry, confessou que esse era um dos seus passatempos preferidos, mas Fred e Jorge n�o acharam uma boa id�ia ela tentar a vaga de goleiro que sobrara este ano, ela suspeitava que fosse ci�me porque assim se tornaria uma das garotas mais populares do col�gio, no entanto Gina mal sabia que isso j� era realidade. N�o queremos mais ass�dio de f�s em cima de voc�! Ela se lembrou de Fred dizendo. - Voc� olharia para o Draco? � disse perplexa olhando na dire��o da lanchonete, e Harry pode entender porqu� assim que virou. Draco parecia uma gr�vida, com tr�s refrigerantes, tr�s pacotes, barras de chocolates em uma m�o e na outra uma sacola cheia de bolinhos de caldeir�o. Gina teve um ataque de riso enquanto ele se aproximava. Draco despejou as comidas na mesa e estudou a express�o de deboche de Harry: - O qu� foi? � perguntou indignado. - Malfoy voc� trouxe comida suficiente para uma semana! Detesto ter que decepciona-lo mas desta vez voc� exagerou, ou por acaso voc� pretende ter uma incr�vel dor de barriga? � disse Harry olhando da comida para a express�o assustada dele. - Cala a boca, Potter. Voc�s v�o comer comigo, eu n�o sou t�o maquiav�lico assim. N�o vou deixar voc�s morrerem de fome... � argumentou passando um pacote para cada um � Eu adoro comida trouxa, por isso comprei hamburgers pra gente, e tamb�m refrigerantes, chocolate, bolinhos de caldeir�o... - �timo, eu nunca comi hamburgers! � disse Gina analisando o sandu�che. - Voc� vai gostar! � garantiu Draco com suas bochechas gordas de tanta comida que ele colocou de uma s� vez � Se tem algo em que os trouxas s�o especialistas � a gastronomia! Eles j� haviam comido praticamente tudo, Harry se sentia estufado assim como os outros dois. Gina e Draco disputavam divertidamente o �ltimo bolinho de caldeir�o e faziam alguns coment�rios sarc�sticos como: �Voc� � uma m�quina destruidora de bolinhos inocentes�, �Voc� vai acabar perdendo sua profiss�o por excesso de gordura�, �H� uma terr�vel profecia sobre o �ltimo alimento na mesa e eu odiaria que voc� morresse...�. Harry se mantinha alheio a essa competi��o, observando t�ticas dos jogadores que utilizavam o Campo de Quadribol o qu� poderia ser �til para o futuro. De repente ele sentiu que algu�m estava olhando fixamente para ele, Harry sentia-se incomodado pela id�ia de estar sendo vigiado, come�ou a procurar quem estaria olhando para ele, at� que seus olhos verdes ca�ram sobre a porta de vidro que separava o sagu�o de entrada da �rea de lazer. Uma bruxa provavelmente da mesma idade que ele estava parada ali. Mas Harry n�o conseguiu ver seu rosto direito, porque um grande chap�u pontudo escondia metade de seus olhos, longos cabelos pretos ca�am sobre suas vestes azuis. Ela parecia fr�gil e delicada, Harry n�o conseguiu desviar o olhar, aquela menina era t�o bonita e ao mesmo tempo t�o misteriosa. Os l�bios dela se tornaram uma linha fina que traduziu um sorriso, Harry estava paralisado. Ele queria voltar a realidade mas algo o impedia, novamente seu olhar foi atra�do para um objeto que ela usava no pesco�o, eles estavam a uma dist�ncia consider�vel onde Harry s� conseguiu identificar uma serpente, igual aquelas da Marca Negra por�m n�o havia a caveira atr�s, somente era uma serpente da qual faltava a outra metade, como se aquilo tivesse sido partido ao meio. O que � isso? pensou olhando com mais for�a para o objeto Sem d�vida foi feito com uma grande magia negra, eu consigo sentir algo poderoso... A serpente � um s�mbolo do mal, eu n�o tenho mais d�vidas disso. Sem se dar conta Harry estava de p�, com olhos arregalados na dire��o da garota e suava frio. - Harry, voc� est� bem? � disse Gina preocupada. - Potter, o qu� est� acontecendo? Voc� viu Voldemort, o mundo vai acabar? � falou Draco cujo tom de voz tamb�m demonstrou afli��o. - N�o � ele se ouviu dizer com uma voz rouca � Eu preciso ir, mas prometam que voc�s n�o v�o se mexer daqui � Harry ainda n�o desviara os olhos da garota. - Eu n�o prometo nada � garantiu Draco decididamente � Voc� est� muito estranho, eu n�o sou idiota tem alguma coisa errada aqui, n�o �? - Me deixem ir sozinho, eu juro que vou voltar � os olhos de Harry encontraram os acinzentados de Draco, e ele pode ver muita determina��o � Diga a Mione e ao Rony para n�o se preocuparem comigo, eu encontro voc�s mais tarde... Harry olhou para a menina e ela ainda estava l� para retribuir o olhar com tanta intensidade que ele teve a impress�o que ela poderia estar lendo seus pensamentos agora, ou quem sabe enxergando atrav�s dele. Inesperadamente ela come�ou a correr em dire��o aos andares de cima, se continuasse nesse ritmo ele nunca mais a veria, ent�o Harry saiu correndo atr�s dela, praticamente atropelando umas dez pessoas at� chegar a divis�o de vidro, enquanto Gina gritou desesperada: - Harry, aonde voc� vai? � ela se levantou para segui-lo, no entanto Draco segurou seu bra�o. *** *** Hermione girou a ma�aneta da porta que fez um pequeno ru�do no momento em que ela entrou seguida por Rony. V�tor estava estirado na cama de casal no meio do quarto e levantou sua cabe�a para ver quem tinha entrado. Ele levou um susto: - Her-mi-�-nini! � exclamou levantando rapidamente e indo na dire��o dela. - Oi... � Hermione respondeu animadamente dando um forte abra�o nele � Gostou da surpresa? - � clarro! � V�tor ainda se recuperava do susto, mas com certeza havia ficado muito feliz � Como voc� est� linda, eu nom poderria imaginar que voc� estava ton perto... � Krum olhou para Rony que havia ficado im�vel como uma grande parede, suas orelhas pareciam queimar de t�o vermelhas � Ah, tudo bem Ronald? - Tudo... � ele respondeu enquanto suas sardas se acentuavam mais. - Como voc� n�o avisou