


Esta história é real e aconteceu em algum lugar da Ilha do Governador.
Existe uma mulher que não tem medo de nada, ou não tinha. Certa vez ela
estava na rede de sua casa quando faltou luz, ela não tinha medo e continuou
na dela. De repente, ela viu uma bola vermelha rolando de um lado p/ o outro
dentro de sua casa, primeiro indo p/ seu quarto, depois p/ seu banheiro. Ela
se manteve fria quando viu sair de seu quarto uma mão em decomposição.
Ao se rastejar mais, ela pôde ver que era alguém em estado de putrefação.
A incrédula viu o defunto se aproximar e com a bola vermelha debaixo do
braço lhe dizendo:
-Você não tem medo de nós, mas com certeza você terá medo do que vem aí.
Ele desapareceu e algo aconteceu, mas até hoje ela não lembra. E se você a
toca de surpresa ela leva sustos tremendos.
Minha amiga me contou que certa vez quando ela estava em casa sozinha ela
se olhou no espelho para espremer uma espinha e viu uma pessoa parada ao
lado dela ela se assustou pois disse que a pessoa era muito pálida e tinha
as roupas esfarrapadas e aparência fantasmágorica. Olhou para trás e viu
que não havia ninguém, olhou no espelho novamente e nada viu. Foi para casa
de uma vizinha até sua mãe chegar mas não tocou no assunto com ninguém a
não ser eu. Nunca mas ela ficou em casa sozinha.
Minha familia havia comprado um sitio muito antigo na cidade de Pinhal do Sudoeste, corria uma história na cidade de que a antiga dona da casa havia sido assassinada pelo seu ex-amante a punhaladas dentro de um dos quartos, por isso aquele sitio era assombrado, ninguém deu muita importancia ao fato, achavamos que era coisa de caipira. Já na primeira noite, eu que era completamente incrédulo passei a respeitar todas as lendas e hisória que o pessoal conta pelo Brasil afora. O sitio era bem grande e antigo com uma aparencia sinistra, tinha 4 quartos, a cozinha não era ligada com o casarão antigo, nem o banheiro, por isso a noite eu tive que dar a volta pela casa para conseguir tirar agua do joelho, neste momento pude perceber alguem parado próximo a um arbusto me observando, nem fui ao banheiro, voltei correndo o mais rapido que pude e enfiei-me em baixo dos lençóis, passando a ouvir varios ruidos pelo corredor, arranhando as paredes, e as vezes até uns gemidos de dor, até que de repente tudo ficou no mais absoluto silencio, ouvindo apenas os animais noturno. Quando amanheceu o dia não contei nada a ninguém. O dia estava correndo normalmente, vez ou outra, viamos algum animal andando pelas arvores ou colhendo frutos no chão, a tarde passou e a noite chegou. Eram aproximadamente 2:00hs da manhã, quando o barulho começou novamente, eu tremia todo de medo, a porta do quarto estava entreaberta, como não havia iluminação elétrica no sitio (o sitio era bem antigo, mesmo), minha mãe deixou uma lamparina no meio do corredor, isso fazia com que eu conseguia ver se alguém passava diante do meu quarto, quando percebi alguém andando em direção ao quarto dos meus pais, achei que fosse minha mãe, pulei da cama corri para o corredor, pois estava com medo e tinha um sofá velho no quarto dos meus pais eu achei que minha mãe deixaria eu dormir lá, já que esta seria nossa ultima noite naquele sitio velho e bizarro, assim que alcancei minha mãe no corredor eu a toquei pelo ombro, e tomei um susto enorme, não era a minha mãe, era uma outra mulher em estado de decomposição, no lugar de seus olhos, percebi apenas manchas de sangue, gritei e sai correndo em direção ao meu quarto, joguei-me em cima da cama e a figura monstruosa estava parada na porta do quarto olhando para mim, não me lembro de ter visto meu irmão, porém ouvi seu grito, chamando meu pai, quando olhei novamente em direção da porta, já não havia mais ninguém, segundos depois entraram meu pai e minha mãe no meu quarto, eu contei o que havia acontecido mas eles não se importaram muito, até o meu irmão dizer que havia visto alguem parado na porta do meu quarto, ele achou que fosse minha mãe, e a chamou, mas quando ela virou ele percebeu que não, ele viu que era uma mulher velha e feia com o rosto pálido que parecia que ela estava morta. Parece que quando meu irmão contou essa história, meus pais perceberam que não era pesadelo que eu tive, pois nunca ouvi casos de pessoas que partilham seus pesadelos. Nós ficamos com aquela casa cerca de 3 anos, até que de tanto eu não ir, meus pais resolveram vender o sitio.
