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.::Colunistas\Álvaro Henrique::.

O que é isso Companheira?

Ao brilho das facas que cortaram meu peito eu relembro-te com minha dor.

Triste são os corações que não sangram perante a iminência maior do abandono.

Corroendo-me como um célebre mortal que por suas palavras foi imortalizado.

Um tolo frágil que finge não sofrer, o corpo dormente espera eu me vencer.

Para uma mulher...

Que nas noites em que o desespero dominava meu corpo, apaziguou meu sono e fez o dia sucumbir a pessoa que espero.

Mudo e telepático aprendi a falar, mas esqueci de te ouvir, hoje você chora e eu não durmo, hoje você implora e eu sangro.

O abandono que lhe dei não posso ter, o mundo se foi e eu fiquei?

Deixe-me voar, que preso não sou feliz.

A solidão que abriu minha porta e invadiu a sala torna a perguntar para onde vai o seu olhar?

Quando aprendi que o reflexo que vejo não é meu eu percebi que os dois olhos que possuo são inimigos. Um não vê o que o outro vê, um sorri quando o outro chora, um grita quando o outro dorme.

Minha audição tão dupla e também tão diferente, já não mais ouve o que quer e prefere se esconder perante a arrogância dos meus olhos e se confundir com a minha fala que é única, porém fala pelos dois olhos e a audição burra, que jamais se lembrou de você quando você chorou por mim.

Estou em você e não percebi.

Não desfaça o que construímos, a irmandade é bela pois são nossos sonhos que foram plantados nela, não deixe que o orgulho alheio vença seus objetivos.

Ataque, mas não me mate!

Que um dia tudo isso passará e verás que é mais bela do que imagina e que sou mais tolo do que diz. Sou feliz?

Não tenho tudo que quero e não aprendi a amar tudo que tenho.

Será que um dia tive você?

Será que os meus olhos se odeiam porque um ama e o outro odeia?

O bloco que você quer que eu construa é tão simples, porém tão duro que jamais conseguiremos quebrá-lo.

Alguém quer ser livre e esqueceu que está preso em si mesmo.

Alguém se parece com você está com medo de fracassar quando começarmos a lutar.

Não quero lhe decepcionar, só quero voar...

Não quero que vá!


Punkalvaro
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