QUADRINHOS  BRASILEIROS -  OPINIÃO 22   







HQS BRASUCAS      (Por Bruno Santos)

Uma coisa digo: o mercado brasileiro melhorou muito nos últimos anos. E pergunto: qual será o fator de renascimento dos quadrinhos tupiniquins?
Na minha opinião, essa vontade dos editores de lançar revistas se dá pelo sucesso de nossos artistas, que após tentarem publicar no Brasil sem êxito, fizeram sucesso nos Estados Unidos e Europa. Há alguns anos, só se vivia de revistas cômicas. Agora sempre temos um lançamento novo nas bancas e as editoras estão a todo vapor. Melhor para os novos talentos, que terão mais campo para isso e não precisarão trabalhar em outras áreas de desenho, ou conseguirem entrar no mercado norte-americano ou europeu.
Mas, os leitores tem que fazer a sua parte, comprando as revistas (de qualidade, é claro) e mandando cartas para as editoras dando seu apoio. Só assim o mercado crescerá.
Só um detalhe me deixa triste: algumas editoras se mostram verdadeiras panelinhas, dando chance só para os de dentro, e os de fora, que se fodam. Mas, o Brasil tem é que investir na nona arte, que, com certeza, terá retorno. E pode se ver isso na quantidade de fanzines que circulam por aí, editados por desenhistas amadores que sonham, um dia, serem  profissionais da área.
Bem, estou torcendo para que o mercado fique melhor, e cada vez com mais revistas e espaço para nossos talentos. Quadrinho também é cultura. Não é a toa que ocupa o status de nona arte.

Texto adaptado e publicado originalmente no suplemento "Palavra de leitor" número 3 (abril de 1999), encarte opcional do fanzine Zat (de Emir Ribeiro) número 25. Infelizmente o verdadeiro quadro das hqs brasucas não é tão animador como o pintado pelo Bruno. Apesar da melhora no conhecimento geral das nossas hqs, no sentido que hoje se sabe muito mais quem são os autores e personagens dos quadrinhos brasileiros (também graças a CQB), a publicação de fato em bancas e livrarias ainda é escassa. Maior prova é o fato de personagens muito importantes estarem fora das bancas, caso do Capitão 7 e da Velta, que teve seu álbum mais recente lançado no esquema independente. Mas torcemos para que as previsões do fanzineiro Bruno Santos se tornem verdade, e por isso republicamos seu texto aqui na CQB.

Acima à esquerda, nas imagens : Leitora segura a capa (ampliada logo abaixo) do novo álbum independente VELTA - NOVA INDENTIDADE PARAIBANA. Logo em seguida, vê-se a página 35 do mesmo. O álbum causou rebuliço no meio quadrinhístico, pelas mudanças causadas na personagem mais famosa das HQs clássicas de Super-heróis brasileiros. Veja mais matérias sobre a nova edição da Velta, nos atalhos que se seguem.

http://br.geocities.com/mlapada2000/velta_nova_id.htm

http://br.geocities.com/mlapada2000/entrevista_emir.htm

http://titoaugusto99.vilabol.uol.com.br/identidade.htm

http://titoaugusto99.vilabol.uol.com.br/identidade2.htm

http://www.universohq.com/quadrinhos/2007/n01082007_10.cfm

http://www.universohq.com/quadrinhos/2007/n29062007_07.cfm

http://www.bigorna.net/index.php?secao=lancamentos&id=1182919026

http://www.bigorna.net/index.php?secao=noticias&id=1185938875

http://zinebrasil.googlepages.com/lancamento_velta_nova_identidade

http://fotolog.terra.com.br/lapadon:125

http://fotolog.terra.com.br/titoaugusto:77

http://fotolog.terra.com.br/dribs:81 

http://fotolog.terra.com.br/bartolomeuvaz:42

http://fotolog.terra.com.br/artseabra:272 

http://fotolog.terra.com.br/silvioribeiro:71


Na última figura, acima, à esquerda:
um boneco do Capitão 7. O brinquedo não chegou a ser lançado oficialmente, sendo uma estatueta produzida por por um fã do antigo e saudoso herói brasileiro.


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