que vinha eu nem tive tempo de lhe comprrar um presente, mas mesmo assim podemoss ir jantar no restaurrante � Krum disse meigamente a ela. Ele ainda tinha aquelas sobrancelhas grossas. - Quantas vezes eu tenho que te dizer que eu n�o preciso de presentes? � murmurou entre sorrisos � Mas eu tenho uma id�ia melhor sobre o nosso jantar, que tal a gente pedir alguma coisa e comer aqui mesmo? Rony e Krum assentiram. - Eu vou escolher o card�pio de hoje, voc�s confiam no meu gosto culin�rio, n�? � disse num tom divertido � J� volto! Hermione foi na cozinha fazer o pedido, Rony ficou observando-a enquanto ela sa�a. Eu n�o estou aqui porque quero fazer o papel de superprotetor da Hermione, eu sei que o Harry faria a mesma coisa por ela pensou Rony sentindo-se incomodado por uma id�ia que cutucava seus pensamentos, ele se lembrou de V�tor em Hogwarts encantado por Hermione Aonde eu estava quando isto aconteceu? e de repente Rony se deu conta que estava preocupado demais em conquistar Fleur e assim Hermione ficou mais distante dele. Eu n�o quero que ela se afaste de mim, no entanto talvez isso n�o signifique necessariamente que eu goste dela desse jeito que eu acho que gosto... - O qu� voc� achou do hotel? � perguntou Krum soando simp�tico. - Ah, legal! � Rony balan�ou a cabe�a para voltar de suas lembran�as. Sem se dar conta ele j� mergulhara novamente em seus pensamentos e estava analisando o jogador b�lgaro. V�tor � grande demais para ela, e tamb�m extremamente velho... - Talvez na pr�xima semana iremos jogar contra o Chudley Cannons uma partida amistosa, � o seu time preferido? � V�tor Krum disse numa voz grossa. - Sim, voc�s v�o usar o Campo do hotel? � na verdade Rony o admirava porque ele sempre foi um craque em termos de quadribol, e isso era um fato separado dele ter se apaixonado por Hermione e eles serem n�o serem o casal perfeito, em nenhum momento Rony deixou de gostar de Krum. - Vamos, eu te aviso quando for o jogo para voc�s virem assistir � quando ele terminou de falar Hermione entrou no quarto novamente... - Pronto! Logo deve estar chegando... No mesmo instante eles ouviram algu�m bater na porta, e Hermione ficou com vergonha pela coincid�ncia ter soado t�o engra�ada. Rony reparou como ela ficava bonita sem jeito e em seguida tomando ci�ncia do qu� havia pensado se repreendeu Voc� est� ficando maluco? Nem em sonho... como voc� foi capaz de pensar nisso? Voc� tem que protege-la e n�o se apaixonar por ela. Eu nunca vou deixar que nada de mal aconte�a a Hermione... ** ** - O Potter sabe o qu� vai fazer � garantiu Draco olhando profundamente nos olhos de Gina � Ele j� est� bem crescidinho pra isso, ent�o que tal voc� confiar nele? - Voc� quer saber o que eu estou sentindo? � falou Gina escondendo o rosto com as m�os. - Quero. - Eu estou com medo que algo de ruim aconte�a com o Harry � sua voz misturava melancolia e afli��o � Ele jamais sairia assim... s� se fosse alguma coisa realmente urgente, e geralmente as coisas urgentes sempre representam perigo pra ele... - N�o se preocupe � disse Draco firmemente colocando suas m�os no ombro dela � Ele � bom nisso, quero dizer, quantas vezes coisas muito piores poderiam ter acontecido e o Potter conseguiu superar? - Desta vez eu consigo pressagiar que um segredo muito mais tenebroso est� dirigindo est� hist�ria, Harry pode precisar de ajuda... � os olhos de Gina encontraram os de Draco e eles se entreolharam por um instante antes dele se jogar em uma cadeira desanimado � O qu� voc� sabe? - Nada al�m do que todos sabem. Vendo voc� t�o nervosa por causa do Potter tenho que admitir que sinto inveja dele � de repente o ch�o se tornou um passatempo muito interessante para Draco � Eu posso ler nos seus olhos o quanto voc� o ama, eu seria feliz se me amassem tanto. - N�o seja dram�tico � ela colocou levemente sua m�o sobre a dele e quando os olhos acinzentados de Draco encontraram os dela, Gina percebeu que ele estava sendo sincero � Se isso n�o soar pat�tico demais eu gostaria que voc� soubesse que est� sendo injusto dizendo essas coisas... porque voc� n�o sabe o que eu sinto por voc�, nem ao menos se importou com o que eu penso. - Eu j� sei a resposta � replicou secamente tirando a m�o de perto da dela � Pra qu� vou te perguntar se depois de ouvir sua opini�o vou me sentir pior do que antes? Eu sei que se fosse comigo ningu�m estaria t�o preocupado, � meio idiota mas eu sinto vontade de ter amigos como o Potter... - Draco, voc� est� arrependido? � indagou determinada � N�o aja como se sentisse o contr�rio, sinceramente eu n�o te entendo, voc� � t�o diferente do Harry e mesmo assim eu confesso que vou sentir saudades se voc� resolver nos abandonar logo agora... - N�o fa�a isso, porque eu sempre imaginei voc� me criticando e eu correspondendo suas expectativas dizendo palavras grosseiras... � estranho conversar com voc� como se a gente fosse amigos h� anos � ele sorriu recuperando a mesma apar�ncia de sempre � Quer saber o que eu estou pensando? - Ah� - Que eu n�o me importo se voc�s gostam de mim ou n�o, esque�a o que eu disse sobre amizade, eu sou a pessoa menos indicada para falar disso. Eu n�o penso em desistir de achar o talism�, quem sabe com a conviv�ncia eu aprenda a mentir t�o bem quanto voc�s! � disse enquanto Gina franziu a testa. - Estou chocada! � falou perplexa � Voc� me surpreende cada vez mais... - Eu sei que voc� deve ter um milh�o de queixas sobre mim, e com raz�o por�m esta n�o � a hora para tentar me redimir � sua voz recuperou a for�a � Ent�o vamos procurar o Weasley e a Granger para dizer que o Potter sumiu e n�o sabemos o qu� fazer. Gina se levantou olhando divertidamente para ele, os cabelos de Draco estavam muito