Regime
político não-democrático no qual o poder absoluto do
Estado concentra-se numa só pessoa ou partido. O ditador
italiano Benito
Mussolini
cria o termo totalitário no início de 1920, para descrever
o novo Estado fascista da Itália em oposição ao liberalismo
do século XIX. "Nada contra o Estado, nada sem
o Estado, nada fora do Estado": assim Mussolini
descreve o regime. Ele considera o Estado como suprema
e absoluta razão de ser das pessoas e da sociedade.
Com a implantação do totalitarismo, o Estado monopoliza
os meios de comunicação (rádio, televisão, imprensa,
editoras) e dá origem à propaganda política para exprimir
a verdade oficial e torná-la unânime. O grupo ou pessoa
que discorda dessa verdade é um "inimigo objetivo"
e tende a ser isolado, punido ou até eliminado. A escolha
do "inimigo objetivo" é sempre arbitrária.
A censura e o regime de partido único são indispensáveis
para que não haja verdades diferentes da proclamada
oficialmente. As pessoas são obrigadas a participar
de manifestações políticas, sem o direito de divergir
de certos princípios básicos.
Além do fascismo italiano, também se caracterizam como
regimes totalitários o nazismo e o stalinismo. Alguns
historiadores consideram totalitários o franquismo,
implantado na Espanha pelo general Francisco Franco
, e o salazarismo, por Salazar em Portugal.