Expressão usada
para designar as políticas econômicas com ênfase no livre mercado.
Como os liberais clássicos, os neoliberais acreditam que a vida
econômica é regida por leis naturais resultantes da livre associação
entre os indivíduos. Portanto, é preciso limitar o tamanho e as
funções do Estado para permitir maior autonomia ao setor privado
nacional e internacional. No neoliberalismo, o papel do Estado
restringe-se a disciplinar o mercado com o objetivo de combater
os excessos da livre concorrência e, dessa forma, garantir sua
sobrevivência.
Atualmente, uma das maiores expressões do neoliberalismo são as
políticas estabelecidas no chamado Consenso de Washington (CW),
encontro realizado no início dos anos 90. Elas enfatizam a abertura
da economia por meio da liberalização financeira e comercial e
da eliminação de barreiras aos investimentos estrangeiros diretos;
a estabilização econômica obtida pela disciplina fiscal, pela
reforma tributária, pela estabilidade da taxa de câmbio e pelo
redirecionamento dos gastos do Estado, dando prioridade à saúde,
educação e infra-estrutura; e a diminuição da participação do
Estado na economia por meio dos programas de privatização e da
desregulamentação, por exemplo, do preço de alguns produtos antes
controlado pelo Estado.
Na Europa, o país que mais avança em política neoliberal é o Reino
Unido, particularmente no período do governo de Margareth Thatcher
. Outras nações, como França, Alemanha e Suécia, adotam algumas
dessas políticas, ao mesmo tempo que mantêm forte participação
estatal, proteção ao comércio, regulamentações e políticas de
bem-estar social. Os Estados Unidos seguem a receita neoliberal,
embora permaneçam protecionistas em alguns setores e com enorme
déficit público, principalmente durante o governo de Ronald Reagan.
O Brasil persegue a maioria desses objetivos, mas não atingiu
o equilíbrio fiscal nem a reforma tributária. O país também impõe
restrições ao comércio e a participação estatal na economia ainda
é forte.