Esta foto foi tirada em 1945, por Thomas Brown ,um fotógrafo que trabalhava no bosque Beatyfull Green. Thomas era conhecido por tirar fotos de namorados que iam ao parque. Neste dia não foi diferente, Thomas estavá lá com sua máquina, quando apareceu um casal. Thomas por sua vez tirou uma foto deles,mas na revelação Thomas ficou espantado. Atrás do casal apareceu uma mancha branca que tinha um formato de uma pessoa.Thomas Brow ficou tão chocado que não entregou a foto ao casal. Ao longo do tempo Thomas começou a estudar a foto e a vida do casal que posou nessa foto macabra, mas nada consegui Brown. Depois de um tempo Brown, decidido foi até a casa do casal e mostrou-lhes a foto. Julia e Robert também não solberam explicar o fato daquela aparição. O tempo passou,Thomas Brown faleceu, e sua busca incessante pelo fato não foi concluida. A foto ficou junto com seu filho que, por azar de Brow, não acreditava em fantasmas. Mas o fato só foi se desenrolar em meados de 1973 quando o netinho de Julia ,que se chamava Kevin, achou um saco enterrado no jardim da casa. Ao abrir o saco, deparou-se com uma ossada humana. Aquilo foi um choque para Kevin que tinha apenas 8 anos. Mas no exato momento que Kevin estava gritando e chamando Julia, estava passando um carteiro e viu a cena que o garoto transmitia com muito horror. O carteiro por sua vez foi acudi-lo, e no exato momento viu o saco de ossos que estava na frente do menino. Abismado com o que viu, foi imediatamente à polícia local. A polícia ao chegar na casa onde estava o corpo, foi rápidamente interrogar a dona da casa, que por sinal estava muito inquieta e não quis dar depoimento. Os policiais acharam aquilo muito estranho,afinal a casa era dela. Levaram-na para a delegacia e obrigaram-na a dar o depoimento, foi neste momento que a verdade foi esclarecida. " A mãe de Julia era contra o seu namoro com Robert, e proibiu Julia de ve-lô, mas como Robert tinha um amor muito grande por ela, ia encontra-lá toda noite. Mas certa noite enluarada a mãe de Julia pegou os dois juntos, e imediatamente foi pra cima de Julia para castigá-la violentamente, mas Robert sigurou-a pelos braços e Julia furiosa pegou uma pá que estava no jardim e bateu violentamente na cabeça de sua mãe. O sanque espirrou na cara de Robert, e a mãe de Julia caiu no chão toda ensanguentada. Julia disse aos policiais que ela e Robert não se desesperaram nem um pouco, e alêm disso enterrô o cadáver em seu próprio jardim. O delegado ficou chocado com aquilo tudo, e providênciou um internamento em um manicômio para Julia passar o resto de sua vida. O filho de Thomas soube do caso e ficou horrizado. Mas o bom da história vem agora. Certa noite de insônia, Erick (filho de Thomas) teve uma visita um pouco demoníaca. Surgiu de trás da cortina uma mulher com um enorme buraco na cabeça elogiando o pai de Erick que de alguma forma ajudou a desvendar aquele mistério da foto.Pois aquela mancha era nada mais nada menos que Margareth (a mãe de Julia), que estava vigiando sua filha maldita.
Oi, me chamo Onilson, tenho 20 anos, moro na região norte do país.
Eu já tinha me decidido que não falaria disto com mais ninguém, entretanto,
ao dividir minha experiência com as pessoas, provavelmente, me ajude a
esquecer este absurdo e um dia quiçá e me sentirei melhor. É uma forma de
desabafar.
Bem, o que ora passo a escrever, aconteceu comigo, meu irmão
Charles e meu amigo Ricardo, há cerca de uns quatro anos, quando no final
de uma festa, íamos para casa no meio da madrugada e nos deparamos com o
bizarro.
O relógio marcava 3 horas da madrugada, o céu estava nublado e a
noite estava muito escura, quando saímos de uma festa de aniversário em
direção às nossas casas.
Claro, tínhamos bebido demasiadamente, mas por já estarmos
acostumados, quase nem fez efeito tanta bebida. Então saímos e pegamos a
pista. Após andarmos por certo tempo, Ricardo então disse: - Vamos pegar um
atalho que conheço. Concordamos e fomos.
