Página InicialPágina Inicial

Home | Deserdados | Projetos | Colunistas | Artigos | Filósofos | Sistemas | Galeria | Livros | Grupo | Livro de Visitas | Parceiros | Contato

.::Colunistas\Lígia Ribeiro::.

O MUNDO TEM FOME:

Os meios de comunicação nos acostumaram às mais macabras imagens que se
refletem o estado de carência absoluta em que se encontram milhares de seres
humanos. A fome é uma 'garra feroz' que supera de longe, as doenças mais
cruéis, e tal as doenças incuráveis, não é possível encontrar um 'remédio'
rápido e prático para detê-la.

No entanto, a coisa vai muito além, pois a fome não atinge apenas os corpos
físicos em si, pois vai minando, pouco a pouco, características da humanidade.
Aqui, propõe-se algumas definições para especificar alguns dos âmbitos em
que a miséria se faz notar com 'maior potência'.

FOME FÍSICA:
São milhões de pessoas sem o que comer. O irônico desta situação, é que não
apenas, morrem de fome as pessoas que vivem em terras pobres, desérticas.
Morrem também de fome, muitos que tem terras férteis à sua disposição, porém
sem meios ou capacidade para explorá-la. A fome física, é regida por um
conjunto de interesses, de modo a favorecer algumas regiões do planeta em
detrimento de outras.

Segundo dados do WWF, o consumo de alimentos por habitante cresceu nos últimos
30 anos. Nos países em desenvolvimento a quantidade de calorias consumidas
diariamente foi de 2100 para 2700. Nos ricos, passou de 3000 para 3400,
exigindo-se uma maior quantidade de alimentos. Segundo o relatório planeta
vivo do WWF, 11% da superfície do planeta é utilizada para a agricultura.
Um estudo do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), divulgou há poucos meses,
estima que o homem ultrapassou cerca de 20% os limites de exploração suportáveis
pelo planeta sem que este venha a degradar-se. Partindo-se do ponto em que
cada ser humano poderia explorar cerca de 1,9 hectare, qualquer avanço além
dessa marca, comprometeria o planeta a catástrofes meteorológicas, e mesmo
perda da qualidade de vida para as populações futuras. Atualmente, a média
mundial é de 2,3 hectares por pessoa. Porém não distribuídos uniformemente
ao longo do globo. O Brasil e os países africanos utilizam cerca de 1,4
hectare por habitante, enquanto Europa e USA, utilizam-se de 5 hectares
por habitante no caso da primeira e 9,6 hectares por habitante no caso do
segundo.

Por essas entre outras razões, uma parcela grande da humanidade passa fome,
a custa do conforto de uma minoria. Enquanto essas coisas acontecem, a cada
momento a mídia invade nossas casa, com cenas ou fotografias tétricas (e
infelizmente reais) de crianças esqueléticas, de mães subnutridas sem condições
de alimentar seus bebês, de homens que não podem manter-se de pé.

FOME 'DE DINHEIRO
O dinheiro pode ser encarado como uma 'forma de energia'. Proveniente do
trabalho de milhares de pessoas que manejam uma parcela muito pequena desse
dinheiro, ou do que podem adquirir com a ínfima parcela que lhes pertence.


Há um certo tipo de 'mecanismo' absorvendo trabalho e dinheiro. Há minorias
poderosas que manipulam o dinheiro, cobra impostos elevadíssimos. Novamente
vive-se em uma sociedade de escravos. Escravos pois não podem parar de trabalhar
cada vez mais, para ter cada vez menos coisas que suprem suas necessidades.
Há ainda aqueles que 'se vendem' e os que 'se compram' , passando pelas
mãos de uns e outros patrões.

FOME DE SENTIMENTOS:
Nota-se, que há tempos os 'verdadeiros sentimentos' foram substituídos por
instintos. Todos sonham com 'amar' e 'ser amados', mesmo aqueles que mais
o negam. Pois se o fazem é por desespero, e não por renegarem esse sentimento
que é sim vital e indispensável. Todos sonham com um 'amor' que seja 'duradouro',
com um amor que não se dissolva depois de uma festa, depois de umas férias,
um copo de bebida alcoólica ou uma simples 'viagem' depois de utilizar alguma
droga. Infelizmente são poucos os que chegam a viver sentimentos sérios,
e poderosos como o amor. A grande parte das pessoas perambula pela vida
como uma espécie de mendigos famintos. disfarçados para insinuar uma riqueza
de sentimentos que não possuem e nem sabem como alcançar.

FOME INTELECTUAL:
Do mesmo modo, faltam 'bons alimentos' nesse campo. O mercado oferece apenas,
planos, projetos, sofismas baratos e vulgares e entretenimentos para mentes
degeneradas.  O mundo carece de idéias puras e sãs, dirigidas ao desenvolvimento
da mente. A literatura deve reportar podridão para ter aceitação. A filosofia
desaparece dos programas de estudo e a História chegou ao fim. A tão aclamada
diferença que distingue homens e animais: o intelecto, o raciocínio, observa-se
cada vez menos. Cada vez mais os animais são exemplos aos humanos de fidelidade,
habilidade e harmonia com a natureza.

Há sim fome intelectual.  Isso pode ser provado empiricamente em apenas
uma frase: Se pensássemos de verdade, não passaríamos tanta fome.
'Pensar, sentir e agir para que a fome desapareça.'

REFERÊNCIAS:
O MUNDO TEM FOME. Délia Steiberg Gúzman. Caderno de Cultura, N. A. Ano XI,
N°42
A TERRA PEDE SOCORRO. Daniel Hessel Teich. Especial, Revista Veja. Ano 35,
Nº 33
RELATÓRIO 'LIVING PLANET', WWF- 2002.

Ligia Maria de Almeida Leite Ribeiro ( Ligika)

Voltar


Home | Deserdados | Projetos | Colunistas | Artigos | Filósofos | Sistemas | Galeria | Livros | Grupo | Livro de Visitas | Parceiros | Contato


©opyleft 2002 - 2004 - Deserdados - Grupo de Discussão e Ação
É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
Melhor visualização,  pressione F11 em 800x600.

Hosted by www.Geocities.ws

1