H� muito tempo, sim, que n�o te escrevo.

Ficaram velhas todas as not�cias.

Eu mesmo envelheci: Olha, em rel�vo,

estes sinais em mim, n�o das car�cias

 

          (t�o leves) que fazias no meu rosto:

          s�o golpes, s�o espinhos, s�o lembran�as

          da vida a teu menino, que ao sol-posto

          perde a sabedoria das crian�as.

 

A falta que me fazes n�o � tanto

� hora de dormir, quando dizias

"Deus te aben�oe", e a noite abria em sonho.

 

         quando, ao despertar, revejo a um canto

          a noite acumulada de meus dias,

          e sinto que estou vivo, e que n�o sonho.

 

De seu filho...

 

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