loiros � luz artificial do campo e tudo isso combinava com sua pele clara e suas bochechas rosadas. Ser� que ele n�o se importa mesmo? Perguntou tentando ler a express�o dele. ** ** Hermione e V�tor Krum estavam conversando na varanda ap�s o jantar, e Rony havia ficado olhando a cole��o de trof�us e uniformes de times de Quadribol que o jogado tinha pendurada na parede, na verdade era para ele se distrair com isso. Embora algo o incomodasse, ele n�o conseguia despregar os olhos do casal sentado na varanda. Krum por vezes fazia cafun� em Hermione, brincava com os delicados cachos que se formavam no cabelo da menina e dava pequenos beijos nela. Por mais que Rony tentasse n�o conseguia prender sua aten��o nos trof�us na parede, ele olhava severamente para os dois, e se sentia cada vez mais como um guardi�o ali parado vigiando cada passo de Hermione. Contudo era isso que ele queria, cuidar dela para que ningu�m nunca pudesse magoa-la e o que era mais irritante � que V�tor parecia gostar dela sinceramente e nunca iria lhe fazer mal. Rony experimentava uma sensa��o que s� sentira uma vez na vida: Ao ver Hermione com um lindo vestido azul no Baile de Inverno sendo par de V�tor Krum. Rony sentia vontade de estar com Hermione, de tirar Krum dali sem nenhum aparente, queria a antiga Mione do primeiro ano em Hogwarts, autorit�ria e sem nenhum namorado. Rony achou que fosse um sentimento de ego�smo, mas se fizesse um exame mais detalhado perceberia que era puro ci�mes mesmo. Quando os dois come�aram a se beijar pra valer, Rony sentiu algo como se estivessem comprimindo seu cora��o... ele n�o precisava ficar assistindo aquela cena e tamb�m achou uma tremenda falta de respeito de Hermione e Krum ficar se agarrando na frente dele. No entanto como eles eram namorados e ainda n�o tinham o poder de ler a mente de Rony, agiam como casais normais e continuaram namorando na maior inoc�ncia... Rony sentiu que uma for�a maior o impulsionava a fazer os dois pararem com aquilo, como uma obriga��o de preservar Hermione dos bra�os de Krum, por mais idiota que isso soasse para ele pr�prio. Inesperadamente ele foi l� e puxou Hermione com tanta rapidez e determina��o que a garota quase caiu no ch�o, agora havia duas pessoas assustadas encarando Rony e pedindo uma explica��o: - Desculpe, mas acabei de me lembrar que Harry est� nos esperando em casa por isto n�o podemos demorar muito tempo aqui. Sabe como �... ele pode achar que fomos assassinados por Comensais da Morte e sair desesperado pela cidade inteira � explicou-se Rony praticamente embolando as palavras de t�o r�pido que falava. - ... � ningu�m estava entendendo mais nada, Rony parecia um maluco e os outros estavam tontos demais para conseguir pronunciar qualquer obje��o. Rony puxava Hermione pelo bra�o e estava arrastando-a at� a porta, murmurando mil argumentos enquanto Krum olhava abobado para tudo. - N�o se preocupe, realmente precisamos ir � e dizendo isso bateu a porta deixando V�tor Krum sozinho no quarto. Quando Hermione e Rony ficaram a s�s do outro lado da porta ela perguntou: - Por qu� voc� fez isso? � disse com uma nota de rispidez. Rony n�o respondeu apenas a encarou com uma express�o decidida e continuou andando e puxando-a pelo bra�o. Hermione estava confusa, mas acima de tudo estava braba porque nada justificaria Rony a ter tirado do quarto daquela maneira, ele n�o tinha direito. Foi muito est�pido o qu� ele fez com V�tor... - Pare de fugir, Rony � exclamou ela tirando com for�a seus bra�os e fazendo ele parar de andar � Voc� poderia me explicar o que houve para me arrastar fora do quarto... n�o diga que recebeu uma mensagem telep�tica do Harry dizendo que est� com problemas porque eu n�o vou acreditar! - Hermione... voc� nunca entenderia! � replicou com vigor ao mesmo tempo em que suas orelhas ficavam levemente rosadas. - Por qu� voc� n�o tenta me explicar? � ela queria ler nos olhos de Rony o qu� estava acontecendo, mas estava t�o indignada que qualquer tentativa que fizesse para entende-lo seria frustrada � Eu n�o preciso da sua prote��o idiota, nem que voc� me trate como se eu fosse uma boneca numa redoma de vidro... - �timo! � disse no mesmo tom de voz � Ent�o entre de novo naquele quarto e fique com o Krum, mas vou avisando que voc� vai se arrepender depois � Hermione com uma express�o furiosamente decidida deu as costas para Rony e colocou sua m�o sobre a ma�aneta, mas ela resolveu perguntar uma coisa que a tinha deixado em d�vida. - Por qu� eu vou me arrepender? � falou num tom hesitante. - Voc� n�o sabe o que quer, ent�o n�o fa�a isso � falou firmemente. - Voc� est� ficando maluco? � ela estava desnorteada, completamente at�nita � Eu j� estou ficando cheia dessa sua obsess�o em me proteger de tudo e de todos � Hermione jogou as m�os indignada � N�o, Ronald Weasley! Voc� n�o � o meu pai e voc� n�o sabe o que eu estou sentindo... chega de bancar o pretensioso! - Pretensioso? Eu? � falou numa voz aguda � Eu s� queria que voc� n�o fosse t�o distra�da e percebesse algumas coisas �bvias, mas acho que exigi demais de voc�... Eles ficaram em sil�ncio, agora os dois estavam a poucos cent�metros de dist�ncia. Hermione conseguia sentir a respira��o acelerada de Rony, e toda aquela discuss�o havia deixado-a com um peso no cora��o, como se h� muito tempo devesse algo a Rony e nunca se lembrara de pagar. Suas m�os tremiam, ela conseguia traduzir alguma coisa como infelicidade nos olhos dele. - Hermione... � ele murmurou olhando profundamente nos olhos dela � Voc� � t�o burra! O clima de romance foi interrompido por Draco e Gina que chegaram repentinamente muito cansados ao p� da escada. - Eu sinto muito tem que estragar a melhor parte, no entanto temos grandes problemas! � falou Draco ofegante se apoiando no corrim�o. - Algu�m j� te disse que voc� � muito engra�ado! � retorceu Rony evocativo � N�s est�vamos muito bem sem voc�s... a� voc�s aparecem correndo igual a um condenados e estragam o momento mais feliz do dia dizendo �Eu sinto muito, mas o mundo vai acabar!