De repente notamos um cheiro terrível, podre e azedo.
Subitamente enevoou e não conseguíamos ver mais nada. Meu irmão então
disse:
- O que é aquilo? Olhamos e vimos vários cachorros passando de um lado para
o outro como que guardando algo, entretanto eles pareciam estar mutilados.
Então, logo um daqueles cães veio em nossa direção, qual não foi o nosso
espanto ao ver que não tinha um dos olhos, entretanto, rosnou muito para
nós. Ricardo pegou um pedaço de pau e jogou no animal, que se espantou e
correu.
Meu irmão xingou e reclamou que pisou em algo melado.
Percebemos que o chão estava todo melado com uma gosma bem nojenta, o
mal-cheiro não parava.
Dali a pouco começamos a ouvir vozes desesperadas gritando:
- Por favor! Por favor! Salve minha alma! Salve minha alma! Pensamos: é
palhaçada de algum imbecil querendo nos assustar.
Infelizmente estávamos errados. Não existia ninguém
brincando conosco. O que nos fez chegar a esta conclusão foi quando vimos
várias pessoas nuas e deitadas no chão voltadas pra cima e mexendo com os
braços, como que, se estivessem afogando.
Meu irmão gritou: É um acidente. Claro, não poderíamos
nos permitir fugir tanto da realidade. Só poderia ser um acidente horrível
com muitas vítimas.
Errados de novo. De repente chegamos bem perto pra ver
o que era aquilo e concluímos que seres mutilados eram tragados pelo
asfalto como que se afogando em um mar negro. Nossa fé nunca foi lá essas
coisas, entretanto rezamos como monges ao assistir aquele absurdo. Mas não
foi tudo, aqueles pobres desgraçados, exigiam nossa ajuda, alguns até pediam
nossas almas.
Olhei para os dois, eles, com seus olhos esbugalhados,
diziam: - Onilson, isto não está acontecendo! Diga que não está. ! Não
conversamos muito, naquele momento corremos feito loucos, pois concluímos,
sem dúvida, a visão clara do inferno com suas almas condenadas. No caminho
vimos algumas pessoas, mas não tivemos coragem de contar. Poderiam achar que
éramos loucos. Depois daquele dia parei de beber, de sair à noite e procurei
uma religião. Meu amigo Ricardo morreu alguns meses depois, numa briga com
um marginal por causa de uma garota e meu irmão viajou para o nordeste e
fazem anos que perdi o contato total com ele. O divino foi meu maior
testemunho e me protegeu de eu ser levado à loucura naquele dia infame...
Nelson e Maria tinham acabado de se mudar para Fernandópolis que ficava no interior de São Paulo. O lugar era muito sossegado e bonito.
Maria havia comprado aquela casa com o dinheiro da aposentadoria de Nelson, que sempre foi muito trabalhador, mas ele tinha um grande problema, era alcoólatra. Talvez fosse por isso que Maria optou por comprar uma casa no interior, pois assim Nelson, agora aposentado, teria muitas tarefas para fazer, como carpir, cuidar da criação, etc...; O fato era que ele já estava muito debilitado da cachaça, e se continuasse em São Paulo sem trabalhar, ia acabar falecendo em virtude do álcool.
Durante a tarde, depois que ele cuidava de seus passarinhos, ia sempre ao boteco que ficava no bairro, para tomar umas e outras. E quando caia a noite, Nelson voltava para casa travado de bêbado. Foi numa dessas tardes que o inesperado aconteceu.
Maria acabara de lavar a louça do almoço, quando Nelson disse que ia no bar tomar só uma dose de pinga, (isso era pura mentira pois toda vez que ele saia para beber, eram doses e mais doses), foi até o barracão, pegou sua bicicleta "Barra Forte" vermelha e foi rumo ao bar. Chegando no bar, Nelson pediu sua primeira dose, foi quando entrou um velho e sentou-se do lado dele, esse tal senhor pediu uma dose também e começou a conversar com Nelson, bebida vai bebida vem, já eram quase seis horas da tarde Nelson disse para o velho que ia embora, mas o mesmo convidou-o para ir na sua casa, que ficava a poucas distâncias do bar que estavam. No princípio, Nelson disse que não, mas ai o velho fez uma proposta irrecusável para um alcoólatra. Disse que em sua casa havia algumas garrafas de Rum e Conhaque, Nelson ficou encantado com aquelas palavras e logo topou a proposta, afinal era horário de verão.
