Makhno
nasceu em Gulvai-Polye, pequena cidade da Ucrânia que seria
mais tarde o centro de sua atividade guerrilheira. Trabalhou
nas grandes propriedades rurais da região, tendo se convertido
ao anarquismo durante a revolução de 1905. Iniciando a atividade
revolucionária, foi preso em 1909 por participar de atos
terroristas e só seria libertado em 1917, quando retornou
a Gulvai-Polye para organizar o soviete local. Quando os
austríacos e alemães invadiram a Ucrânia, em 1918, Makhno
organizou as ações de guerrilha contra o inimigo e aos poucos
foi criando o exército revoltoso que teria importante participação
na luta contra os Exércitos Brancos de Denikin e Wrangell
em 1919-20. Os bolcheviques estavam dispostos a beneficiar-se
com as proezas militares de Makhno sem no entanto permitir
que ele fizesse da Ucrânia uma região independente sob o
anarquismo. Assim, imediatamente após a derrota dos Brancos,
o Exército Vermelho se voltou contra ele. Makhno conseguiu
resistir durante vários meses, mas finalmente foi obrigado
a fugir para a Romênia em 1921. Lá foi aprisionado, mas
conseguiu escapar para a Polônia onde foi detido e acusado
de ações criminosas contra a Polônia, jamais provadas. Libertado
em 1923, permitiram-lhe que fosse para Paris, onde morreu
pobre e quase sem amigos. Foi ao tempo de Makhno que o anarquismo
conseguiu se tornar um movimento importante na Rússia, embora
tivesse um caráter basicamente regional e ucraniano.