� e coisas do g�nero... - Seja espirituoso... � pediu Draco sem nem ficar vermelho � Voc�s podem namorar depois, no entanto n�o sei se Harry pode esperar! - O qu� houve? � interrompeu Hermione esquecendo os coment�rios anteriores. - Ele saiu correndo atr�s de uma menina que estava parada no sagu�o de entrada do hotel � arfou Gina apressadamente. - Eu sabia que Harry tinha desistido da Cho, mas n�o imaginava que ele estivesse t�o desesperado! � brincou Rony e levou alguns tapinhas de Gina. - � s�rio! � ela enfatizou com uma voz quase suplicante � Harry estava muito estranho, eu acho que devemos procura-lo o mais r�pido poss�vel antes que algo ruim aconte�a... ** ** Assim que Harry havia conseguido sair do Campo de Quadribol ele viu a menina entrar numa porta de metal. Ele a seguiu e se espantou com a facilidade que ela tinha aberto a porta, porque do modo que ela fez pareceu muito f�cil, mas na verdade o metal era bastante pesado e dif�cil de empurrar. Era um lugar escuro e fechado, as paredes eram �midas e frias e logo no come�o havia uma escada, ali�s a �nica coisa que existia depois daquela porta. Harry olhou para cima tentando enxergar algu�m, e assim viu dois pares de olhos verdes e penetrantes observando-o. Agora o chap�u azul n�o escondia mais o rosto da bruxa, e Harry ficou assustado com ela. Como ela podia ser t�o bonita? Os olhos dela eram iguais aos de Harry, vivos e alegres, por�m tinham algo a mais talvez fosse alguma coisa que Harry n�o conseguia decifrar naquele momento e que o intrigava. - Espere! � ele gritou subindo ligeiramente as escadas, mas teria sido melhor se n�o tivesse dito nada porque a garota arregalou os olhos, em sinal de medo pensou ele, e voltou a subir os degraus que dariam sei l� aonde. Harry j� estava cansado de tanto subir escadas, j� que a bruxa n�o ouvia suas palavras. Seu peito erguia e declinava rapidamente, suas for�as estavam acabando. Aquele n�o fora um dia bom, n�o achou nenhuma pista sobre a maldi��o depois de viajar horas dentro de um trem e ter que suportar a saudade de seus pais, ele estava exausto. Contudo Harry n�o podia deixar essa menina simplesmente desaparecer, uma magia maior o atra�a para ela, aquele colar era t�o estranho e t�o familiar ao mesmo tempo... Finalmente Harry conseguia ver a sa�da, o outro lado daquele labirinto gigante. Ele ofegava muito, mas tinha em mente a determina��o. S� faltam tr�s degraus... pensava com for�a. A menina escancarou a porta e fez o cora��o de Harry disparar de susto, ele ficou im�vel. - Quem � voc�? � gaguejou. No entanto a bruxa tirou o chap�u como se fosse cumprimenta-lo e virou deixando-o para tr�s � N�o v�! � chamou Harry desesperadamente � Eu ainda preciso falar com voc�! Ele suspirou e correu em dire��o a porta, com um incr�vel esfor�o para abri-la, no instante que p�s seus p�s para fora, sup�s que estavam no terra�o do hotel, n�o havia nada e nem ningu�m l�. Ele sorriu consigo mesmo, agora ela estava mais perto do que estivera: - N�o fuja! � ele pediu mas ela continuava correndo em frente mesmo que n�o tivesse mais para onde ir. Harry correu em dire��o a ela, ela tamb�m corria no entanto ele era muito mais r�pido. Agora ele estava t�o perto, por�m a �nica maneira de faze-la parar seria obrigando-a. Harry se jogou em cima dela, e os dois rolaram pra longe, ele a abra�ou para ter certeza que ela n�o fugiria e tamb�m para protege-la da queda. Quando eles pararam de rolar Harry sentiu seu corpo dolorido e o joelho ralado, e em baixo dele estava ca�da a menina que ofegava e murmurava alguns gemidos. - Quem � voc�? � ele repetiu a pergunta. - Voc� n�o tinha m�todos menos doloridos para me fazer parar! � ela reclamou com a voz esgani�ada. - Voc� corre muito! � admitiu ele com um tom ir�nico � Por acaso voc� n�o tinha uma maneira mais simp�tica de me dizer oi? - Ah, isso foi muito engra�ado! � era estranho conversar com ela, porque seus olhos o hipnotizavam e Harry tinha a sensa��o que o mesmo acontecia com ela. Quando seus olhos se encontravam era como se mais nada existisse. - Porqu� voc� fugiu de mim? � disse Harry no seu tom mais normal como se j� a conhecesse h� anos. - Porque eu sabia que voc� iria me seguir � ela falou com tanta convic��o que isso deu arrepios em Harry. - Como assim? - A maioria dos mortais segue seu passado, por mais que ele os fa�a sofrer � sua voz soou tenebrosa. Harry contemplou sue rosto, as bochechas rosadas e seus olhos claros contrastando com seu cabelo negro... era fascinante como essa menina conseguia prender a aten��o dele. - Meu passado...? � Harry se viu perdido em mil reflex�es � O qu� esse colar representa? � ele pegou o pingente com a metade de uma serpente e nesse momento ele sentiu a fraca respira��o dela, e pode perceber que ela estava tr�mula e os dois por pouco n�o estavam se beijando. - Ei, voc� � muito bonitinho mas eu n�o quero intimidades por enquanto! � ela sorriu divertidamente � Ser� que voc� pode sair de cima de mim? S� agora Harry se deu conta da posi��o em que eles estavam, ele ficou muito sem gra�a e corando levemente se levantou. - A prop�sito, meu nome � Tathy e acho que posso te ajudar com A Maldi��o do passado... v� este talism�? � a primeira parte que aprisiona sua alma � disse como se estivessem discutindo o almo�o de amanh�. - Puxa! A cada segundo que passa eu te acho mais simp�tica! � Harry falou