Nelson e seu recente amigo caminharam durante algumas horas, isso por que o velho disse que sua casa ficava a poucos metros do bar. Chegando finalmente à casa, Nelson se deu conta de que havia esquecido sua bicicleta lá no bar, mas ao ver as garrafas de bebida ele não ligou mais para a bicicleta que tanto gostava. Ficaram bebendo e conversando e aos poucos ficando mais bêbados ainda, quando se deram conta já eram onze e meia da noite, Nelson se despediu de seu amigo-de-copo e foi embora.
O caminho parecia estar totalmente diferente, pois além da embriagues ele não conhecia o lugar, afinal morava naquela cidade havia apenas três semanas. A escuridão o açoitava, o vento gelado parecia corta-lhe a pela e a bebida parecia subir à cabeça mais e mais. Foi quando, ao pegar uma ladeira, deu de frente a uma pista rodoviária. Agora Nelson estava mais desesperado do que nunca, pois eles não haviam passado em nenhuma pista rodoviária.
As enormes carretas passavam e só com o vento de sua velocidade derrubavam o pobre do Nelson. O seu desespero era tanto que começou a chorar, foi quando o macabro aconteceu. Já quase desistindo de que ia chegar em casa naquela noite, Nelson saiu da rodovia e entrou em uma clareira, ajeitou-se em uma moita e tentou dormir, mas ao firmar a vista em direção ao matagal, viu a figura de um enorme homem vestido de preto, com chapéu que parecia uma cartola muito elegante, vestia um casaco de couro negro e calçava uma bota que reluzia até naquela escuridão. Ao lado desse homem havia um menino que segurava sua mão direita. O menininho vestia uma capinha de chuva amarela e galocha.
No primeiro momento, Nelson pensou que aquilo era o efeito da pinga, mas foi mesmo assim em direção daquele misterioso ser. Ao chegar frente à frente com o homem, o bêbado perdido teve um enorme susto, o menino ao lado do homem não tinha rosto. Nelson ficou tão horrorizado que a bebisse passou na hora. O homem tranqüilizou-o dizendo para não ter medo, pois o menino é inofensivo.
Nelson se surpreende quando o enorme homem pegou na sua mão e disse que o levaria para casa, pois sabia aonde morava. O bêbado(que após o susto já não estava mais) fixou o olhar no rosto do homem e ficou pasmado, pois a criatura tinha olhos de fogo. Mas mesmo assim Nelson não fugiu pois a força que o homem segurava sua mão era tanta, que não havia nem como escapar.
Caminharam lado á lado por uma trilha, Nelson puxava conversa, mas ele não respondia. O homem segurava o garotinho com a mão direita, e com a esquerda segurava o assustado Nelson.
Para sua surpresa chegaram na casa em 15 minutos e para seu horror, quando se virou, as duas criaturas já não estavam mais lá.
Nelson entrou em casa todo sujo de lama, Maria estava dormindo no sofá, ao seu lado havia um cinzeiro com várias betumas de cigarro. Logo Nelson notou a preocupação de Maria.
Já se passaram 17 anos, e até hoje Nelson senta na sua varando com seu cigarro de palha e fica pensando o que era aquilo que o ajudou naquele momento de desespero. Será que era algum demônio que protege os bêbados ou será que era apenas fruto da sua imaginação.
Hoje Nelson não toma mais nada de álcool, e é uma pessoa muito pensativa, pois só ele e eu sabemos o que aconteceu naquela noite.
Chamo-me Nelson Barbosa dos Santos, tenho 46 anos, casado e moro
em Feira de Santana, na Bahia. O fato relatado por mim, nestas
linhas, aconteceu comigo, minha esposa Cirema e minha sogra
Delsuíta, há cerca de uns seis anos quando, Delsuíta resolveu
fazer consultas com uma senhora em um Centro Espírita.
Ela começou a ter pesadelos com o marido que já havia falecido há
anos. Neles, o via entrar no quarto vestido de preto, subir na sua
cama e tentar estrangulá-la. Após inúmeras vezes, passando noites
assim, tinha vezes que a coitada se dopava de café para não dormir.
Ela, que não era muito religiosa, resolveu então ir fazer uma
consulta com uma conhecida mediúnica.
