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.::Colunistas\Álvaro Henrique::.

Nostalgia

         A tortura noturna hoje recomeça mais cedo. Aos poucos vou retomando os hábitos normais de um ser humano. Indago ao vento, pois não há ninguém neste ambiente, o que seria o normal? Eu ainda volto, hoje estou embriagado, vou tentar vivenciar essa tortura inconsciente.
        É difícil entender porque retomei o passado, hoje tenho na vida uma pessoa em que posso contar e que ela pode contar comigo, mas retomei a compania da velha agenda que esconde palavras que incitam um mistério casual. Existe muitas lembranças que me causam inúmeras reações, desde um sorriso a atirar a mesma metros longe. Acho que devo encarar as palavras que ali estão e foram postadas pelas minhas mãos, sim esse é meu Alcorão!
        Talvez se jogasse essas coisas foram a casa ficaria melhor, isso lembra-me uma música, bom não é só de raiva que vive um revoltado, por esse motivo eu tento aplicar doses de ódio e rancor, isso instiga a percepção aguçada que eu sonhei ter.
        O sonho é tão estranho, você acorda com azia e relembra do molho de atum. Individual é o sonho, realmente sou bem individualista, talvez se eu tivesse um irmão não estaria escrevendo agora, mas sim preso por afogar o infeliz na privada, realmente, sou individual.

Dom Maklin

        Você é tão doce, fascino-me em ver seus olhos brilharem, é um sentimento puro, que sempre sinto algo de novo. Essa é uma barreira enorme que tento passar, sei que entrego-me ás vezes, mas quando recordo de seu sorriso fortaleço-me como hoje e transformo as lágrimas em dança fluvial. Vencemos todas! Não será agora que isso mudará. Vejo nossas fotos de um presente tão mágico, hoje fazem parte do meu passado, meu passado em forma histórica, pois tais momentos jamais esquecerei, o futuro promissor ao seu lado, histórico passado, fabuloso presente, este mesmo que é um prêmio ou um incentivo, o maior incentivo de viver que um ser humano poderia ter é sua compania.

Dire Straits

        Lembro da minha primeira banda, um conglomerado de pessoas que execrei, eles apresentaram Dire Straits, foi melhor a separação, mas ainda dói em relembrar os momentos de diversão, realmente vocês tem razão, não tenho talento algum musicalmente, talvez ao lado de vocês, pois novamente voltou a vontade de tocar e ser um Band Leader, mas hoje quero diversão e não agrado, somente o fato de poder cantar ou gritar as minhas próprias letras já estaria ótimo, que estranho. Lembro dessa frase: " Se você cantasse como o Mark Knofler seríamos uma puta banda". Ei, meu nome é Álvaro e foda-se suas comparações.

Deep Purple

        Nostalgia, as noites no antigo Casebre, que também era bom, já que o novo está melhor. O maldito feijãozinho que me causou vômitos por dias não são nada comparado a magia de ver o ambiente parar para ver o filme "The Wall" do Pink Floyd, ou abrir um bate cabeça com Deep Purple, somente no Casebre mesmo. São as lembranças que tenho dessa adolescência conturbada. Eu ficava bêbado sem ingerir álcool, incrível! 
        Puts, será que alguém está lendo essa droga?

        Retornando a realidade. Ás vezes as viagens mentais são uma distração notável ao sofrimento, é uma pena que sejam tão breves. A todos que acreditam no inconsciente nos mistérios inimagináveis da mente, digo-lhes que o além é somente fruto da imaginação humana, o meu inferno pode ser seu paraíso e vice-versa.
        É difícil aceitar, mas talvez fique pior.

Aos amigos leais e a você.
Álvaro Henrique   17/11/01

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