num tom engra�ado � Eu mal te conhe�o e voc� j� possui a coisa mais importante da minha vida... e o qu� mais voc� tem para me surpreender? - J� n�o � o suficiente? � ela ofereceu uma m�o para ajudar Harry a se levantar, ele ainda estava sentado no ch�o olhando curiosamente para ela. Assim que os dois ficaram frente a frente Harry sentiu um leve frio na barriga, talvez fosse porque Tathy tinha um olhar misterioso como se ainda escondesse muitas coisas das quais Harry tinha absoluto interesse. - Como voc� sabia da Maldi��o e como sabia que eu estaria aqui? � ele ficou confuso com toda essa reviravolta. Porque antes tinha certeza que somente Voldemort e seus amigos conheciam o feiti�o e agora se deparara com algu�m que tamb�m fazia parte de toda a hist�ria. - Eu tenho o talism�, certo? Passei anos pesquisando o que ele significava... � ela disse seriamente � Eu n�o sou t�o tola a ponto de n�o perceber que est� serpente � um s�mbolo que precisa ser decifrado, e tamb�m ela est� quebrada ao meio. O qu� pode ter causado isto? - Eu n�o sei � respondeu Harry desviando o olhar. - Mentiroso! � ela sorriu docemente � H� pouco tempo no Egito eu achei escrituras antigas que ensinavam passo a passo a Quarta Maldi��o Imperdo�vel, por isto ela n�o foi uma inven��o do querido Tom Riddle! Possuindo este talism� e sabendo da sua hist�ria foi f�cil deduzir que voc� era o sortudo que tinha sua alma aprisionada aqui. - Perdoe a minha ignor�ncia, mas voc� se importa de dizer como me encontrou? � replicou Harry encarando-a. - Enquanto o talism� chama o Riddle, ele leva diretamente a voc�! � Tathy se aproximou at� conseguir olhar profundamente nos olhos de Harry, para que ele n�o tivesse d�vidas � Confie em mim, eu quero te ajudar a resolver este problema... Harry virou de costas e andou alguns passos, ele olhava o c�u como se l� estivesse a resposta ou pelo menos alguma ajuda. Ser� que posso acreditar nela? Harry se perguntou, porque realmente ele n�o esperava que Tathy soubesse de absolutamente tudo t�o bem quanto ele, estivesse t�o envolvida nessa hist�ria como se participasse dela como Harry Afinal o qu� a faz pertencer a tudo isso? Porque ela quer me ajudar? Uma coisa � garantida, ela est� com a minha alma e eu preciso do que ela tem... n�o posso deixar que ela v� embora, a qualquer momento Voldemort pode encontra-la. - Quem � voc�? � ele murmurou hesitante � Por favor, voc� est� me deixando desnorteado... eu preciso da sua ajuda por�m isto n�o significa que eu acredite sinceramente nela. - Harry, voc� � t�o esperto! � ela sussurrou terminantemente � Voc� conseguiu descobrir tantas coisas sobre seu passado nesses �ltimos quatro anos, e em momento nenhum deixou que seus sentimentos te atrapalhassem. N�o fique preocupado, voc� s� est� desvendando cada vez mais sua hist�ria embora isto te traga dor e muitos conflitos. - �s vezes eu acho que meu passado � impenetr�vel, que foi enterrado junto com meus pais � ele deu de ombros, e continuou desanimado � Por qu� toda vez que tento chegar perto dele tenho que ariscar a minha vida e das pessoas que eu amo? Por qu� agora estou me sentindo perdido, sempre estou aprendendo mais sobre mim mesmo e parece que em todo caso a mais coisa para ser aprendida. Dumbledore devia --- - Voc� conhece Alvo Dumbledore? � os olhos de Tathy se arregalaram com a men��o do nome do diretor e ela pareceu ligeiramente perplexa, embora tentando disfar�ar isto. - Dumbledore � o �nico que sabe de tudo o que eu enfrentei at� hoje, ali�s ele at� vive as aventuras comigo... � Harry disse prestando aten��o na express�o da garota � Ele � um dos bruxos mais inteligentes que j� conheci, mas � como se fosse um labirinto do qual eu precise estudar muito para achar a sa�da... Eu sei que Dumbledore sabe cada detalhe sobre meu pai e minha m�e, sobre a cria��o de Voldemort e sua decad�ncia, ele � muito s�bio s� que nunca compartilha do conhecimento dele comigo, sempre deixa minhas perguntas no ar como se o meu destino fosse ir atr�s das respostas... - O Dumbledore...! � Tathy exclamou como se tivesse saudades dele � Sempre do mesmo jeito... Harry, ele omite muitas coisas de voc� no entanto n�o � por maldade, ele quer te proteger. Tudo que ele puder resolver sem te chamar ele far� s� pra te poupar � sua voz soava em tons mais s�rios � � muito carinhoso da parte dele, mas eu tamb�m j� passei por isto que voc� tem que enfrentar agora... Dumbledore era meu protetor, por�m chegou um momento que eu n�o pude contar com a ajuda dele e isso doeu muito. Minhas quest�es foram respondidas e nem ele pode evitar que toda a verdade aparecesse � Tathy quis consola-lo. Manchas negras come�aram a dan�ar na vista de Harry, ele sentiu como se o ch�o fosse feito de gelatina, e seus movimentos n�o fossem seguros. Harry conhecia essa dor, uma dor de cabe�a intensa vindo da sua cicatriz. Ele n�o entendia se era porque ele fazia muito esfor�o para entender o que ela dizia, se foi o jeito que Tathy falou de Dumbledore ou se foi perceber que ela tinha raz�o quando dizia que Alvo omitia segredos importantes dos quais Harry buscava saber e ao mesmo tempo tinha medo de encara-los. A dor se tornou mais forte, sua cicatriz queima tanto... ele caiu de joelhos no ch�o com l�grimas marejando seus olhos de tanta dor. Por qu� minha cicatriz d�i? Ser� que Voldemort est� por perto? pensou entre pontadas como se fossem agulhas entrando em seus pensamentos. Era uma dor horr�vel, insuport�vel. Sua vis�o estava emba�ada, mas ele conseguiu ver Tathy se afastando com uma express�o horrorizada e suas m�os na boca. Aos poucos a dor foi passando e sua cicatriz n�o ardia mais at� voltar ao normal. Harry passou a palma da m�o sobre a cicatriz para