O dia então chegou. Eu e minha esposa passamos na casa dela e a
conduzimos ao Centro Espírita. Lá chegando, fiquei aguardando as
duas fora do estabelecimento. As horas voaram. Logo ficou bem tarde
da noite. Eu já estava sonolento quando ambas terminaram de ser
atendidas. Assim, fomos para a parada do ônibus. Próximo ao ponto,
cerca de uns sessenta metros, não pude deixar de notar um
cemitério. Conversávamos para passar o tempo, quando notamos, ao
longe, o vulto de um homem que se aproximava. Não seria nada
demais, se não fosse pelo fato de que a certa distância, ele já
aparentava ser bem alto, como se estivesse montado a cavalo. Logo
começamos a ouvir seus passos. Incrível, ele tinha um pouco mais
dois metros, imagino, usava um chapéu e um casaco preto, com algo
que lembrava uma capa. Parecia ter saído de um filme.
Quando ele passou por nós, notamos que em seu rosto não existia
vida nenhuma, parecia um boneco de cera (com grandes olhos
negros) da pior qualidade. Pensei: - É uma brincadeira de mal
gosto de algum miserável desocupado. Minha sogra gritou: - Não o
encarem! É o guardião das almas perversas! Rezem, minhas
crianças! Rezem! Desesperados, com os olhos evitando-o, rezamos
trocando palavras mas sem parar. Ele então, deu um terrível
urro, que mais parecia o de boi sendo esquartejado vivo. Minha
esposa quase perdeu os sentidos, eu tremia dos pés a cabeça. De
repente deu um vento fortíssimo levantou a poeira do chão numa
espécie de roda-moinho e o espectro diabólico se dissolveu, um
cheiro de coisa estragada tomou todo o ar a nossa volta. Minha
esposa, então, voltou a si, então eu a coloquei em meus braços e
nós três corremos para o próximo quarteirão, onde já se podia
ver outras pessoas, que quando nos viram chegarmos assustados,
logo perguntaram : - O que foi ? Minha sogra olhou para mim,
como quem dizia: - Tome cuidado com que vai dizer. Eu então
disse, para não acharem que éramos loucos: - Quase fomos
assaltados. Alguns nos olharam desconfiados. Acredito que nossos
olhos nos denunciavam para as pessoas que a verdade não era
aquela.
Daí fomos para uma rodoviária, não falamos uma só palavra,
esperamos até o dia amanhecer, fomos para casa e ficamos dias
pensando se era ou não possível que dois mundos tão
diferentes, o das almas e o dos vivos, se colidissem daquela
maneira. Minha esposa nunca mais tocou no assunto. Minha sogra
já faleceu há alguns anos.
Acredito que, naquela noite, pagamos um preço por termos nos
arriscado tanto em um terreno onde nós não nos encaixávamos.
Chamo-me Antônio Jurandir, tenho 32 anos, moro em Cruzeiro do Sul-AC. Quase todas as pessoas que conhecemos já ouviram falar de bruxas, bruxaria ou feiticeiras. Entretanto pode-se dizer que nem a 30% delas acreditam nestas coisas. Bem eu também não. Até que um fato, ocorrido comigo há dois anos, me colocaria à prova e mudaria minha crenças.
Naquele ano eu estudava e trabalhava. Então não me restavam opções a não ser trabalhar de dia e estudar a noite. Com isso levei um ano sempre pegando praticamente o mesmo ônibus e consequentemente o mesmo motorista (Carlão) todas as noites. Já éramos até amigos. Muitas vezes só íamos eu, ele e o cobrador.
Então teve um dia que Carlão não me cumprimentou. Achei que deveria ser um dia daqueles em que deve ter dado alguma coisa errada. Também não procurei puxar conversa.
No caminho pra casa ele parou num ponto e apanhou uma senhora bem magra vestida com uma roupa escura com um chalé roxo que aparentava ser muito velha. Ela entrou gratuitamente, por ser idosa. Então Carlão começou a reclamar: - Essas velhas ficam aí saindo de madrugada, podendo ser assaltadas, depois ficam aí reclamando. Também têm razão, é de graça. Só quero saber quem paga a passagem delas ? O cobrador olhou pra mim e fez um gesto com a cabeça censurando o colega por reclamar da pobre senhora que parecia ter idade pra ser tataravó de Carlão.
