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Condolências
Somada
a indiscrição do meu cinismo
Com a incoerência dos pensamentos
Remetemos-nos a oscilação das mentes,
Sem remetentes ou vertentes
Como
louco, como bêbado.
Como sóbrio, como lítico.
No afã de suas memórias
Sopra o doce mapa
Caminho errôneo de luras
Talvez jamais estivera ali.
Taxadas
cavalgadas em torno de mim
Fugaz memorando lutuoso
Perspicaz contraforte de pouso
Consueta masmorra do avesso.
Estamos
enlaçados pelo veneno do vivo
Daremos hosana ao cárcere humano
Implacáveis e consumado contágios,
Não estamos sozinhos,
Mas massacrados
Condenados.
Contorção
dos seres em si
Dádiva do débil inocente
Dor dos céticos inertes
Reflexo quebrantado da alma.
Marina
(24/06/2002)
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