se certificar de que nada de errado estava acontecendo e sentia que suava muito. Com a respira��o acelerada ele encontrou o olhar da menina que se mantinha o mais longe poss�vel com os olhos arregalados. - Harry voc� est� bem? � ela perguntou numa voz fraca e vacilante. - Isto sempre acontece quando Voldemort est� por perto � Harry respondeu decididamente olhando para os lados � Ele est� me seguindo, ele est� atr�s do talism�... foi t�o real, t�o v�vido � Harry estava muito intrigado � Eu n�o posso estar t�o enganado--- - Eu sinto muito, Harry � interrompeu Tathy terminantemente � Mas eu consigo pressentir quando h� muita magia negra concentrada em uma pessoa, e infelizmente agora eu n�o senti nada... Harry olhou desconfiado para ela e passou a m�o novamente sobre a cicatriz e constatou que parecia normal. O qu� ela sabe sobre cicatrizes? pensou aborrecido Ela pode n�o ter percebido a presen�a dele, ningu�m � perfeito e eu n�o posso fingir que a minha cicatriz n�o ardeu como se Voldemort estivesse a poucos cent�metros de mim... - Tudo bem � ele respondeu dando de ombros � Talvez seja meio imposs�vel Voldemort estar aqui e nem ao menos haver feixes de luz verde tentando me atingir. Eles ficaram por um bom tempo em sil�ncio, Tathy sentou do lado de Harry e ele come�ou a brincar com uns galinhos que haviam espalhados pelo ch�o. Sua express�o era s�ria e ele olhava fixamente para o ch�o, embora ela soubesse que seus pensamentos estavam muito longe dali. Tathy olhou para o c�u estrelado e ficou um pouco desanimada pensando em todos os problemas que havia trazido para Harry com a sua presen�a, por�m isto seria inevit�vel. Ela podia sentir todo o medo e a afli��o de Harry como se esses sentimentos passassem dela para ele, e ent�o os dois ficavam muito perturbados com a situa��o. Na verdade o que incomodava Harry n�o era ter que sacrificar sua vida por seus amigos ou correr grandes perigos, de certa forma ele j� havia se acostumado com isso. Era estranho acordar de repente e perceber que h� muitos feiti�os a serem aprendidos, batalhas para serem vencidas e segredos que podem mudar totalmente o rumo da sua vis�o sobre o passado. Ele anseia por tudo isso, mas n�o pode negar que esta se tornava a batalha mais dif�cil de sua vida. Tathy encostou sua cabe�a no ombro de Harry, ela estava fatalmente esgotada, e n�o sentia-se nada bem em ver Harry triste daquele jeito. Ela admitia sua parcela de culpa pelo estado dele, afinal quanta informa��o ela despejara em cima dele, e n�o eram as melhores not�cias. Realmente Tathy estava cansada, e deitada no ombro de Harry achava que n�o o deixava t�o solit�rio e abandonado para refletir sobre as novidades. - Tathy... � ele come�ou suavemente. - N�o diga nada! � ela pediu colocando sua m�o delicadamente na boca dele para faze-lo parar � Eu n�o fiz isso porque estou querendo me insinuar pra voc�, e nem quero que voc� seja meu namorado quando sairmos daqui. Eu s� fiz isso porque agora estou com vontade, entendeu? � seu tom de voz foi se tornando cada vez mais baixo � Por favor, me deixe ficar assim... - Ok � murmurou e agora ele entrou em seus pensamentos como se ca�sse num abismo sem fim. Tantas coisas esquisitas est�o acontecendo agora... seu cora��o n�o queria pensar nestes assuntos, no entanto a raz�o predominava e praticamente obrigava Harry a esclarecer tudo em sua mente O Malfoy tamb�m foi v�tima na passagem secreta, mas ele continuou do meu lado, as atitudes dele foram surpreendentes porque ele n�o demonstrou arrependimento por n�o ter me abandonado. Eu descubro que a pior Maldi��o de todos os tempos foi lan�ada em mim, e essa revela��o ao mesmo tempo � t�o assustadora e anestesiante, porque eu n�o me importo de morrer. Mas o qu� � mais intrigante, o qu� me causa mais impacto � ter conhecido ela. Harry sentiu que quando pensou em Tathy sua consci�ncia ganhou uns quilos a mais, agora ele sentia cada peda�o do corpo dela encostado ao dele. A primeira impress�o que Harry teve quando a viu foi que ela era uma menina muito bonita e seu olhar ocultava algo que ele n�o conseguia explicar o que era. Neste momento que ela estava t�o perto dele, Harry sentiu que somado as suas primeiras caracter�sticas ela ainda era, quem sabe t�o inteligente quanto Hermione, talvez a palavra fosse esperta, e tamb�m fr�gil como se apesar de toda for�a ela precisasse de algu�m para ampara-la em grandes dificuldades. Eu tamb�m me sinto assim �s vezes, preciso parar e recuperar minha energia involuntariamente Harry sentia uma sensa��o como se uma pedra de gelo afundasse em seu est�mago N�o sei porqu�, mas fico feliz que ela confie tanto em mim a ponto de mesmo que indiretamente pedir minha ajuda e de certa forma me ajudar. - Voc� sabe o qu� eu estou pensando agora? � perguntou Harry num tom f�nebre. - Eu imagino! � Tathy respondeu categoricamente � Eu odeio essa menina, ela fica colocando minhocas na minha cabe�a, retorcendo tudo de bom que existia na minha vida e ainda tem a aud�cia de dizer que o pior est� por vir. - N�o era exatamente isso � ele disse � Quando eu consegui voltar com a chave do portal no quarto ano, eu vi tudo que Voldemort � capaz de fazer. Ele tem grande influ�ncia sobre as pessoas, Bart� Crouch se transformou num homicida para seguir seu mestre... definitivamente foi uma maluquice o que ele fez, mas se o plano tivesse dado certo hoje eu n�o estaria mais aqui � Harry suspirou � Dumbledore convocou velhos aliados para algo que eu n�o sei o que �, mas eu percebi que ele estava p�lido como nunca e j� esperava que algo pior do que lutas, feiti�os de tortura e sangue estivessem esperando o momento certo pra explodir. Eu s� preciso de uma coisa, que voc� me