Durruti
foi o mais famoso entre os ativistas militantes, tão numerosos
no movimento anarquista espanhol. Nunca escreveu, nem chegou
a fazer qualquer contribuição à teoria do anarquismo, mas
possuía uma personalidade envolvente que até Malraux admirava.
Era um homem disposto a arriscar tudo pela causa. Quando
jovem, trabalhou como mecânico na estrada de ferro e, depois
de participar ativamente da greve de 1917, fugiu para a
França de onde voltaria mais tarde para filiar-se ao C.N.T.
e ao anarquismo. Integrava um grupo terrorista que assaltava
bancos para financiar a causa, tendo participado de vários
atentados - o mais notável deles contra o Arcebispo de Salamanca,
assassinado durante a missa. Vivendo quase todo o tempo
ora na prisão ora no exílio durante a monarquia e a república,
depois de 1936 Durruti participou dos combates contra os
generais Franquistas em Barcelona. Mais tarde liderou a
coluna que entrou em Aragão, onde conseguiu recuperar grande
parte do território nas mãos do inimigo. Conduziu seus homens
para que lutassem em defesa de Madri e lá morreu, atingido
por um tiro dado pelas costas. Seu assassino nunca foi identificado.