A velha senhora não se fez de rogada, começou a cantar baixinho, tirou da bolsa um vidro com algo que parecia ser um remédio, esfregou-o nas suas mãos e começou a falar umas palavras que mal dava pra entender. Digo isto, porque eu estava sentado bem próximo dela e a vi fazendo isto, que mais lembrava um ritual. De repente ela levantou do banco pediu pra parar e ao passar ao lado dele para descer do ônibus, botou a mão em seu ombro e desejou um ótimo final de noite.
Bem, passaram-se alguns dias até que depois de fazer umas cinco viagens sem ver meu amigo guiando o ônibus, perguntei ao novo motorista: - Onde estava Carlão? O rapaz então disse: - O Carlão pegou uma doença que o invalidou pra toda vida. Deu uma infecção nele que o deixou tetraplégico e o coitado inclusive nem fala mais. Você é amigo dele? Eu disse: - Sim, e lamento muito. Tentei ir ao hospital visitá-lo mas confesso que não fui por medo e pena. Preferi guardá-lo em meus pensamentos do jeito que ele sempre foi.
Pode ter sido coincidência, como pode também não ter sido também.
Já faz algum tempo que mudei de bairro e daquele dia pra cá, descobri que se a nossa fé no divino não for forte, é melhor tomarmos muito cuidado ao magoar-mos as pessoas, sendo elas, estranhos ou não.
Quem me contou foi uma menina
que pertencia ao meu meio de amigos. Fala de uma certa
Barbie assassina.
Disse-se que lá na terra dela, certa vez, uma menina
que sonhava em ter uma Barbie e que cresceu sempre
pedindo por uma. Um dia ganhou a tão preciosa boneca, e
começou a tratá-la como se fosse viva. Botava a Barbie
pra dormir, dormia ao lado dela, fazia carinho,
conversava, dava banho, tratava-a como se fosse filha.
Numa noite, quando foi dormir, a boneca começou a se
mexer. Ela pegou uma faca e esfaqueou a menina. Ouvindo
os gritos da menina morrendo, a mãe subiu para o quarto
e, vendo-a morta, ficou desesperada. A Barbie nem
deixou que ela reagisse e já foi atacando também a mãe
da sua dona, que caiu na porta do quarto. Em seguida, a
Barbie desceu para a cozinha e esfaqueou também a
empregada, que fazia tranquilamente seus ultimos
trabalhos do dia.
Quando o pai da menina chegou em casa do trabalho, e
viu a Barbie se mexendo, correu, pegou imediatamente
álcool e fósforo e queimou a boneca, ela continuou se
mexendo, e tentando atacá-lo, e ele colocava mais fogo
e mais fogo e mais fogo até que a boneca finalmente
caiu no chão.
No dia seguinte todos comentavam sobre o ocorrido. Essa
minha amiga disse que ela mesma pôde ver os corpos da
menina, sua mãe e empregada mortos, e a "boneca
assassina" queimada no chão, toda desfeita. Uma outra
amiga minha, que ouviu o seu relato, sempre costuma (e
até hoje) dizer: não se deve dar ozadia a bonecos,
nunca fique sozinho com eles e nunca, jamais ame-os ou
trate-os como se fossem seres vivos. Nenhum deles é
confiável.
Esse fato ocorreu agora nessas últimas férias de fim de
ano, da passagem 2003-2004.
Nunca conheci meu avô Jonga (carinhoso apelido que
recebeu de toda a família) pois ele morreu antes mesmo
do seu primeiro neto nascer, e eu sou um dos últimos.
Vô Jonga tinha algumas terras na cidade de Camacan, sul
da Bahia. Hoje, uma delas é administrada por um dos
meus tios, que mora com lá com seus três filhos e sua
mulher, e foi ela quem me contou.
Numa festa, uma de suas convidadas veio lhe perguntar
se ela conhecia um coroa magro, de bigode e que usava
terno e gravata e ela respondeu: "nunca vi na minha
vida". E ela disse que viu um homem com essa descrição
na janela olhando as crianças.
Mais tarde, ainda na festa, ela disse que viu a tal
convidada atravessando a sala, e, de repente, parou ao
olhar para um retrato. Perguntou quem era e minha tia
respondeu que era o meu avô Jonga, a mulher perguntou
se ele estava vivo e minha tia disse que não, que já
tinha morrido faz muito anos.
A mulher se arrepiou dos pés à cabeça e disse: "foi ele
que eu vi na janela, olhandoas crianças".
xx
2002 - WebMaster Moacyr Miguel Corrêa Neto.
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