ajude que esteja do meu lado pra me ajudar--- Harry parou de falar, era dif�cil demonstrar sua fraqueza diante da situa��o, por�m ele n�o conseguia esconder que estava cansado de toda a sua vida ser marcada por descobertas desastrosas, e saber que por um �dio inexplic�vel Tiago e L�lian n�o estavam com ele, vivos... tudo por culpa de Voldemort, que agora o perseguia tamb�m... Harry sentiu vontade de sair correndo atr�s do Lord das Trevas para faze-lo pagar por todo o sofrimento que ele estava causando, por um motivo que Harry algum dia ainda iria descobrir... ele sentia falta de seus pais, queria o carinho deles nesse momento, por�m isso era imposs�vel. Harry nunca foi bom em pedir ajuda, nem mesmo aos seus melhores amigos, s� que agora ele come�ava a aprender. - N�o fique com toda essa responsabilidade pra si mesmo � Tathy encarou Harry com absoluta certeza do que dizia, ela n�o sentia pena dele apenas queria ajuda-lo como qualquer amiga faria � Nem mesmo voc�, famoso Harry Potter, pode resolver todos os problemas sozinhos! Tathy tinha cabelos t�o negros, que na opini�o de Harry pareciam guardar toda a escurid�o da noite e tamb�m todos os feiti�os com magia negra e tudo que deixasse a vis�o de uma pessoa obscura. Aqueles cabelos negros, lisos e compridos protegiam Tathy de algo muito tenebroso que vivia rondando-a, mas os olhos dela traziam tanta paz e tranq�ilidade. Como se fosse um lago de �guas verdes cristalinas onde Harry quisesse mergulhar para se sentir longe de toda aquela confus�o. Raramente Harry j� tinha encontrado olhos t�o vivos, ele tinha a impress�o que ali estava a chave para entrar na alma de Tathy s� seria necess�rio acha-la. Os olhos dela eram t�o transparentes e sinceros, Harry gostava do modo que ela olhava para ele, como se no mais profundo do ser dela existisse uma grande ess�ncia do bem. Harry sabia que Tathy deveria ser algu�m especial, ela certamente n�o era uma bruxa comum. Se n�o tivesse cabelos escuros Harry acharia que ela fosse uma veela, ou quem sabe um ser encantado, porque ela era t�o delicada e bonita por fora e tinha a for�a de uma guerreira por dentro. Mas depois ele descobriria quais segredos que ela omitia, depois. Agora ele n�o tinha nem tempo nem inclina��o para isso. O qu� ser� que ela v� em mim? se perguntou ainda observando o jeito dela. BAM! Um estrondo ensurdecedor fez Harry e Tathy ficarem de p� assustados, enquanto seus cora��es davam solavancos. Os dois estavam com a varinha em punho e apontavam para a porta de metal que havia se escancarado de repente Harry sentiu toda a sua coragem de volta ele estava pronto se Voldemort quisesse duelar com ele agora. Mas contrariando as expectativas, Hermione, Rony, Gina e Draco apareceram espantados do outro lado. ** ** - Harry, voc� devia ter nos avisado! � exclamou Hermione braba ao mesmo tempo em que parecia aliviada. - Oi pra voc�s tamb�m, j� que voc�s me perguntaram estou bem n�o se preocupem! � disse Harry com um sorriso sarc�stico. - Preocupa��o...! � repetiu Rony perplexo � Voc� definitivamente perdeu a no��o do que faz! H� mais do que um feiti�o imbecil e uma lenda envolvida nessa hist�ria. � o futuro do mundo m�gico, e a sua vida! - O qu� foi? � Harry indagou confuso. - Nada em particular s� algo que se chama �Alma�, talvez voc� saiba o que � e tamb�m saiba que Voc�-Sabe-Quem s� quer uma oportunidade de te ver distra�do pra te matar, n�o se esque�a que esse foi o plano dele durante 14 anos e n�o seria agora que ele mudaria de opini�o. � crepitou Hermione com veem�ncia. - Eu sei, mas isto n�o vai funcionar comigo... � argumentou Harry tentando tranq�iliza-los � N�o � t�o terr�vel, eu estou aqui! - E eu tenho que admitir que fico feliz que a gente possa continuar atr�s do talism� e correr o risco de morrer com o Avada Kedrava! � Rony sorriu maliciosamente � Estou at� com vontade de ter que enfrentar aranhas gigantes... Malfoy assistia a cena mais como observador do que como se participasse dela. Afinal ele sabia que Harry estava bem, ent�o n�o tinha que ficar paparicando-o como uma velha chata. Al�m do mais porque conhecendo magia negra como conhecia sabia que valores muito importantes estavam em jogo, e que n�o deveriam perder tempo com bobagens. Ele viu que havia uma outra bruxa que at� poderia estar no mesmo ano que eles em Hogwarts, quem sabe mesmo na Sonserina. E definitivamente essa menina trazia novas not�cias. - O qu� voc� descobriu, Potter? � disse Draco olhando para Tathy que estava parada perto do garoto. - Que realmente eu estou envolvido numa hist�ria diab�lica � ele respondeu � Mas acho melhor darmos fora daqui. Harry percebeu que seus amigos haviam notado a presen�a de Tathy, e meio sem gra�a por n�o ter feito isso antes resolveu apresentar a menina: - Esta � a Tathy, uma amiga que eu acabei de fazer. Voc�s podem confiar nela porque ela sabe de tudo e ent�o tamb�m poder� nos ajudar... � muitos sorrisos de boas-vindas e alguns acenos com a m�o � E estes s�o: Rony, Hermione, Gina e Draco. - Muito prazer! � cumprimentou alegremente. - Ent�o vamos? � disse Harry virando-se e tomando a dianteira do grupo. Enquanto os outros foram conversar com Tathy, Draco foi ao lado de Harry para conversar. - Potter, porqu� voc� ainda n�o disse que achou a metade do talism� e que agora s� falta arranjar um jeito de destru�-lo? � indagou Draco seriamente fazendo com que Harry se sentisse pressionado. - Eu vou dizer isso com calma quando estivermos em casa � ele estudou a express�o do Malfoy e uma id�ia lhe surgiu � Voc� sempre soube da exist�ncia da Quarta Maldi��o Imperdo�vel, n�o �? Todos os Comensais da Morte sabiam dos planos de Voldemort... - N�o ache que eu sou perverso por n�o ter