J� estamos nas influ�ncias naturais de viagens e preparativos nas festividades natalinas e de Ano Novo.
A ARRL e a REF-Union, suspedem as emiss�es de seus boletins. � esta a rotina. Tudo pelas festividades. Desta forma, considerando que � natural que assim o seja, vamos aproveitar, 25 de dezembro, para nos confraternizarmos, radioamadores. Est� se tornando uma necessidade, as Empresas al�m de apresentarem seus Balan�os Cont�beis, apresentarem tamb�m seu Balan�o Social.
Que tal tamb�m fazermos um Balan�o Social? Desde o in�cio do ano 1900, vamos encontrar na hist�ria a presen�a forte de nossos antecessores, radioamadores experimentadores.
Depois de consolidarem seu direito a experimentar, as pessoas descobriram que os radioamadores tinham um poder incr�vel, quase m�stico, de mais eficientemente que os servi�os comerciais de comunica��o, estabelecerem contatos energenciais.
Os servi�os comerciais de comunica��o melhoraram, o CW deixou de ser a modalidade de comunica��o entre navios e aeronaves, e a� continuamos n�s, radioamadores.
Em 1934 surge nossa Entidade nacional, a
LABRE. Na d�cada de 50 instala sua, dir�amos filial, em Porto Alegre, para atender aos radioamadores do RS. Passamos pela filia��o compuls�ria e acabamos na filia��o espont�nea. Somos, radioamadores, necessariamente organizados no �mbito mundial, na tentativa de manter esta liberdade apenas garantida por Conven��es de pa�ses signat�rios.
Por sorte, temos a maior associa��o do pa�s mais poderoso, que faz "lobby" junto ao Capit�lio, Congresso Americano, que por sua vez tem influ�ncia na ITU, que d� a oportunidade de participa��o da nossa associa��o mundial, a IARU. Estamos a reboque, e n�o fazemos nada para, pelo menos, ajudar moralmente quem nos reboca.
Das 33 mil concess�es brasileiras, apenas 60% est�o vinculadas � LABRE, deste apenas 30% s�o s�cios das
LABRE�s. Isto � nada. Estatisticamente diz-se que, � uma amostra rejeitada. N�o tem express�o, porque nem todos s�o de f� mensalmente. A verdade � que, bem ou mal, nossa
LABRE nos representa nacional e internacionalmente.
No r�dio, seguimos fielmente a legisla��o e nadamos num mar de fraternidade e confraterniza��o. Ao desligarmos o r�dio e partimos para o "t�te-�-t�te, n�o sobrevivemos sem uma pol�mica.
Mas, apesar de tudo, nossa Entidade com mais de 70 anos nunca fechou as partas. A� vai um reconhecimento a todos que se sucederam ao longo do tempo dirigindo a
LABRE, quer seja na esfera federal ou nas estaduais. Incompreendidos �s vezes, outras vezes exagerando nos seus poderes, a verdade � que sempre encontraremos um saldo positivo em qualquer administra��o. Assim n�o fosse, a
LABRE n�o existiria mais. Estamos �s portas de um Ano Novo.Quem � cinq�enten�rio ou mais, lembra qu�o distante era e temia-se por n�o alcan�ar o novo s�culo.
Fa�amos um ato de f� em n�s mesmos. Vamos abrir os olhos com a vis�o do desbravador esquecendo o que ficou para tr�s, vamos nos despir da mesquinhez, das nossas individualidades e nos despersonalizarmos em prol da coletividade, a coletividade
LABRE.
Vamos aderir a ela, vamos participar nos candidatando, formando equipes solid�rias em nossos munic�pios, trabalhando pelo engrandecimento de nosso
"hobby". Temos uma enorme diversidade de modalidade, o que nos permite a livre escolha que mais gostamos, respeitando as liberdade de nosso colega em aderir a outra que n�o nos atraia.
Mas principalmente, n�o sejamos esquizofr�nicos, tendo uma personalidade no r�dio, e outra nas reuni�es de nossas associa��es ou mesmo no "bate-papo" pessoal. Que nossos colegas que j� partiram para outra dimens�o, inspirem aos art�fices que aqui permanecem, a arquitetarem a constru��o de um radioamadorismo unido, todo debaixo do grande teto chamado
LABRE.
Que esta passagem de NATAL abra em todos n�s e nos que s�o caros, nova realidade.
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Porto Alegre, RS, 16 de dezembro de 2006
Atualizado em 18 de dezembro de 2006