dito nada enquanto estamos felizes na passagem secreta... � ele se defendeu � Eu nunca imaginei que essa maldi��o fosse algo concreto, no meu ponto de vista parecia mais uma ilus�o... Mas agora me corrija se eu estiver errado, a Tathy sabe al�m daquilo que voc� queria ou sequer pensou que fosse poss�vel? - Sim � Harry respondeu encarando os olhos concentrados de Draco, por um instante ele percebeu que os dois estavam com express�es id�nticas de determina��o. - Isso n�o � nada bom... � concluiu num murm�rio pra que ningu�m mais pudesse ouvir � Voc� n�o pode ter certeza que ela est� tramando algo contra voc�, no entanto pessoas assim que sabem demais me assustam... - Eu concordo � Harry retribuiu o olhar � Mas vou ficar de olhos bem abertos caso ela tenha alguma coisa que n�s precisamos descobrir... *** *** J� fazia algumas horas que eles haviam chegado em casa novamente, para Harry isto foi um al�vio porque o dia foi muito cansativo e o que ele mais desejava era poder dormir durante o tempo que fosse necess�rio pra organizar suas id�ias que estavam todas embaralhadas e finalmente descansar at� o dia seguinte. Mesmo sentindo-se completamente exausto conseguiu perceber que o jantar com V�tor Krum n�o devia ter sido um dos melhores programas de Rony e Hermione, porque ele lhe contou depois como foi o jantar e toda aquela complica��o que havia acontecido, simplesmente porque Hermione n�o entendeu a verdadeira inten��o dele, reclamou Rony indignado. Francamente Harry achou que nem o pr�prio Rony tinha entendido o que estava sentindo por ela. Draco dava alguns conselhos que faziam Rony ter ataques s�bitos de raiva e sair batendo em nele, Harry se divertia com as amea�as do amigo diante das coloca��es do Malfoy. Era divertido ver Draco provocando Rony por um motivo ao �bvio, ent�o Harry aproveitava para entrar na conversa e amenizar a situa��o com algumas opini�es menos ir�nicas. Depois de passar um bom tempo falando com os dois, Harry gostou de sentir que Rony e Draco tinham esquecido muitas lembran�as do passado, porque quem os visse agora pensaria que os tr�s eram velhos amigos metidos numa baita encrenca. Se eles ainda lembravam das ofensas que faziam diariamente em Hogwarts, n�o demonstravam o menor sinal disso, nem ao menos Harry, toda essa bagagem tinha sido deixada para tr�s assim como a temporada de vida calma de Harry. Sem d�vidas entre os tr�s n�o havia traidores e nem segredos, Draco se mostrou muito diferente quando visto como um aliado. Ele era ambicioso e esperto, e todas essas caracter�sticas ajudavam muito quando est� envolvido numa hist�ria que precisa ter coragem e intelig�ncia para vencer os poderes de Voldemort. Se Rony, Harry e Draco permanecessem unidos ningu�m poderia derrota-los facilmente porque aos poucos surgia uma amizade muito forte, uma amizade que nem Dumbledore e nem nenhum s�bio poderia prever. Harry se lembrou que um dia o diretor lhe disse que quando duas pessoas muito diferentes se cruzam, ou eles ser�o amigos leais e insepar�veis ou ent�o inimigos mortais. E era o que acontecia com eles neste momento, com essas id�ias Harry caiu no sono e ele teve a impress�o de que pouco se passou at� que alguma coisa o segurava pelos ombros e estava sacudindo-o. - Harry! Harry, acorde! Por favor! Uma voz extremamente aflita o chamava, ele estava vagamente ciente de algu�m estar gritando e aos poucos seu c�rebro ia absorvendo toda aquela informa��o.Suas p�lpebras se abriram e seus olhos verdes focalizaram Gina, com uma express�o suplicante e l�grimas marejavam os olhos castanhos dela. - Acorde! � ela sobressaltou quase que implorando. Ainda era noite, madrugada deduziu Harry. O c�u estava escuro e n�o havia o menor sinal de que o Sol estava prestes a chegar, s� a luz da Lua que iluminava a garota em frente a ele. Esfregando a m�o no rosto e apanhando os �culos que de prefer�ncia ficavam por perto quando ele dormia, Harry tomou mais consci�ncia e encarou Gina. - O qu� houve? � disse meio acordado, meio dormindo. - Tathy...� ela disse desesperada � Ela sumiu! Simplesmente desapareceu, n�o est� mais aonde deveria estar dormindo com a gente! E como voc� contou que ela possui o talism� eu achei que realmente valia a pena te acordar por isso! Harry ficou em choque, definitivamente o que ele menos precisava � que Tathy fosse embora e levasse o talism� junto com ela... - Voc� n�o tem id�ia de onde ela pode ter ido? � perguntou espantado. - Ela comentou hoje � noite que adorava as florestas que praticamente fora criada em uma delas � sugeriu com as l�grimas se tornando t�o fortes que era quase imposs�vel controla-las. - Grande pista considerando que temos uma floresta no quintal � disse Harry mais aliviado e decidido tamb�m � Vamos procura-la agora mesmo! Voc� vai para o lado Sul e eu para o lado Norte, a prop�sito pegue sua varinha e tome cuidado eu vou me sentir muito culpado se algo de ruim acontecer com voc�... - Sabe o que eu mais odeio que fa�am comigo? � Gina disse se recuperando do susto � Que me tratem como se eu fosse uma criancinha indefesa... n�o se preocupe, eu vou te ajudar... - �timo � consentiu e Gina subiu para pegar sua varinha, Harry olhou para Rony e comentou baixinho � Sorte que voc� dorme igual a uma pedra extremamente surda, nem ao menos se mexeu com toda essa barulheira! � Gina j� havia voltado e estava entre o quarto dos meninos e a porta. Harry olhou para a cama de Draco e novamente ele ficou paralisado. Faltaram palavras para Harry de t�o perplexo que ele ficou, e somente algumas palavras roucas e cheias de preocupa��o sa�ram de sua boca � Gina, o Malfoy tamb�m sumiu! ** ** |
| Cap�tulo 4 - A Cidade do passado e os mist�rios que envolvem o mal |